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Crítica do filme O rei do show



Não tanto quanto Star Wars – Episódio VIII – Os últimos Jedi foi um divisor de águas, mas notei que O rei do show meio que dividiu crítica e público também. Bem, já vou começar dizendo que eu amei o filme e a trilha sonora, inclusive por alguns motivos que levaram outras pessoas a detestarem tanto o filme quanto a trilha sonora.


Em primeiro lugar, devo dizer que eu geralmente não gosto de musicais. Fiquei relutante e quase não vi La La Land no cinema, até que estava passando em um cinema aqui do bairro a dois reais e pensei, por que não? E foi uma das surpresas do ano para mim. Acabei adorando o filme! Então, posso dizer que O rei do show então superou as minhas expectativas - e eu posso também dizer que minhas expectativas já estavam bem altas. 

Sim, as músicas têm samples de músicas já conhecidas. Sim, sim, o filme foi “programado” para agradar e se tornar hit. Sim, sim, sim, segue uma fórmula. E até mesmo Bach já usou samples para criar música clássica, e Shakespeare também se inspirou em outros e, claro (sempre que possível citarei Stranger Things aqui, hehe), Stranger Things recebe críticas só pelo mero fato de ter sido criada com base em algoritmo. Ok, isso tira o mérito das criações? Na minha opinião, não. Se o resultado cativar, é como a rosa de O pequeno príncipe, bela e florescendo e cuidada com carinho. E, para mim, O rei do show, o filme, produziu a mesma sensação que o circo em si do filme causava nas pessoas, como admitido pelo mesmo crítico no filme que chamava P. Baum de embuste: ele me fez sorrir. Me emocionou. Encantou. Cumpriu seu papel como entretenimento. Não tem como agradar todo mundo. Nunca. #fato

É um daqueles filmes que se enquadram na minha categoria pessoal de feel-good movie. Dá aquela sensação final de esperança, de que dá para se superar, conseguir sucesso, que nem os filmes da Disney, sabe?

Falando em fórmulas, apesar de P. Baum estar longe de ser um herói, podemos facilmente notar a Jornada do Herói também, a qual também pode ser aplicada a inúmeros filmes, pois, muito se enquadra no monomito de Campbell.

A história é romantizada, obviamente, com um estilo épico, tomando muitas liberdades artísticas, mas essa é a beleza da ficção. Se você espera um retrato fiel de vida e obra de P. Baum, não encontrará isso em O rei do show. Se você também espera um filme que se aprofunda nas discussões sociais de classe, cor, etc., encontrará apenas umas pinceladas neste filme, como se fossem apenas um sketch de uma obra mais completa sobre o tema. Sim, as canções pincelam esses temas, a entrada do pessoal do freak show no salão dos nobres tem uma das mais belas (e viciantes) das canções do filme e é bem tocante, se não é extremamente profundo. A sensação de fazer parte de um grupo, de uma família, mesmo que seja em um circo de horrores... Sim, a ideia de um circo de horrores é um horror, mas não devemos jogar pedras em O rei do show como filme que retrata, mesmo que de forma romantizada, uma época cheia de preconceitos, que de bela, pelo menos para mim, só tem o visual em filmes e na literatura: a era Vitoriana. 

O showbusiness foi criado para entreter e para ganhar dinheiro. O cinema tem o propósito de entreter, ganhando dinheiro com isso. Não vamos nos iludir. O monomito e as fórmulas para criações artísticas não são nenhuma novidade e não são intrinsecamente ruins, se o uso e o resultado forem bons. E o que é bom para mim, pode ser péssimo para você e vice-versa. O que vale é curtir o show. 

Lembrando que quase não vi La La Land por pré-conceito e depois amei, eu convido vocês a curtirem esse show. :)

Com tudo isso e não querendo me prolongar demais, sinta-se convidado a tirar por si suas conclusões, mas eu super indico O rei do show e sua trilha sonora (matadora e viciante), que já está disponível no YouTube, Spotify, Apple Music e outras plataformas musicais de streaming.

A propósito, eu já tinha ouvido muitas das músicas e amado lá na CCXP, no estande da FOX enquanto eu esperava para participar do lance lá de tiro ao alvo (em que fui péssima, a propósito, mas acertei em cheio no alvo no arco e flecha, mas, enfim, isso é papo para outra hora).

Convido vocês a analisarem as letras (a trilha sonora foi criada pela mesma equipe de La La Land) e me dizerem se não são lindas. J

Saindo ao som de This is me, que é uma música que fala totalmente de empoderamento. E provavelmente entrará na corrida do Oscar. 

[Editado em 08/01/2017 - E que já ganhou o Globo de Ouro de Melhor Canção Original para filme xD]

I am brave, I am bruised, I am whooooo I’m meant to be, this is meeeeee! O-o-o-ooooooooooh!



Como hoje é Véspera de Natal, bem, em vez de estrelas, vou usar o padrão Stranger Things para nota e dou ao filme 5 de 5 luzes de Natal.



Essa crítica foi escrita na Véspera de Natal, mas provavelmente não será publicada hoje, pois estou me arrumando para encontrar os amigos e curtir o Natal. I am not The Grinch ;)



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