Pular para o conteúdo principal

Entrevista com Will Yamaguchi, artista e maker @ Pixel Show 2017


No comecinho desse mês de dezembro eu fui à Pixel Show, a maior conferência internacional de criatividade, e, além de conhecer os trabalhos de muitos artistas, eu adquiri algumas artes e especialmente um quadro lindo que o Will fez. :) E, sem mais delongas, com vocês, eu passo a palavra a ele nessa entrevista. 

O que a Pixel Show representa para você?

O maior evento relacionado à área de criativos do Brasil e uma oportunidade para artistas, designers, quadrinistas etc. mostrarem suas caras ao público de todo o Brasil.

Foi a primeira vez em que você participou da Pixel Show como maker? Como é a sensação de ser escolhido para tal?

Sim! Essa foi a primeira vez que participo! A sensação sempre é de que seu trabalho foi reconhecido por alguém, sabe? É bem gratificante esse primeiro momento na seleção.

O que você achou de mais especial na Pixel show desse ano de 2017?

Primeiro, o público em geral, pessoas de áreas profissionais e geográficas distintas reunidas pela vontade de aprender, conhecer e participar. E segundo, o espaço em si, com toda a diversidade de grandes e pequenos, artes visuais, música e tecnologia. 

Antes de continuar com as perguntas sobre a Pixel Show, bem, fale um pouco, ou muito, você que sabe, sobre você e sua arte. Tipo, como começou, quando, a estrada até hoje, planos para o futuro etc.

Me chamo Willian Yamaguchi, tenho 22 anos, sou de São Paulo e como quase todo ilustrador diz, sempre gostei de desenhar desde pequeno; mas foi só depois que eu saí do colegial que resolvi que queria trabalhar com isso.

Demorei a entender e entrar no mercado, quebrei muito a cara com clientes que pagavam muito mal ou nem pagavam, simplesmente desapareciam.

Desanimei nesse começo e decidi procurar trabalhos fixos como designer, ilustrador e arte finalista. Assim, com um pouco mais de experiência voltei a fazer meus freelas.

Atualmente estou trabalhando em uma produtora como motion designer, estudando animação no CAV* e produzindo uma HQ chamada Assoalho, que logo mais quero colocar em alguma plataforma de financiamento coletivo, como o Catarse.

(Centro do audiovisual de São Bernardo do Campo)*

Você acha que as pessoas realmente estão se conscientizando mais e #comprandodequemfaz muito mais do que há uns 10, 5 anos? O que você acha do panorama artístico no Brasil para aqueles que (pelo menos ainda) não têm um “grande (re)nome”. 

A facilidade de “se vender/ser conhecido” hoje é muito maior devido à internet. Os eventos de publicações independentes são bem recorrentes e por mais que estejam localizados principalmente na capital, estão surgindo várias feiras em cidades menores e em bairros mais afastados do centro. E esses dois fatores facilitam demais as coisas para quem quer se expressar e começar a mostrar o seu trabalho.

Voltando à Pixel Show. O que você acha que a feira representa para o Brasil e os artistas e criadores de modo geral?

A feira é uma grande mistura de tudo, então ela representa vários tipos de pessoas, interesses e pensamentos. De um modo geral: diversidade. Para os criadores, o contato com pessoas do Brasil todo. Para o público, o contato com diferentes estilos, artistas e processos. O mais legal de ser visitante é que o evento é tão grande que sempre se acaba encontrando algo diferente, algo a mais que o esperado. 

O que você espera da Pixel Show de 2018?

Bom espero conseguir participar e levar meus projetos novos.
E que tenha um feedback tão bom quanto em 2017.

O quanto você acha que as redes sociais ajudaram a mudar a forma como as pessoas veem os artistas e adquirem os trabalhos deles com mais facilidades nesses últimos 5 anos?

As redes sociais são a oportunidade de acompanhar de perto processos de produção, também facilitam o contato e a venda em lojas virtuais ou mesmo apenas conversando em um chat.

Para nós, é ótima a velocidade que temos um feedback. Sempre ajuda muito!
 
Uma pergunta aleatória porque sim. Star Trek, Star Wars ou ambos? Ah, sim, duas! Digimon, Pokémon ou ambos? xD

Sempre fui fã doente de Star Wars e de Pokémon. 

Você pode fazer um sketch e fotografá-lo especialmente aqui para os leitores do  Bagulhos Sinsitros?




Arte digital, tradicional ou ambas?
Ambas! Tradigital 

Uma mensagem para quem está começando a tentar “vender sua arte”. 

Tem que dar uma de bom aluno! Pergunte muito sobre tudo que você não souber para quem já está no mercado! Isso diminui os riscos de gastos desnecessários, de fazer muita coisa errada e de frustrações gigantescas.

Você tem algumas fotos de seu trabalho para compartilhar conosco? Pode também deixar seus contatos de redes sociais para quem estiver interessado em adquirir seus trabalhos? Além disso, você envia para o Brasil todo? Só pessoalmente? Envios internacionais?  
Obrigada pela entrevista. 






Estou começando agora com essa parte de envios, é algo novo para mim ainda.
A ideia é conseguir enviar até internacionalmente, chegar nesse nível seria muito gratificante.  

Comentários

Popular

Midsommar - O mal não espera a noite tem um quê de dèjá vu com pontas de originalidade, mas peca por ser longo

Com influências de Corra!, da série Hannibal (principalmente perto do final do longa), com um quê de clima de Anticristo, sem deixar de lado A chave mestra, Colheita Maldita (filme inspirado na obra homônima de Stephen King), O homem de palha, e, como me disse a Ana, que é megafã de Supernatural, inclusive um episódio da série que sacrificava “estrangeiros”  em prol do “bem” da cidade de Burkitsville, no décimo-primeiro episódio da primeira temporada da série, tudo isso também é bem sentido em Midsommar – O mal não espera a noite. Com todas essas referências, senão inspirações, dá para imaginar o desconforto que o filme passa.


Com 147 minutos (171 na versão do diretor), ser longo é um problema no filme. As partes boas são realmente boas e chocantes, o culto e o que parece haver de muito sinistro por trás deles é bem estabelecido, mas os personagens, especialmente os secundários, não são muito aprofundados e, quando começam a “desaparecer”, a tendência é que o telespectador não ligue m…

O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio, uma bela repaginada em uma franquia querida

Neste ano vimos o retorno de várias franquias queridas (bem, ao menos queridas para os fãs delas, claro) muitos anos depois do último filme delas, como Rambo, Zumbilândia e Os 3 Infernais, mesmo depois daquele final épico. Então temos agora O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio. Porém, enquanto  os outros são continuações diretas, mesmo que muitos anos depois, do último filme lançado, este novo longa  de O Exterminador do Futuro é uma sequência direta de O Exterminador do Futuro 2 - O julgamento final, e veio para provar um de vários fatos que fazem dessa franquia um sucesso: a presença de Linda Hamilton. 
Repaginando a história, o filme já começa com cenas digitalmente refeitas para conectar o segundo da franquia a este. E é simplesmente incrível nessa reconstrução, pois a gente fica se perguntando se eram cenas que não foram para o filme de 1991 afinal, mas com o avanço da tecnologia (ai, ai, ai, rs), não notamos isso até que alguém nos conte a real. 

E temos um trio girl powe…

Mario Kart Tour: o que esperar do clássico para mobile?

Com certeza os amantes de Nintendo já souberam da novidade para celular! A Nintendo, diferente de outras desenvolvedoras, muito dificilmente libera um de seus jogos para outra plataforma. Mas como uma boa mãe sempre olha por seus filhos, ela nos deu esse pequeno presente que é o Mario Kart tour!
Em Mario Kart, Mario e seus amigos disputam emocionantes corridas de Kart em paisagens inspiradas em cenários clássicos da franquia. A versão original possuía apenas karts, mas agora temos também motocicletas e algumas telas necessitam de paraquedas para maior interação. Não é apenas um jogo de corrida, mas intensamente competitivo, com caixas surpresa espalhadas pela tela que te dão itens exclusivos para ganhar vantagem, derrubar os inimigos e destruir amizades. Cada circuito possui quatro telas e a pontuação é somada ao longo delas.


Essa versão desse clássico da Nintendo é um tour pelas telas mais queridas e famosas das outras versões (principalmente os clássicos, como Mario Kart 64 e o novo M…