Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme As aventuras de Paddington 2


Ainda em dezembro, eu tive a deliciosa oportunidade de conferir em primeira mão, na cabine de imprensa da Imagem Filmes, se o filme As Aventuras de Paddington 2 era tão legal quanto o primeiro. O filme estreará em breve e, sim, não só é uma fofurinha de filme como consegue ser ainda melhor do que o primeiro que eu já achei incrivelmente demais! 

Sem o lance da “novidade” do urso que sai do bosque e vai para Londres, na verdade, sem o lance da "novidade" em si, essa sequência conseguiu mesmo a façanha de ser ainda melhor do que o primeiro filme. Exatamente, conseguiu superar em termos emocionais, artísticos, em singularidade e na suprema arte de contar histórias o original. Uau!

Se você ainda não viu o primeiro, corre lá no Netflix porque logo estreará o segundo, que já é “Certified Fresh” lá no Rotten Tomatoes. As aventuras de Paddington está com 98% lá no RT!


Encantador, singelo, com boas piadas e sem aqueles muitos clichês e piadas óbvias demais, infelizmente comuns em muitos filmes infantis, eis mais um filme que se encaixa naquilo que já mencionei antes como “feel-good movie”. Assim como com o primeiro, fiquei com um sorriso no rosto um bom tempo depois de assistir ao filme, e o sorriso entorta para cima os cantos dos meus lábios novamente ao lembrar de ambos. 

Lá no próprio Rotten Tomatoes, um crítico diz que este é O Poderoso Chefão 2 dos filmes do urso peruviano, e eu não tenho como concordar mais. Porque não é apenas melhor do que o original, é ainda melhor do que um original incrível! Ou seja, quando o padrão é um filme praticamente excelente, e o segundo consegue ser ainda melhor... isso é realmente uma joia rara lapidada em forma de coração! <3



Humor, aventura, amizade, um hino à multiculturalidade, um uso esplêndido da arte de contar histórias, e de quebra Hugh Grant como o vilão hehehe O filme é mágico, é fantástico, aquece nossos corações e faz com que tenhamos um pouco mais de fé na humanidade. 

O carisma do elenco, o brilhantismo em várias cenas, até mesmo aquelas clássicas de comédia slapstick, tudo isso faz desse filme um para ser visto e revisto, com a família, com os filhos, sozinho ou até mesmo com seu animalzinho de estimação. Porque já conhecemos os personagens principais (e até mesmo alguns secundários), sobra ainda mais tempo para explorar as relações entre eles e nos prover um deleite ainda maior nessa segunda instância da história desse ursinho apaixonado por marmelada. 



A fotografia e os efeitos usados para contar a história são excelentes, e ver o Décimo Segundo Doutor como o vizinho ranzinza de novo foi novamente muito divertido ;)  Uma joia rara de filme para crianças que muito certamente poderá derreter o coração até mesmo de adultos mais rabugentos como o próprio personagem de Peter Capaldi neste filme. 


Não recorrendo a piadas fáceis e óbvias demais, com uma sutileza encantadora, esse filme tem aquele lance de nostalgia inglesa e um quê de filme da Pixar, mas com sua singularidade que faz dessa série algo único, memorável e totalmente bom de se rever com ou sem um chá quentinho como acompanhamento. 

Nota: 5 de 5 sanduíches de marmelada. 

Ps.: No momento em que redigi essa crítica, o filme estava com 100% no Tomatometer! :)

As aventuras de Paddington 2 estreia em 01/02/2018. :)

Trailer:



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Midsommar - O mal não espera a noite tem um quê de dèjá vu com pontas de originalidade, mas peca por ser longo

Com influências de Corra!, da série Hannibal (principalmente perto do final do longa), com um quê de clima de Anticristo, sem deixar de lado A chave mestra, Colheita Maldita (filme inspirado na obra homônima de Stephen King), O homem de palha, e, como me disse a Ana, que é megafã de Supernatural, inclusive um episódio da série que sacrificava “estrangeiros”  em prol do “bem” da cidade de Burkitsville, no décimo-primeiro episódio da primeira temporada da série, tudo isso também é bem sentido em Midsommar – O mal não espera a noite. Com todas essas referências, senão inspirações, dá para imaginar o desconforto que o filme passa.


Com 147 minutos (171 na versão do diretor), ser longo é um problema no filme. As partes boas são realmente boas e chocantes, o culto e o que parece haver de muito sinistro por trás deles é bem estabelecido, mas os personagens, especialmente os secundários, não são muito aprofundados e, quando começam a “desaparecer”, a tendência é que o telespectador não ligue m…

La Boya, um filme de Fernando Spiner

Projeto Gemini traz a nova tecnologia 3D+, apela ao público gamer e proporciona uma intensa imersão

Dirigido pelo Hollywoodiano vencedor do Oscar®, Ang Lee, e produzido pelos renomados produtores Jerry Bruckheimer, David Ellison, Dana Goldberg e Don Granger, o novo filme de Will Smith, “Projeto Gemini” traz a inovadora tecnologia 3D+, High Frame Rate, em que o filme é gravado em 124fps (os filmes normalmente são gravados em 24 fps), o que nos dá uma visão ultra dimensionada de detalhes e uma sensação de total imersão nas cenas do filme.

No longa de ação, Will Smith vive o papel de um misto de agente/assassino, “Henry Brogan” que, ao decidir se aposentar, é surpreendido sendo perseguido por um agente mais novo de seu próprio bureau. No elenco também estão Mary Elizabeth WinsteadClive Owen e Benedict Wong.


Com a temática científica da possibilidade da clonagem humana para fins bélicos, lembra outras abordagens tais como O Soldado Universal e O Exterminador do Futuro.

Em suas cenas de ação, claramente podemos sentir referências a Missão Impossível com algumas pegadas ao bom estilo John …