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Crítica do filme Jovem Mulher, um filme de Léonor Serraille


Eu não sou pseudo-intelectual metida a besta. Eu vejo filmes de arte e vejo filmes infantis e vejo filmes blockbusters. Para mim, se o filme cumprir o papel de me entreter, tudo bem, posso nem elogiar, mas não vou sair tacando pedras nele. 

Mas... sabe quando um filme te ofende? Quando você pensa que se tivesse ficado em casa olhando para o teto poderia ter sido mais proveitoso? E mais relaxante? É assim que me sinto em relação a “Jovem Mulher”. Assim como a Dhuane analisou lá na resenha sobre o livro das tartarugas do João Verde, parece que o tema e o lema de “Jovem Mulher” é: seja egoísta e que se danem os outros. Nada legal, hein? 

Não, não e não. Eu não me sinto representada por essa personagem egoísta e aproveitadora e que sai agredindo todo mundo e mentindo e que fica indignada quando fazem isso com ela. Não, não e não! Esnobe quando não tem nem onde morar nem dinheiro para nada. Não que seja legal nem justificado ser esnobe em momento algum, mas ela ainda está super por baixo e não sabe ser humilde. 

E o filme foi dirigido por uma mulher. Ah, sério, não me representa, para as mulheres se sobressaírem elas não têm que pisar nos outros, para conquistarem seu lugar no mundo, não precisam ser insensíveis, nem egoístas para conquistarem uma suposta liberdade, fazendo pior do que aqueles que, segundo o ponto de vista dela e dela somente, não a trataram bem. 

Eu tentei apreciar o filme, mas não deu. Não venham me dizer que essa mulher que larga um gato que nem dela é em um cemitério é uma pessoa legal. Que se passa por outra pessoa para uma desconhecida no metrô por causa de dinheiro, por mais que ela diga que não é esse o caso. 

A moça à direita é uma personagem mais interessante do que a protagonista e é enganada por ela... :S

Aliás, as representações femininas estão de ruins a péssimas nesse filme. A mãe que contrata a protagonista como babá é uma pessoa horrível e invejosa, a própria Paula é uma pessoa sem escrúpulos, e os momentos em que parece que ela está tentando melhorar são tão curtos e logo  ela descamba no egoísmo e na falta de noção de novo. E como ela é o foco, isso torna o ritmo do filme bem chato, ela tem constantes ataques de histeria, ela e o namorado mais velho… sério, não dá para simpatizar nem com ele nem com ela, ela é uma aproveitadora e mentirosa e ele? Sei lá. O filme tenta mostrar que o cara é um babaca, mas a cena perto do final dos dois é tão forçada, parece que foi colocada ali só para chocar e não tem sentido na trama, aliás, quase nada tem sentido na trama. Do começo ao fim, me parece uma lição do que não é bom em nenhuma obra de ficção. Nem na vida real. Nesse filme, ao contrário de em Lady MacBeth, outro filme que detestei, nem o gato conseguiu ser um personagem interessante, coitado/a. E, por favor, até a ignorância de associar gato a toxoplasmose tem nesse filme. Fala sério! 

Sem dinheiro, dona apenas de um gato e com todas as portas batendo na sua cara, Paula retorna a Paris após uma longa ausência. Repentinamente abandonada pelo namorado, sua odisseia durante o dia e a noite está apenas começando: uma jornada para redescobrir a integridade de sua alma e sua independência. Ela só tem certeza de uma coisa: está determinada a recomeçar novamente e o fará com estilo e carisma. A atriz Laetitia Dosch nos traz uma imprevisível, impetuosa e de coração aberto, Paula, uma mulher fascinante em uma cidade fascinante.

Oi? Essa sinopse "oficial" parece uma piada. O gato, que é uma gata, a propósito, nem dela é! Então, não, ela nem tem um gato. Mulher fascinante? Para quem? Para quem gosta de pessoas esnobes, aproveitadoras e sem noção? Bem, se mesmo assim vocês resolverem ver o filme... Ah, porque o filme é premiado. Ah, ele tem alta aprovação pela crítica. Mas ainda consegui achar uma crítica que pensa como eu. “Jovem mulher” entrou para essa curta lista de filmes tão péssimos que chegam a me ofender por existirem. 



Nota: Zero. 

Comentários

  1. Odeio esse tipo de personagem, me dá uma preguiça de ver eles

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