Crítica do filme Madame, um filme de Amanda Sthers



“Madame” tinha potencial, parecia promissor, e, embora a mensagem do final do filme pretenda ser otimista e libertadora, o filme que foi delicioso de se ver nos dois primeiros atos se perde no terceiro. A premissa "clássica" do romcom, de Cinderela, só que com um twist, poderia ter sido encantadora se o filme não tivesse se perdido no terceiro ato. 

Um casal rico vai dar um jantar e um imprevisto, que é a chegada do filho do homem, que é escritor, acaba fazendo com que fosse haver 13 pessoas à mesa. Considerado azarento, bem, a Madame do título acaba colocando Maria, sua governanta, à mesa como se fosse uma convidada. 

Porém… A vida dela estará para mudar. Só que… Sério? O escritor sem ideias para seu livro que resolve literalmente usar uma pessoa de seu convívio para escrever um livro? Envolvendo Maria em um romance que acabará sendo frustrado… Ah, além de ser altamente egoísta, horrível, bem, não funciona na trama. 

Durante o jantar em si, Maria é um deleite. Porque ela não parece um robô assumindo um papel de uma pessoa de alta sociedade, não, ela acaba sendo ela mesma e encanta e choca e acaba despertando o interesse de um dos convidados. Na verdade, Maria é praticamente a única personagem que parece ter alma, corpo, vida, e não apenas é mais um dos estereótipos em forma de clichês mal desenvolvidos, como os outros. Rossy de Palma dá um show de interpretação, e ela praticamente segura o filme. 

Na verdade, todas as partes divertidas com Maria, a empregada da família rica e metida a besta, com a atriz Rossy de Palma, musa de Almodóvar, são incríveis, até que o roteiro se perde e aquele que poderia ter sido uma leve comédia romântica à la Cinderela acaba não cumprindo seu papel nem de romcom, nem de crítica social, que, embora esteja lá, se perde em meio ao descarrilamento do terceiro ato, e o que fica é um gosto amargo pelo que poderia ter sido. 

Saí triste do cinema, pois o filme realmente prometia. Mais pela personagem de Maria, na verdade, pois os outros personagens são rasos, clichês e sem graça. Maria é a alma do filme e, embora ela não tenha tido o final feliz que merecia, pelo menos ela se livrou daquelas pessoas mesquinhas e medíocres. Sim, as pessoas (geralmente) gostam de finais felizes. Mas nem realmente marcante o final foi. =/



Nota: 2 lágrimas vertidas pelo potencial desperdiçado, especialmente com a atuação incrível de Rossy.



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