Pular para o conteúdo principal

Sobre cursos de cinema e outros: Casa Guilherme de Almeida (gratuitos)



Quem me conhece sabe que sou a louca dos projetos literários e cinematográficos e que, desde 2016, me transformei também na louca dos cursos. Tudo começou quando uma amiga me marcou numa postagem de Facebook sobre um curso que tratava das similaridades entre as obras de Hitchcock e Edgar Allan Poe. Um dos meus diretores favoritos junto com um dos meus autores do coração? E de graça, ainda por cima? Claro que topei. E foi assim que comecei a frequentar a Casa Guilherme de Almeida. Desde então, não passa um mês sem que eu faça alguma atividade por lá. Você se interessa por esses assuntos e quer participar também? Então venha comigo que vou falar um pouco mais sobre os cursos.




Uma breve história

Guilherme de Almeida foi escritor, tradutor e um dos pioneiros da crítica cinematográfica. A casa em que morava, na região de Perdizes/Pacaembu, foi transformada em museu em 1979, e lá se encontra sua coleção de obras de arte (pinturas, gravuras, etc) e também sua biblioteca, hemeroteca e arquivo fotográfico. Móveis e objetos de decoração completam o acervo. Em 2014, o museu ganhou um anexo em uma rua próxima, e é lá que acontecem os cursos. É no anexo também que fica a Sala Cinematographos, inaugurada em janeiro de 2016.

Os cursos

A Casa Guilherme de Almeida é referência por seu Programa Formativo de Tradutores Literários e realiza vários eventos relacionados à tradução, incluindo palestras, oficinas e encontros. Cursos sobre literatura e sobre restauro de livros também são oferecidos pela instituição. Eventos ligados à música também têm vez por lá. E, claro, há as atividades relacionadas a cinema, das quais vou falar um pouquinho.

Em geral, os cursos de cinema são oferecidos em três formatos: módulos de 4 aulas por mês (geralmente 1 vez por semana em algum dia de segunda a sexta), atividades de fim de semana (alguns cursos são de 1 dia inteiro – sábado das 10h às 18h; outros são de sábado e domingo – 4 horas por dia em horários diferentes) e a Sessão Versátil (aos sábados, agora em duas metades: numa parte da aula o filme escolhido previamente é exibido e na outra parte acontece o curso/panorama e a discussão com os alunos – é possível participar de apenas uma metade da aula e ir só para assistir ao filme ou só para fazer o curso). Em meses de férias (julho e dezembro) acontecem cursos de determinado tema com duração de 1 semana inteira (terça a sexta/sábado). Há ainda o Cine Lacaneando e mostras temáticas, mas desses ainda não participei, então não posso falar.

Como eu disse lá no início do post, comecei a frequentar a Casa Guilherme de Almeida por causa do curso sobre Hitchcock/Poe (sem querer, desde o primeiro curso na Sala Cinematographos) e fiz o primeiro Curso de História de Cinema oferecido lá, em 6 módulos, que começou com a criação do cinema (desde os irmãos Lumière, passando por Méliès até D.W. Griffith) e passou por Cinema Soviético, Panorama do Cinema Brasileiro, Expressionismo Alemão, Panorama do Cinema Americano dos Anos 40-50 e Neorrealismo.



Também já fiz cursos temáticos, como Cinema Noir, Cyberpunk, Giallo, Musicais e A Presença da Mulher no Cinema Brasileiro, e sobre determinados cineastas, como Kubrick e Bresson. E cursos interessantíssimos mesclando cinema, literatura e outras mídias, como um sobre Frankenstein e sua influência em outras obras literárias, filmes, música e videoclipes (que, aliás, será apresentado como palestra este mês), e outro sobre Narrativas Transmídia, abordando Twin Peaks e True Detective. Já fiz cursos sobre literatura, sobre tradução, enfim... um pouco de tudo. E posso dizer que valem muito a pena.

No início, alguns cursos eram pagos (mesmo assim, bem baratinhos), mas ultimamente todos que tenho feito são gratuitos. Para se inscrever, é só acessar o site e escolher a atividade que mais lhe interessar.

Alguns dos próximos cursos disponibilizados:
- Palestra Frankenstein e a Chave Sígnica (11 de maio)
- Panorama do Cinema Nórdico (12 e 13 de maio)
- Cinema e Infância: Crianças de Ontem, Crianças de Hoje (19 de maio)
- Palestra A Idade Média: Fervência Cultural entre Ciência e Tradução (23 de maio)
- Sessão Versátil + Introdução ao Cinema de Jean-Luc Godard (26 de maio)



Os curso de maio e junho e sobre outros assuntos também já estão no site. Deem uma olhadinha lá.

Serviço:
Casa Guilherme de Almeida
Museu: R. Macapá, 187 - Perdizes | CEP 01251-080 | São Paulo
Anexo: R. Cardoso de Almeida, 1943 | CEP 01251-001 | São Paulo
55 11 3673-1883 / 3803-8525

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Midsommar - O mal não espera a noite tem um quê de dèjá vu com pontas de originalidade, mas peca por ser longo

Com influências de Corra!, da série Hannibal (principalmente perto do final do longa), com um quê de clima de Anticristo, sem deixar de lado A chave mestra, Colheita Maldita (filme inspirado na obra homônima de Stephen King), O homem de palha, e, como me disse a Ana, que é megafã de Supernatural, inclusive um episódio da série que sacrificava “estrangeiros”  em prol do “bem” da cidade de Burkitsville, no décimo-primeiro episódio da primeira temporada da série, tudo isso também é bem sentido em Midsommar – O mal não espera a noite. Com todas essas referências, senão inspirações, dá para imaginar o desconforto que o filme passa.


Com 147 minutos (171 na versão do diretor), ser longo é um problema no filme. As partes boas são realmente boas e chocantes, o culto e o que parece haver de muito sinistro por trás deles é bem estabelecido, mas os personagens, especialmente os secundários, não são muito aprofundados e, quando começam a “desaparecer”, a tendência é que o telespectador não ligue m…

La Boya, um filme de Fernando Spiner

Projeto Gemini traz a nova tecnologia 3D+, apela ao público gamer e proporciona uma intensa imersão

Dirigido pelo Hollywoodiano vencedor do Oscar®, Ang Lee, e produzido pelos renomados produtores Jerry Bruckheimer, David Ellison, Dana Goldberg e Don Granger, o novo filme de Will Smith, “Projeto Gemini” traz a inovadora tecnologia 3D+, High Frame Rate, em que o filme é gravado em 124fps (os filmes normalmente são gravados em 24 fps), o que nos dá uma visão ultra dimensionada de detalhes e uma sensação de total imersão nas cenas do filme.

No longa de ação, Will Smith vive o papel de um misto de agente/assassino, “Henry Brogan” que, ao decidir se aposentar, é surpreendido sendo perseguido por um agente mais novo de seu próprio bureau. No elenco também estão Mary Elizabeth WinsteadClive Owen e Benedict Wong.


Com a temática científica da possibilidade da clonagem humana para fins bélicos, lembra outras abordagens tais como O Soldado Universal e O Exterminador do Futuro.

Em suas cenas de ação, claramente podemos sentir referências a Missão Impossível com algumas pegadas ao bom estilo John …