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La Traviata, Giuseppe Verdi


La Traviata (em tradução livre, “A Cortesã Infeliz”) é uma ópera De Giuseppe Verdi inspirada no livro “A Dama das Camélias”m de Alexandre Dumas Filho, que por fim é baseada na história do relacionamento do filho do escritor com uma cortesã francesa.

A ópera conta a história do romance de uma cortesã francesa e de um burguês. Violetta Valéry é uma cortesã que aproveita os prazeres da vida e está prometida ao Barão Duophol. Em uma festa é contado a Violetta por um amigo que Alfredo Germont, um burguês, está apaixonado há um tempo por ela.

No começo há a rejeição desse amor de Alfredo, mas ao se sentir só, Violetta acaba cedendo ao sentimento.


Uma ópera para mostrar o preconceito e a hipocrisia da época, nela acompanhamos o romance desses dois indivíduos de classes sociais diferentes e seu desfecho.

E é com “La Traviata” que o Theatro Municipal de São Paulo abre a temporada de óperas de 2018. Com uma produção maravilhosa, solistas reconhecidos no mundo inteiro, participação dos bailarinos da Cia. Cisne Negro (uma doce surpresa) e regência do maestro Roberto Minczuk.

Primeiro foi difícil conseguir um lugar, uma semana após seu anúncio e já estavam esgotados os melhores lugares nos melhores dias da semana. Mas ao abrir das cortinas no Primeiro Ato já nos encantamos.

Dividida em três atos e quatro cenas, o espetáculo de cerca de três horas não parece nem ter esse tempo todo. Verdade seja dita, são os intervalos que mais demoram a passar.

Nos é apresentado um romance lindo, com cenas tensas e frases cheias de significados. Algumas lições que o espetáculo que tem mais de 160 anos passa deveriam ser aprendidas por muitas pessoas por esse mundo afora.


Ópera, infelizmente, é vista como algo entediante para muitas pessoas (eu era uma dessas, não minto), mas estar sentado em sua cadeira e ser engolfado pela música, história, encenação, é algo mágico. Como uma amante de livros, sempre que assisto a uma ópera, sinto que estou assistindo a um livro cantado da forma mais deliciosa possível.

E o melhor de tudo é que o Theatro Municipal de São Paulo oferece esse momento mágico com preços acessíveis e com espetáculos super bem produzidos. A única coisa triste de tudo isso é que poucas pessoas têm conhecimento disso. Por isso que faço esse post mais para divulgar do que criticar (porque não tenho o conhecimento necessário para criticar uma ópera, apenas a sua história). 


E sinceramente? Vale a pena  assistir a La Traviata. Cada abrir e fechar das cortinas é um prender da respiração, é um encanto e uma surpresa, e a obra inteira faz você sair mesmerizado da sala e se sentir flutuando quando pensa na história.


La Traviata foi uma surpresa agradável e se ela que abre a temporada de óperas de 2018 no Theatro Municipal, só fico mais ansiosa para as próximas que vão acontecer.


P.S.: A ópera La Traviata é a ópera que Richard Gere e Julia Roberts vão assistir em uma Linda Mulher e, sabendo agora do que se trata a história, é simples compreendermos porque a personagem da Julia chora ao assisti-la.


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