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Sol da Meia-Noite (de Scott Speer): uma clássica história de amor



Katie (Bella Thorne) é uma jovem de 17 anos que sofre de uma doença rara que a impede de se expor ao sol. Tendo sua casa como o universo inteiro, as únicas pessoas com quem ela convive são o pai viúvo Jack (Rob Riggle) e a amiga Morgam (Quinn Shephard). Apenas quando a noite cai Katie consegue expandir um pouco seu horizonte e sai para tocar as músicas que compõe na estação de trem da pequena cidade onde vive. É lá que, uma noite, ela encontra por acaso Charlie (Patrick Schwarzenegger), garoto por quem ela é apaixonada desde que o viu passar pela primeira vez diante de sua janela dez anos atrás. Sem saber como agir, ela foge. No entanto, deixa para trás seu caderno de música, dando ao moço uma pista de como voltar a vê-la.

Uma espécie de conto de fadas contemporâneo (impossível não pensar em Cinderela e seu sapatinho de cristal perdido), “Sol da meia-noite” é uma história de amor clássica que toca o coração de todos aqueles que já amaram um dia. Sob o verniz da trama água com açúcar e previsível estão temas relevantes, como relação familiar e os dilemas dos pais no momento de soltar os filhos no mundo, amizade, e a importância do apoio dos amigos, o julgamento precipitado baseado nas aparências, as dificuldades de quem enfrenta uma doença rara, a luta pela realização dos sonhos.


A relação de confiança e cumplicidade entre pai e filha é linda e, à primeira vista, é até fácil se deixar enganar e achar que a jornada deles foi tranquila. Criar uma filha sozinho, sendo pai, mãe, professor, amigo e ainda bancar o "carrasco" por não poder deixar a garota realizar suas vontades, mesmo as mais simples, como sair para brincar no jardim, tendo sobre eles a ameaça constante da morte, deve ser o pesadelo de qualquer pai. Sem contar sua busca contínua e fracassada por novos tratamentos e pesquisas, cancelados frequentemente devido aos custos elevados e ao número relativamente pequeno de pessoas afetadas pela condição. Saber que alguém querido é “apenas mais um número” nas estatísticas é cruel demais.

Aquele ato praticamente automático de classificação das pessoas pelas aparências também é questionado ao mostrar um galã atlético, bonitão e sempre cercado de "amigos", mas que, no fundo, é tão solitário quanto a própria Katie e se arrepende por atitudes idiotas de seu passado. Ao conhecer a mocinha, ele parece finalmente ter se encontrado na vida. Mas é mesmo a personagem de Katie que resume a mensagem do filme: não fique observando a vida passar; aproveite cada oportunidade e viva o momento.


Bella Thorne está perfeita no papel da mocinha sonhadora que deseja encontrar seu príncipe encantado e dividir com o mundo sua música, única maneira que ela tem de expressar o que sente e mostrar quem de fato é. Patrick Schwarzenegger às vezes até me lembrou o Schwarza-pai (e, embora eu seja muito fã do eterno “Terminator”, não posso dizer que isso seja um elogio em se tratando de interpretação). Só achei estranho a mocinha dizer toda vez que não podia sair de dia, mas que tinha a noite livre e o rapaz nem perguntar se ela era vampira... rs (se fosse ele, eu teria perguntado; se fosse ela, eu teria dito que era discípula de Drácula só para zoar).

Vale mencionar como curiosidade que esta é uma refilmagem do filme japonês (Taiyou no Uta) de 2006, dirigido por Torihiro Koizumi, e que as boas músicas originais, que são a alma desta produção, foram gravadas de verdade pela atriz principal. 

Nota: 3 acordes
Estreia: 14 de junho

Trailer legendado

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