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Mostra de Animação Russa

Frozen, Detona Ralph, Hora de Aventura, Steven Universe. Esses são nomes bem conhecidos de quase todo mundo que tem criança ou que simplesmente ama animações. E todas essas animações tem uma coisa em comum. Será personagens carismáticos? História envolvente? São coloridos?

Não. A coisa em comum é que são todos americanos.

Mesmo os apaixonados por animações, nós, brasileiros, infelizmente temos a mania de valorizar apenas a cultura americana e acabamos perdendo tantas obras belas e encantadoras mundo afora.

E para nosso deleite, o SESC traz para seu cinema na Rua Augusta, aqui em São Paulo, A Mostra de Animação Russa. Com animações de grandes diretores russos e dublagem ao vivo, temos ao nosso alcance a possibilidade de descobrir uma cultura rica a preço acessível (12 reais a inteira e 6 a meia).


E nessa descoberta de uma nova cultura vemos histórias intrigantes, contos apaixonantes de um país extenso, animações parabólicas ou que apresentam tristezas e alegrias e tudo isso com suas particularidades na forma de arte.

A animação russa passou por grandes dificuldades. Desde o seu começo, em 1912, com a primeira animação de Vladislav Starevitch que não foi bem compreendido, até hoje em dia em que a crise no país dificulta muito a indústria da animação, sendo essa salva apenas porque O Velho e o Mar (Starik e more, 1999) ganhou o Oscar e atraiu o olhar do público nacional e internacional.



Com seu início tímido em 1912, sofre um golpe em 1917 com a Revolução Russa e fica em hiato. Mas, em meados dos anos 30 o impacto criado pelos desenhos da Disney levou o próprio Stalin a mandar uma delegação aos EUA para aprender as técnicas de animação e assim, em 1936, foi criado o primeiro estúdio de animação, o Soyuzmultfilm.

Após a Segunda Guerra Mundial, as animações soviéticas falavam sobre paz e vida e foram consideradas pelo Papa “As mais gentis e humans do mundo”.

Em 1960, começou um novo movimento nessa área e assim as animações russas amadureceram e foram tratando assim de assuntos bem mais sérios. Ao todo, a Rússia produz cerca de 300 animações por ano atualmente.

A Mostra de Animação Russa tem diversas sessões com várias animações que datam desde 1952 até 2014. Apresenta ao público o que se pode considerar os principais animadores russos, como: Fiodor Khitruk e Yuri Norstein.

Além disso, a Mostra teve no dia 13 a apresentação das animações de Svetlana Filippova em uma sessão comentada pela própria diretora.

Já no dia 14, teve o lançamento do livro Tarakã, o bigodudo pela primeira vez traduzido aqui para o Brasil. Tarakã também é uma animação que estará passando na Mostra. Então é interessante em dobro porque se consegue assistir ao filme e ler o livro.

A Mostra vai até o dia 18 de Julho, com preço acessível e dublagem ao vivo, e além disso tudo, o SESC ainda disponibiliza um caderno informativo da história  (mais completa) da animação russa, a programação com os nomes em russo e português dos filmes que passarão e bibliografia dos animadores, além de diversas outras informações interessantes.


CineSesc na Rua Augusta, 2075, São Paulo, SP.

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