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Uma análise, curiosidades e diálogos entre música e cinema em Du Hast, da banda alemã Rammstein

Você tem a mim ou você me odeia?

Assim como em "To be or not to be", temos variáveis no título desta canção *que eu particularmente aaamoo*  do Rammstein. 

Essa música não só é uma das mais conhecidas da banda como foi uma das que mais gerou controvérsias e gera até hoje ― tanto pelo tema abordado, pelos trocadilhos inerentes ao idioma alemão que eles usaram muito bem, e ao videoclipe que, além de artístico, teve sua primeira versão censurada… pelo menos segundo os vários tópicos de discussões que li antes de me sentar aqui e redigir este meu artigo.

Um “detalhe” no clipe original, oficial (que vocês poderão ver, comentado por mim, mais adiante) mudaria todo o sentido do vídeo. Nem preciso dizer o quão absurda é a censura, mas ainda um tipo de censura que coloca um dos personagens como “vilão” quando o caso era o diferente… ― sim, o videoclipe é de uma história de amor que deu errado. Muito errado. Ficaram curiosos? É só continuarem lendo…

A primeira vez em que vi esse vídeo foi quando ele foi lançado, bem antes de ficar muito famoso na MTV, na antiga (e falecida) Deutsche Welle, na casa de um amigo. Não consigo lembrar agora se era ou não a versão censurada =/ Só sei que amei a música logo de cara e ela é realmente viciante, dançante, mas sua letra, que alguns julgam, com um pedantismo em termos de conhecimento musical, repetitiva e vazia, é muito mais profunda do que se tem com apenas a primeira impressão. Considero esse videoclipe uma verdadeira obra de arte. 

Imagino que para quem não saiba alemão fique ainda mais complicado analisar a letra em si, mas realmente não consegui entender muitas pessoas que tentaram analisar a letra sem o contexto do vídeo, que foi feito especificamente para ela, como um filme, a propósito, segundo a banda, inspirado na película Reservoir Dogs (Cães de Aluguel), de Quentin Tarantino. Para não estragar demais para quem não viu o filme, vou apenas dizer que a narrativa do videoclipe é, como no filme, não linear, e no vídeo, dicas são dadas desde o início do que vai acontecer no final, mas já chego lá.

Curtindo cinema, também notei uma outra possível referência, só que o curioso é que o filme veio depois, já que o single de Du Hast é de 19 de julho de 1997, e o filme de que me lembrei (também pelo sentido de narrativa e POVs (point of view/ponto de vista ― há dois no videoclipe no Rammstein) é de 2001, Mulholland Drive (Cidade dos Sonhos), de David Lynch. Além disso, também no filme de Lynch, antes dos créditos, duas pistas são reveladas para se entender o filme, pelo próprio autor, recurso similar ao que também acontece no videoclipe do Rammstein.

Ainda tem mais: há momentos em A Estrada Perdida em que podemos ver Manson e Twiggy interpretando atores pornôs... como vocês poderão ver no trecho abaixo...

Eu não estranhei essa “conversa” entre o videoclipe da banda e Mulholland Drive , já que, “curiosamente”, também me lembrei de Lost Highway (A Estrada Perdida), um filme de 1997 de David Lynch*, que tem duas músicas da própria banda incluídas na trilha sonora, “Rammstein” e “Heirate Mich”.

A propósito, adoro essa “conversa” entre mídias, música e cinema, livros, cinema e música, e caçar referências para mim é uma verdadeira caça ao tesouro no campo da conversa semiótica entre mídias e um exercício mental muito interessante e, dizem por aí que estimula a mente e ajuda a evitar doenças degenerativas do cérebro xD

Minha vontade, sim, com todas essas referências e citações, e com esse artigo em si, é claro, é deixar vocês com vontade de ler a letra, entender o significado, ver o videoclipe, e, se ficarem bem curiosos mesmos, correrem atrás dos filmes. Além disso, no final desse artigo, vou colocar alguns links que acrescentam umas informações bem legais sobre o Rammstein, suas músicas, a ligação com os filmes do Lynch e outros pontos, inclusive esse que é um dos focos centrais desse artigo, o eterno trocadilho que eles adoram fazer, desde o nome da banda em si até a escolha de palavras em alemão nas letras que conseguem, seja com a pronúncia (homófonos, que são palavras com sons idênticos, ou, como no caso de “hast”e “hasst” o s é menos e mais puxado) ou com palavras de duplo sentido ― sim, o alemão é um idioma ótimo para trocadilhos e o Rammstein sabe fazer isso com uma maestria interessante. 

Seus críticos não me importam, sinceramente, como eles mesmos dizem, e por eles digo os membros da banda, muitos críticos vão sempre acusar alguma banda alemã de nazista que use o idioma com fala arrastada, especialmente carregando nos “erres”, pelo trauma instalado no país de ter tido Hitler em seu passado. Como diz Till Lindermann, o vocalista, “Se nós fossemos espanhóis, nós não teríamos que lidar com essas controvérsias. Se alguns jornalistas querem nos colocar em algum canto nazista, nós não vamos poder ajudá-los. Eles fizeram a mesma coisa com o KRAFTWERK [antes]."

E a banda fala sim sobre sexo, perversão, coisas de que muita gente tem vergonha, mas muitos dos que os criticam nisso praticam tais atos entre quatro paredes (ou sonham em fazer isso) e a banda não tem vergonha de cantar sobre isso. E, com ou sem perversão, nem são somente esses os temas das músicas da banda, há várias de um lirismo lindo e melancólico, intensas, e analisar suas letras. Além disso, a fala “arrastada” e bem pronunciada do Lindermann torna o Rammstein, ainda por cima, uma das melhores bandas da atualidade para estudantes de alemão aprenderem bem o idioma, pois ele pronuncia com clareza cada palavra… sem “comer” os finais, como é muito comum com outras bandas, e esse é um estilo, inclusive, de alguns compositores clássicos, o de entoar cada palavra para que soe única e possa praticamente ser “visualizada” (e sentida, até, eu diria) e é por aí que vou começar a dizer o motivo pelo qual, apesar de tanta controvérsia, sim, quando ele diz “Du hast”, na letra, sem o complemento, ele faz soar como “Du hasst”, em um claro trocadilho com os verbos “ter” e “odiar” (o que fica bem mais fácil de se entender com a análise do videoclipe também, mas a pronúncia de quando ele fala “Du hast” sem o complemento é sim diferente, soando como “hasst”, com um “s” mais longo, e não como em “Du hast mich gefrat”, que é a forma, em alemão, equivalente ao present perfect, em inglês, “You have asked me”, literalmente, já que o sentido, pois a letra gira em torno de votos matrimoniais em alemão, é o “propose”, ou seja, “pedir em casamento”.

Então “temos”: Você tem a mim e você me odeia em uma mesma frase, já que a letra, como escrita, é “Du hast”, e, como ele canta, é “du hasst”, e isso é de propósito, é uma característica da banda. Há ainda, na frase “Willst du bis der Tod euch scheidet/ Treu ihr sein für alle Tage?”, que literalmente seria, “Você promete, até que a morte os separe, ser fiel a ela em até o fim dos dias?”, um outro trocadilho que é inerente do próprio idioma, já que “scheide” quer dizer, como verbo, divorciar-se, separar-se, terminar um casamento, mas, como substantivo, a palavra Scheide, com a única diferença, dessa vez, de uma letra maiúscula, pois os substantivos em alemão são escritos todos com maiúscula, quer dizer vagina… o que levaria a uma tradução livre, especialmente se analisada no contexto do vídeo, “Você promete, até a morte, ser fiel a essa vagabunda, até o fim dos dias?”, já que se utilizam termos usados para se referir aos órgãos sexuais,  como “cunt”, por exemplo, em inglês, para chamar alguém de vadia, vagabunda, e o mesmo ocorre com “dick”, para se referir a um homem, como canalha e vagabundo.

E a Morte é uma personagem nesse vídeo e, de certa forma, eles realmente “ficam juntos até que a morte os separa”, e agora vou partir para a análise do vídeo em si, já tendo dissecado os trocadilhos principais da letra e os explicado ― a letra completa traduzida e com pronúncia, que eu antes pretendia colocar aqui, até achar esse site que ensina alemão com músicas do Rammstein, vocês poderão ver no link que colocarei no final desse artigo! 

Vamos ao vídeo?

Não, ainda não. Se até aqui você ainda não ficou convencido de quão importante essa música se tornou, chegando a ser considerada por muitos uma das músicas mais conhecidas do mundo – um pouco de exagero, rs, mas ela é bem conhecida e não é por poucos motivos, hehe, vou falar de mais um fato interessante antes de chegar na análise do vídeo em si. Em uma palavra: MATRIX. Sim, Du Hast está na trilha sonora de Matrix, ela toca exatamente durante os créditos, depois de “Wake Up”, do Rage Against the Machine e “Rock is Dead”, do Marilyn Manson.

Agora sim, vamos ao vídeo e sua “análise”:


Tal como citei lá em cima, no início do vídeo são dadas dicas do que realmente vai acontecer, tal como Lynch fez com “Cidade dos Sonhos” – reparem, logo no início, o batom, o vidro quebrado, o fogo… o sapato vermelho, o carro queimado… entre outros detalhes… essas são as dicas do que realmente vai acontecer. Mas o vídeo, como falei, não é linear, então, nos 18 segundos do vídeo vemos um carro em movimento, com um casal dentro, se abraçando e se beijando, antes de a banda começar a cantar, usando máscaras de cupido cortadas ao meio, na horizontal, falando “Du hast, Du hast mich” (que aqui soa como “hasst”), intercalando com closes do olhar da mulher… e eles falam isso em tom de ameaça a alguém… e, na sequência, no carro, o cara pega uma arma de dentro de uma mala e segue em direção a um galpão no meio do nada, e ela está com uma expressão bem séria e, até esse momento, ainda não dá para deduzirmos o motivo, já que eles se abraçaram e se beijaram antes, mas lembremos… o vídeo não só não é linear, como tem dois POVs, o dele e o dela. Depois de mais um pouco da banda toda junta falando a mesma coisa para alguém, em tom de ameaça, vemos, em um recurso cinematográfico muito legal, a explosão do carro invertida, e o cara sai do carro, seguindo, com a arma presa nas costas, entre a blusa e a calça, e entra no galpão, onde os 5 “mascarados” o esperam. 

E aí começa a parte da música em que fala dos votos de casamento que também já mencionei acima. Depois de poucos segundos de todo mundo sério, eles tiram as máscaras e sorriem para o que parece ser um amigo deles, no fim das contas, e só então ele tira a mão da arma, que estava preparada para ser usada para se defender, pois ele desconfiava de algo errado, provavelmente, devido à letra, por parte da mulher, pois, apesar do abraço e beijo, o casal em si não parece o que podemos chamar de um casal lá muito feliz.

No galpão, eles se abraçam, bebem, divertem-se juntos como amigos, em algo que poderia ser até entendido como uma surpresa dos amigos para o cara que ia se casar… só que, na letra, quando ele diz que a proposta foi feita e não houve resposta, o “du” quer dizer “você”, e não sabemos com toda certeza se esse você é ele ou ela, e creio que essa dubiedade também seja de propósito. 

Além disso, uma voz feminina, quando surge a pergunta, diz JA (SIM), enquanto a banda canta NEIN (NÃO), novamente dando margens à dúvida, o não seria do cara, dos amigos, ou será que era dela que disse sim antes e não depois?

Enquanto ele está lá dentro, bebendo e comemorando com os supostos amigos, ela espera no carro, tamborilando no volante, andando ao redor do carro, ficando de braços cruzados encostada nele, vemos o galpão, ela fuma um cigarro, vai escurecendo, e então somos apresentamos a um segundo ponto de vista, que pelas dicas do começo e do final, é o dela, em que os homens (da banda) não estão mascarados, ameaçam seu “amado”, batem nele, injetam algo nele com uma seringa (sugerido, pois é mostrado o pessoal da banda, o tapa e a seringa nessa parte, e não a vítima), além de as expressões deles serem bem sádicas.

Do lado de fora, ela parece agoniada: seria por medo de seu amado morrer ou pela demora de seu plano de que ele morresse acontecer, pois o que vemos a seguir é uma caixa de fósforos, gasolina sendo derramada, corte para o lado de fora com ela pondo uma das mãos em cada lado do rosto, pois já se passou muito tempo, um fósforo sendo finalmente aceso no galpão, o rastro do fogo sendo formado pelo contato do atiçador com o combustível e aí ELA tampa os olhos, horrorizada!

Mas como, se ela está do lado de fora? Creio que, se não tinha ficado claro antes, nesse momento dá para entender que isso é o que ela esperava que acontecesse, que essas são as imagens que estão se passando na mente dela, e não o que realmente aconteceu, revelado depois.

Segundo o que eu tinha lido na internet, essa tinha sido a parte censurada incialmente: uma silhueta de um homem em chamas andando pelo galpão (o nosso personagem conhecido que entrou no galpão, já que os outros estão todos lá) e, inclusive, seu reflexo, apavorante, numa das lentes dos óculos escuros de um deles, e tudo isso ao som dos votos de casamento e do JA/NEIN.

Imediatamente depois disso, ela destampa os olhos e se depara com a realidade, já com a maquiagem toda borrada, como se estivesse “sofrendo antecipadamente” com a morte dele!
Ele sai VIVO do galpão junto com os outros, com passos resolutos e um olhar nada amigável voltado para ela, que tem, literalmente, pouco tempo para retornar o olhar dele que, já de costas para ela, olha para seu relógio de pulso e em uns 3 segundos depois, o carro explode, com os seis na frente dele, caminhando, afastando-se da cena. E assim termina o vídeo e, literalmente, a morte os separou.

É tétrico? Claro! Eu não acho que as pessoas devam mandar matar namorados(as)/noivos(as)/maridos(as) porque eles não querem ficar com elas, lógico. Qual o problema das pessoas em simplesmente se separarem e cada uma seguir o seu caminho e deixar a outra viver a vida dela?  Mas, não há como fingir que esse tipo de coisa não acontece, seria tampar os olhos para algo muito terrível que são esses chamados "crimes passionais". No caso do casal do vídeo, realmente parece que ela sonhava com vê-lo pegando fogo e ele também não foi muito melhor do que ela ao sacar qual era a dela e fazer com ela o que ela queria fazer com ele.

Mas é esse tipo de reflexão que está lá, embrenhado numa letra de uma música dançante, aparentemente repetitiva e simples, e o próprio Rammstein se refere ao tipo de som que eles fazem como Tanzmusik (música para dançar), a letra mais o videoclipe, um curta praticamente, levam a uma reflexão sobre coisas da vida. Eu acho isso legal e não deixo de curtir a música só porque ela é tétrica, afinal é arte. Ninguém ali morreu de verdade e a banda não está propagando que se faça isso. É ficção. 

Feliz dia dos namorados {mais do que atrasado, pois tivemos que esperar o carro terminar de queimar e a fumaça assentar para colocar esse post no ar heheh} para quem namora, é enrolado, casado, enfim, para quem não namora, curta a si mesmo e não saiam planejando botar fogo em ninguém por aí, o.k.? 

Nota para a música, letra e videoclipe: 5/5 carros antigos {porque eles são charmosos, não são?}
Links sugeridos:

Em inglês, sobre o álbum Mutter, explicações curtas sobre o significado geral de cada uma das músicas (incluindo “Mein Herz Brennt”, que já citei aqui no site e é uma das que mais adoro)
Tradução explicada e analisada e com pronúncia da música “Du hast” para estudantes de alemão com ênfase nos trocadilhos também, corroborando o que falei no meu artigo, só que bem completa a tradução, então achei desnecessário fazer a mesma coisa aqui.
Estudando alemão com Rammstein – Du Hast – Parte 1  +  Estudando alemão com Rammstein – Du Hast – Parte 2

* Curiosidades sobre David Lynch, os músicos e os dois filmes citados: No filme “A estrada perdida”, a música-tema, The Perfect Drug, do Nine Inch Nails foi feita especialmente para esse filme, e, embora o Rammstein classifique seu som como Tanzmusik, o som deles é industrial, que nem do NIN, só que o NIN tem um industrial considerado mais… cru, digamos assim, mas quem se importa? As duas bandas são boas e músicas das duas no mesmo filme? Uau! E tem a ligação especial (que é mais detalhada no primeiro link logo acima que passei a vocês) com o Rammstein em “A estrada perdida”, além da presença do Marilyn Mason no filme em si, aliás, filme este que seu criador, ao contrário de “Cidade dos Sonhos”, que ele deu até dicas para seu “entendimento” (só fiquei sabendo disso quando fiz essa pesquisa para esse artigo, pois entendi o filme no cinema, quando o vi e saí fazendo digressões o caminho todo do ônibus para casa sobre ele, de tão genial. E estava certa!), no caso de “A estrada perdida”, Lynch faz questão de deixar os fãs pirarem na interpretação do filme, hehehe 

Então, vocês decidem se minha interpretação é viável ou viagem, mas ainda tenho amigos que até hoje topariam mais uma rodinha para sentar e teorizar sobre e interpretar A estrada perdida. ;)

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