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O Doutrinador - Seria ele O Justiceiro Brasileiro?


Após uma tragédia familiar, Miguel, um agente federal, para de confiar no sistema e decide fazer justiça com as próprias mãos, se tornando o herói mascarado conhecido como Doutrinador, que começa a se vingar da elite política brasileira, numa cruzada sem volta contra a corrupção.

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O filme aborda o tema de corrupção e das consequências que isso causa no país, principalmente para a classe média, que é a mais afetada; esse tema, que é muito importante a ser discutido, consegue atrair até mesmo o público que não se interessa por politica, falando sobre ele por meio de uma história de super-heróis cujo assunto é bem introduzido, fazendo com que a trama se movimente.

A estrutura do roteiro não é muito criativa: a história de origem do personagem é bem similar àquelas de outros heróis, como Batman e O Justiceiro. Mesmo com essas comparações, o roteiro consegue acrescentar novos elementos que fazem a motivação do protagonista ir além de vingança, e também de acabar com a corrupção, eliminando os homens que destroem a economia do país. O modo como a realidade é mostrada ajuda a entender melhor os atos corruptos que afetam pincipalmente a saúde do país, que faz com que o telespectador entenda melhor a motivação do Doutrinador.

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Com relação ao roteiro em si, ele é bem preguiçoso, os vilões são extremamente caricatos e genéricos, com políticos corruptos formando uma organização "do mal" gananciosa e que só pensam em si mesmo, os diálogos são limitados, colocando palavrões de modo tão superficial que parece que foi colocado de qualquer jeito só pra lembrar o público que embora se trate de um filme de super-herói, ainda é um filme brasileiro, e, para forçar esse argumento, há uma cena de nudez gratuita que poderia muito bem ser descartada que não mudaria nada no filme. As cenas com maior peso dramático são fracas e não conseguem passar a dor nem a tristeza dos personagens para o público.

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Kiko Pissolato interpreta o Doutrinador no estilo Justiceiro, como um homem das forças armadas que, após uma tragédia familiar, para de confiar no sistema e começa a fazer justiça com as próprias mãos, com a violência gráfica bem expositiva no maior estilo Logan.

O diretor faz várias criticas sociais como o abuso de poder de policiais, atentados contra a vida de políticos que só os fortalecem, e de outros assuntos que o povo pensa sobre a politica do país e o que ocorre no Congresso Nacional.

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Embora a estrutura do filme não seja nada original, ela é bem executada, colocando o jeitinho brasileiro nesse gênero norte-americano que se mostrou ter potencial para futuras produções brasileiras.

NOTA: 6 políticos corruptos na mira e meio. (6,5/10)


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