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Tudo acaba em festa, uma comédia bem sem graça


Com o fim do ano se aproximando, Vlad se torna o responsável por organizar a "festa da firma", uma festa de fim de ano para levantar o moral do quadro de funcionários. Tudo começa bem, mas as coisas acabam saindo do controle, e Vlad terá que fazer o possível e o impossível para resolver todos os problemas e fazer a festa dar certo.

Essa nova comédia nacional tem uma premissa preguiçosa e a história é desprovida de conteúdo, apresentando elementos que, se fossem bem trabalhados, poderiam render uma boa comédia, mas o diretor André Pellenz pega esses elementos e os coloca na história de qualquer jeito, de forma preguiçosa, sem nenhum desenvolvimento, deixando o filme forçado e sem graça.

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O diretor satiriza cada área de uma empresa, deixando os personagens bem caricatos, de acordo com a área em que eles trabalham, como as atendentes de telemarketing que falam de maneira robótica, mesmo quando não estão no serviço, e esse elemento acerta de vez em quando.

O filme tem um excesso de personagens que só estão lá para preencher os diversos cargos dos vários departamentos da empresa. Alguns deles têm potencial para melhorar o humor do filme, mas, devido ao roteiro fraco, eles são muito mal explorados, deixando destaque apenas para os protagonistas, que também são muito mal trabalhados devido à péssima direção de atores. Outros personagens são totalmente descartáveis e não faria nenhuma diferença se eles não estivessem no filme, que é o caso dos manifestantes que protestam por uma causa que não tem cabimento.

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O personagem de Marcos Vera é um homem infantil que só pensa em festas, e durante o filme ele toma atitudes irresponsáveis que são totalmente previsíveis, e o personagem não tem nenhum tipo de desenvolvimento.

Rosanne Mulholland está no filme somente para fazer o par romântico do personagem de Veras, e o roteiro nem se esforça para trabalhar o romance entre eles, ela é logo apresentada no início do filme, em seguida é mostrada a função dela na história, e depois cortam para uma montagem mostrando a existência do relacionamento entre os dois personagens.

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Giovanna Lancellotti é a única que parece estar se esforçando para dar personalidade a sua personagem, uma estagiária que vem do interior cheia de animação e empolgação por ter a oportunidade de trabalhar em uma grande empresa. Além disso, o sotaque que ela tem convence bastante sem deixar pender para o caricato.

A estrutura é genérica, com o protagonista fazendo uma armação atrás da outra, mesmo com boas intenções, até que ele é desmascarado, e então é introduzido um discurso clichê que emociona a todos (menos ao público), que o entendem, e então ele é perdoado. A reviravolta no início do terceiro ato não surpreende e não é nem um pouco criativa.

O filme não diverte, o roteiro é relaxado que tem até bons personagens, mas que são mal aproveitados.

NOTA: 1 festa de fim de ano e meia. (1,5/10)




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