Pular para o conteúdo principal

CCXP 2018: divertida, mas longe de ser épica


A Comic Con Experience, que durou do dia 6 a 9 de dezembro, comemorou 5 anos no Brasil, trazendo novamente varias atrações que despertaram grande interesse no público nerd e geek.

Cada corredor do evento era ocupado por lojas oficiais, atividades, estandes, painéis e auditórios, trazendo novidades exclusivas em primeira mão para os visitantes do evento. Os auditórios foram ocupados por grandes celebridades do cinema internacional que lotaram todos os assentos do lugar, ocupados por fãs curiosos por uma prévia ou pré-lançamento de um filme muito aguardado. Um dos destaques foi a exibição exclusiva do novo filme do universo DC, “Aquaman”, que chegou dia 13 de dezembro aos cinemas, e as primeiras reações do público foram de euforia, ansiedade e satisfação com o que viram.

Outra novidade foi o novo método da estande da Warner, em que você entrava no site da warnernaccxp2018 e fazia sua reserva na atividade da sua escolha, resolvendo o problema das filas gigantescas, mas também limitando o número de pessoas nas atividades. As atrações trouxeram réplicas e atividades temáticas baseadas nos filmes e nas séries da Warner, como The Big Bang Theory, Young Sheldon, Supernatural, Riverdale, Aquaman, Pokémon: Detetive Pikatchu, entre outras cujas reservas se esgotaram em uma questão  de minutos.

Os auditórios exibindo os painéis da Marvel e da DC também foram invadidos por vários interpretes de grandes super-heróis que levaram o público a loucura, atores como Brie Larson (Capitã Marvel), Zachary Levi (Shazam), Tom Holland, Jake Gyllenhaal (Homem-Aranha: Longe de Casa), Sophie Turner, Jessica Chastain (X-Men: Fênix Negra), falaram com exclusividade sobre seus respectivos filmes, aumentando mais a vontade e a expectativa do público de conferir esses grandes lançamentos no cinema.


Outros painéis que chamaram a atenção foram as homenagens que fizeram aos 10 anos da Marvel Studios, aos 80 anos do Superman, e da homenagem para o Stan Lee, criador de vários super-heróis da Marvel, que permitiu que os fãs dessem um último adeus a um dos grandes mestres do gênero, falecido recentemente.

Resultado de imagem para ccxp 2018

Outro ponto forte nessa edição foi o grande número de celebridades internacionais nos painéis e principalmente nos Meet and Greets, que dão aos fãs a oportunidade de chegar bem perto de seu ídolo, e ainda levar uma lembrança para casa, seja ela uma foto ao lado do artista ou um autógrafo com dedicatória. Um dos artistas que teve os ingressos esgotados para seu Meet and Greet foi o ator Sebastian Stan, famoso por interpretar o Soldado Invernal no Universo Cinematográfico da Marvel. Outro  ator que também foi um dos mais procurados foi Tom Welling, ex interprete de Clark Kent na série Smallville (2001-2011), e recentemente de Pierce, em Lúcifer que veio para comemorar os 80 anos do Superman.

Além de grandes atores, diretores, produtores, roteiristas e cartunistas também foram alvos do público nos Meet and Greets, que foi o caso de Chris Columbus, diretor dos dois primeiros filmes do Harry Potter, Os Goonies, O Homem Bicentenário e roteirista dos dois filmes de Gremlins (e  que está trabalhando no roteiro do terceiro filme), e da criadora da série Steven Universo Rebecca Sugar, que também esteve presente no painel da Cartoon Network no auditório Cinemark XD.
Em comparação com os anos anteriores, a organização do evento melhorou em vários aspectos, mas ainda tem bastante para melhorar. Vários visitantes saíram da CCXP indignados e insatisfeitos com a falta de coordenação e organização de vários estandes e dos próprios Meet and Greets, como foi o caso da Rebecca Sugar, cujas senhas foram distribuídas ao meio-dia (no horário em que o evento começou na sexta, dia 07), e foram distribuídas apenas para os visitantes com credenciais EPIC (que dá direito a você entrar uma hora antes de  todo mundo), deixando os fãs revoltados, e nem a Cartoon Network nem o Omelete se manifestou ou assumiu a culpa pela desordem que ocorreu.

Uma das novidades desse ano foi a réplica da cabana do Hagrid, personagem da franquia Harry Potter, que trouxe vários potterheads só para ver a atração. Embora a réplica seja bem convincente, é um pouco decepcionante pelo fato de que a cabana é apenas para proporcionar um deslumbra visual, sendo apenas uma réplica externa.

Resultado de imagem para ccxp 2018

Mesmo com a organização melhorando e o grande número de atrações, a CCXP ainda está longe de ser épica, mas, ainda assim, vale o preço do ingresso (que encareceu bastante comparado ao evento do ano passado).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Midsommar - O mal não espera a noite tem um quê de dèjá vu com pontas de originalidade, mas peca por ser longo

Com influências de Corra!, da série Hannibal (principalmente perto do final do longa), com um quê de clima de Anticristo, sem deixar de lado A chave mestra, Colheita Maldita (filme inspirado na obra homônima de Stephen King), O homem de palha, e, como me disse a Ana, que é megafã de Supernatural, inclusive um episódio da série que sacrificava “estrangeiros”  em prol do “bem” da cidade de Burkitsville, no décimo-primeiro episódio da primeira temporada da série, tudo isso também é bem sentido em Midsommar – O mal não espera a noite. Com todas essas referências, senão inspirações, dá para imaginar o desconforto que o filme passa.


Com 147 minutos (171 na versão do diretor), ser longo é um problema no filme. As partes boas são realmente boas e chocantes, o culto e o que parece haver de muito sinistro por trás deles é bem estabelecido, mas os personagens, especialmente os secundários, não são muito aprofundados e, quando começam a “desaparecer”, a tendência é que o telespectador não ligue m…

La Boya, um filme de Fernando Spiner

Maria do Caritó, do tablado para o cinema, diverte ao mesmo tempo em que faz críticas muito necessárias

No dicionário popular, Caritó é a pequena prateleira no alto da parede, ou nicho nas casas de taipa, onde as mulheres escondem fora do alcance das crianças, o carretel de linha, o pente, o pedaço de fumo, o cachimbo. Vitalina, conforme a popularizou a cantiga, é a solteirona, a moça-velha que se enfeita - bota pó e tira pó -, mas não encontra marido. E assim, a vitalina que ficou no caritó é como quem diz que ficou na prateleira, sem uso, esquecida, guardada intacta.
No gênero comédia romântica e baseado na peça teatral homônima, Maria do Caritó, escrita por Newton Moreno e ambientado no nordeste, e gravado na cidade de Peacatuba, em Minas Gerais, onde a fotografia remete às pequenas cidades do interior, trazendo a poesia e o azul como motes no começo do  longa.



Nessa máxima que segue o enredo de Maria de Caritó, longa protagonizado por Lilian Cabral (Maria), a moça que chega aos seus 50 anos  e ainda virgem, vítima da promessa que seu pai diz ter feito ao santo desconhecido quando ela …