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Em poucas palavras: Aquaman, Conquistar, viver e amar intensamente & Emma e as cores da vida

Aquaman

Aquaman me surpreendeu positivamente. É claro que não dá para comparar com tudo que já foi criado pelo MCU. Mas também, falar apenas que Aquaman é melhor que a maioria dos filmes do DCU chega até a ser injustiça. O filme é mais que bom. É muito bom. Jason Momoa nos entrega o Aquaman que foi um dos pontos altos de Liga da Justiça. E, ainda falando em Liga da Justiça, embora o CGI tenha ficado meio meh em um momento ou outro, nem se compara ao terror que vimos no filme da Liga. Mera está ótima e não fica em segundo plano, ela e Arthur têm um entrosamento ótimo, e os momentos cômicos se equilibram com os momentos de ação e drama, deixando o filme bem equilibrado. Subentenda-se a crítica político-social com o lance da sujeira nos mares e a guerra. E, ah, um dos pontos altos foi a Mera parecendo a Ariel e comendo uma rosa e logo depois Arthur faz o mesmo. Poderia ser mais original? Talvez. Ainda assim vale a pena? Sim, e muito. 

Nota: 4 rosas e meia comidas por Atlantes (4.5/5)

Trailer:



Emma e as cores da vida


O filme conecta suas primeiras cenas com seu final - e, embora esse seja um recurso bem usado no cinema de modo geral, em Emma e as cores da vida, isso tem um quê de especial e se conecta com um dos temas do filme de uma forma sensível e bonita. 

Não tão sensível é o interesse amoroso de Emma, o mulherengo terrível que, logo de cara, quer ficar com ela para saber como é fazer sexo com uma cega! Sim, nem tudo é perfeito, e o ser humano consegue ser horrível, mas ele meio que se redime. Bem, meio...

Um dos momentos mais legais do filme ocorre quando uma personagem secundária faz pela tutora algo que a leva a ir contra seus medos para ajudar a mulher que a ajuda quase o tempo todo e a quem, a princípio, ela não demonstra gratidão. 

Se não é perfeito, Emma e as cores da vida mostra sim  que as cores da vida ainda podem ser "sentidas", se não são "vistas" pelos cegos, e há um momento especialmente hilário envolvendo ratos e crocodilos e a amiga parcialmente cega de Emma. Super recomendo. 

4 sessões de osteopatia bem-feitas ;)

Trailer:



Conquistar, Amar e Viver Intensamente


Não se deixe enganar pelo pôster "feliz" da versão brasileira (e francesa). Em Conquistar, viver e amar intensamente, o título em português, que é uma tradução literal do título original em francês, é a intensidade mesmo que fala mais alto.

Gostei bastante do título em inglês também, Sorry Angel, que retrata bem o ar de anjo rebelde do jovem que se envolve e acaba se apaixonando por um escritor em 1993, o auge da epidemia da AIDS.

De uma sensibilidade muito grande, passamos de momentos felizes para tristes, angustiantes, momentos felizes, sim, pois há felicidade mesmo com a iminência da morte, e é esse o intensamente do título. Fazer valer a pena o que resta de vida antes de partir. 


O filme é belo, tem momentos divertidos, sim, mas é um retrato de uma falta de esperança de cura e de resignação com a doença com a falta de perspectiva de uma vida razoavelmente plena - viver intensamente é o lema, mesmo que essa intensidade fulgorosa se vá com a mesma rapidez quanto chegou, deixando um amor e amigos para trás. É agridoce, bem agridoce.

Nota: 4 cigarros fumados dentro de um restaurante (4/5)

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