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Resenha: A bruxa não vai para a fogueira nesse livro – Amanda Lovelace


Boa tarde! Meu nome é Catherine e essa é minha primeira resenha como nova “cadete” da Ana Death. Fiquei bem animada e grata pelo convite, e pensei em estrear com uma resenha de um dos melhores livros que li em 2018, “A bruxa não vai para a fogueira nesse livro”, de Amanda Lovelace, também autora do best-seller “A princesa salva a si mesma nesse livro”.

Pensei muito em fazer pesquisas sobre termos, me atualizar antes de falar para o público e acreditem, por “medo” de dizer algo errado sobre ser mulher. São tantas opiniões diferentes, tantos textos e manas escrevendo com tanta propriedade que a gente acaba ficando com receio de se expressar do mesmo jeito. E, além disso, são tantas pessoas nos dizendo a vida inteira o que devemos ou não ser, como uma mulher deve ou não agir, que acabamos nos sentindo inseguras sobre nossa personalidade. Por isso, minha maior base para falar sobre esse livro que mexeu tanto comigo é me lembrar de que sou mulher e de que, sim, também sou bruxa.




Devo admitir que, ao ver os dois livros na livraria, o título “bruxa” me chamou mais atenção. Não sei quanto às outras moças que lerão essa resenha, mas fui chamada de bruxa muito mais do que de princesa, e isso me trouxe uma nostalgia.




“A bruxa não vai para a fogueira nesse livro” é um livro de poesias feministas da autora Amanda Lovelace. Apesar de ser dividido por partes, ele se caracteriza como um grande poema que, como devem imaginar, usa a palavra “bruxa” apenas como uma metáfora para a mulher, que quer se libertar dos padrões, que quer ser dona de si mesma e trilhar um caminho tão comum aos homens sem ser ameaçada ou criticada, que quer usar roupas curtas sem ouvir milhares de motivos pelos quais seria aceitável um homem assediá-la, que não quer ser definida por peso, aparência ou gostos “pouco femininos”, que não aceita ser taxada de vadia apenas por não ser a “esposa ideal”, a tão sonhada “Amélia” ou simplesmente não ter interesse em constituir família. Enfim, a bruxa de Amanda Lovelace nada mais é do que a mulher que quer ter a liberdade de viver como os homens vivem há séculos sem sofrer represálias por isso.

“queime todos os que tentarem queimar você.
_ 2° mandamento das bruxas”

Pág 98





Amanda usa frases e faz alusão à caça-às-bruxas medieval para mostrar que o mundo pode ter mudado, mas a fogueira nunca esteve tão acesa e, assim como na Idade Média, quem escolhe se você merece ou não viver é a sociedade.

“&

neste castelo

feito do
fogo das bruxas
somos todas
umas rainhas
filhas da puta.

_ e elas beberam vinho e riram para todo o sempre”

Pág 194




Esse livro me fez refletir sobre como as coisas demoram para mudar, sobre como continuamos sendo julgadas, mesmo que com máscaras e sobre todas as dificuldades que existem apenas por sermos mulheres. Desde assédios, comentários que nos perturbam, mas somos ensinadas a “ignorar” até atos que nos rebaixam e são tidos como “normais”. O livro fala muito sobre a união das mulheres e de nosso posicionamento, de nos orgulharmos de quem somos e aonde chegamos, mas acho importante ressaltar também a individualidade. Cada mulher que passou por essa experiência, que luta diariamente contra as correntes sociais e familiares, sente de uma forma diferente, e, para as que não desejam ser bruxas, com certeza vão se identificar com a princesa de Amanda em seu best-seller.




A bruxa não vai para a fogueira nesse livro, mas vai para a fogueira em vários lares onde deveria se sentir segura, em vários escritórios, em várias ruas pela cidade, em vários bares. A fogueira sempre esteve acesa e a luta para apagá-la faz parte de nossa essência. Afinal, quem mais se une pela bruxa, se não o coven?

Nota: 9 bruxinhas empoderadas (9/10)

Resenha pela nossa mais que bem-vinda cadete, Catherine Meira

Se vocês clicarem nessa imagem aí embaixo, ela as levará à página de compra do livro na Amazon Brasil e vocês estarão nos ajudando a conseguir alguma graninha para colocarmos mais combustível na nossa nave, a USS Sinistra. 
Antecipadamente agradeço, A Capitã


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