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Top 5 episódios da série Jornada nas Estrelas Clássica (Star Trek: The Original Series)



Selecionei alguns dos melhores episódios da primeira temporada da Série Clássica de Jornada nas Estrelas,  Star Trek TOS, não em ordem de o melhor para o não tão bom assim - já foi difícil escolher só esses cinco...

Alguns poderão sentir falta do episódio “Space Seed” (Semente do Espaço), o episódio da primeira temporada que introduz o vilão Khan, do segundo filme da série original. Embora ele seja importante para a compreensão do filme, resolvi colocar nesse Top 5 os mais relevantes, pelo menos para mim, em outros aspectos. Claro que há mais do que 5 episódios bons nessa primeira temporada, mas esses 5 são apenas sugestões – quase todos, na verdade, são episódios de muito bons a excelentes, não só "para a época", mas sim ainda hoje, com poucas exceções... até mesmo para tentar cativar os não fãs (ainda) e incitá-los a dar uma chance à ST TOS.



1. “This Side of Paradise” (Deste Lado do Paraíso)

É o episódio de número 24 da primeira temporada, episódio número 25 de produção, de ST:TOS. Foi ao ar pela primeira vez em 2 de março de 1967. Escrito por D.C. Fontana e Nathan Butler e dirigido por Ralph Senensky.
A equipe da Enterprise visita um planeta cujos habitantes estão sob o controle de uma estranha vida em forma de planta. Temos alguns dos melhores momentos de Spock neste episódio, em que ele disse que aquela era a primeira vez em que ele foi feliz em toda sua vida!

Curiosidades: O título deste episódio é o mesmo de um romance de F. Scott Fitzgerald. Faz parte de uma expressão antiga usada para descrever um lugar excepcionalmente agradável.

Este episódio é um dos três em “Star Trek” em que é revelado que os Vulcanos têm mais de um nome. Em todos os três — de acordo com Spock neste episódio e no “The Enterprise Incident” (O Incidente Enterprise), e de acordo com sua mãe no episódio “Journey to Babel” (Jornada a Babel) — seu segundo nome é descrito como difícil de ser pronunciado por não-Vulcanos .

No episódio de Futurama chamado “Where No Fan Has Gone Before” Fry pergunta a Leonard Nimoy se ele se lembra deste episódio, referindo-se a ele como “aquele em que [Spock] ficou doidão com os esporos”.



2. “The Galileo Seven” (O Primeiro Comando)

É um episódio da primeira temporada de Star Trek: The Original Series, e foi ao ar pela NBC em 5 de janeiro de 1967. É seu episódio de número 16, 14 em produção, escrito por Oliver Crawford e dirigido por Robert Gist.

Spock conduz uma equipe científica a bordo da Galileu em uma missão fadada ao fracasso.

A lógica de Spock bate de frente com o sentimentalismo de McCoy neste episódio.

Mr. Spock, remind me to tell you that I’m sick and tired of your logic.

That is a most illogical attitude.

Sr. Spock, lembre-me de lhe dizer que estou farto e com nojo de sua lógica.
Esta é uma atitude muito ilógica. – McCoy and Spock

Para resolver a situação problemática em que eles se encontravam, Spock acaba tomando uma decisão, aparentemente, ilógica!

De volta à Enterprise, Kirk pergunta a Spock sobre sua solução aparentemente emocional, tentando fazê-lo admitir que teve um “ataque emocional”. Depois que Spock lhe apresenta sua resposta um tanto quanto estoica, Kirk e o restante das pessoas na ponte de comando dão gargalhadas histéricas. Um dos melhores momentos da primeira temporada!

3. “The City on the Edge of Forever” (Cidade à Beira da Eternidade)

Curiosidades: É o penúltimo episódio da primeira temporada de Star Trek, sendo seu episódio número 28 tanto em termos de exibição quanto produção. Foi ao ar pela primeira vez em 6 de abril de 1967. Foi um dos episódios mais aclamados criticamente da série e recebeu, em 1968 o Hugo Award por Melhor Apresentação Dramática. Os únicos outros episódios com tal honra concedida foram as duas partes de “The Menagerie”. 

A versão para a TV é creditada a Harlan Ellison, mas foi, controversamente, reescrita por várias pessoas antes da filmagem. Dirigido por Joseph Pevney. Tem a participação especial de Joan Collins como Edith Keeler.

O TV Guide colocou “The City on the Edge of Forever” em 68lugar em sua lista dos 100 Momentos Mais Memoráveis na História da TV, em sua edição de 1 de julho de 1995, e teve o 80o lugar em sua lista dos Top 100 Episódios de TV de Todos os Tempos.

O episódio envolve a equipe da Enterprise na descoberta de um portal através do espaço e do tempo, que leva McCoy ao passado, fazendo com que a história da Humanidade fosse alterada.

A versão filmada de “The City on the Edge of Forever” é considerada o melhor episódio da série clássica por muitos críticos, como, por exemplo, da Entertainment Weekly.

Mencionado em:

“South Park: City on the Edge of Forever (#2.7)” (1998)

Episódio de South Park homônimo ao de Star Trek, além de que todos em South Park, neste episódio, vestem-se como os personagens de Star Trek.

“Futurama: Where No Fan Has Gone Before (#4.12)” (2002)


O elenco de Star Trek aparece no portal do tempo deste episódio.




4. “Balance of Terror” (O Equilíbrio do Terror)

Escrito por Paul Schneider e dirigido por Vincent McEveety, é um episódio da primeira temporada da série clássica de Star Trek, que foi ao ar pela primeira vez em 15 de dezembro de 1966. É uma versão de ficção-científica de um filme de submarino: Paul Schneider inspirou-se nos filmes Run Silent,  Run Deep e The Enemy Below, colocando a Enterprise como uma “embarcação de superfície” e a “embarcação” Romulana como um submarino.

Curiosidades: Este episódio apresenta e introduz os Romulanos na série. Além disso, é a primeira vez em que Mark Lenard, fazendo o papel do comandante Romulano, aparece em Star Trek. Lenard, posteriormente, fez o papel do pai (Vulcano) de Spock, Sarek, em diversos episódios e filmes, e aparece como o comandante Klingon em Star Trek: The Motion Picture. Estes papéis fizeram de Lenard o primeiro ator a interpretar personagens de três raças alienígenas proeminentes em Star Trek.

No dia 16 de setembro de 2006, “Balance of Terror” tornou-se o primeiro episódio de Star Trek remasterizado digitalmente, apresentando efeitos especiais novos e melhorados.

A frase “balance of terror” (equilíbrio do terror) é geralmente utilizada em referência à corrida nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética durante a Guerra Fria.


Neste episódio também é a primeira vez em Star Trek que o capitão da nave estelar realiza uma cerimônia de casamento para sua equipe. Embora os capitães navais do século XX fossem proibidos de fazer isso, os roteiristas tiraram esta idéia do filme The African Queen (1951), um filme britânico-norte-americano de 1951, do gênero ‘filme de guerra’, dirigido por John Huston, com argumento de James Agee, com base no romance de C. S. Forester.

As restrições da época proibiam que se mexesse com assuntos controversos como, por exemplo, Guerra do Vietnã, o movimento dos Direitos Civis e a ascensão do feminismo. Star Trek, sob o disfarce de “ficção-científica” quebrava audaciosamente tais regras. Este episódio, por exemplo, lida abertamente com o assunto do racismo, com a atitude do Tenente Stiles em relação a Spock. O episódio mencionado acima, “The City on the Edge of Forever” lida justamente com o assunto de guerra e paz, entre outros episódios que, escancaradamente, atacavam audaciosamente estes “temas proibidos”.

Esta é a primeira vez na série que a Enterprise faz uso de suas armas.

Restrições de orçamento e de tempo impediram que os departamentos de maquiagem e figurino colocassem em cada um dos Romulanos as orelhas que nem as dos Vulcanos. Sendo assim, serviram-se da ideia de fazer com que os Romulanos menos importantes utilizassem capacetes que eram, na verdade, capacetes romanos de épicos bíblicos dos anos de 1950 do estúdio.

5. The Devil in the Dark – (Demônio da Escuridão)

“The Devil in the Dark” é um episódio da primeira temporada de Star Trek: The Original Series que foi ao ar pela primeira vez em 9 de março de 1967. Episódio de número 25 de exibição e 26 de produção, foi escrito por Gene L. Coon e dirigido por Joseph Pevney. 

O Capitão Kirk and Spock deparam-se com uma “besta” subterrânea mortal.

Curiosidades: William Shatner escreve em suas memórias que “The Devil in the Dark” foi seu episódio predileto da série clássica de Star Trek. De sua perspectiva, este episódio foi “emocionante, provocador e inteligente, continha todos os ingredientes que compunham o melhor de Star Trek”.

O pai de William Shatner faleceu durante a gravação deste episódio. Foi oferecida a ele a tarde livre para preparar os arranjos do funeral, mas ele insistiu em concluir as cenas em que Kirk e Spock buscavam a Horta. Ao voltar do funeral de seu pai, Shatner filmou as tomadas de reação à união da mente de Spock e da criatura, que foram integradas à sequência. Ele declarou que a ternura e o apoio para ele por parte de Nimoy e de Gene Roddenberry durante a filmagem depois do luto fizeram deste seu episódio favorito da série clássica.



O conceito de uma operação de mineração inadvertidamente prejudicando / machucando as criaturas alienígenas foi, posteriormente, apresentado em Jetsons: The Movie, completa com um final em que um acordo é alcançado com as criaturas.

De acordo com o comentário em texto de Mike Okuda de Star Trek IV: The Voyage Home, um Embaixador Horta deveria ter sido incluído nas sequências do Conselho da Federação, mas não houve tempo suficiente para criar um figurino.

The odds against you and I both being killed are two-thousand two-hundred and twenty-eight point seven to one.

Two-thousand two-hundred and twenty-eight point seven to one? Those are pretty good odds Mr. Spock.
And they are of course accurate, Captain.
Of course.

As chances de eu e você sermos mortos são de 2.227.7 para 1.

2.227.7 para 1? São chances bem altas, Sr. Spock.
E elas são precisas, é claro, Capitão.
É claro. – Spock e Kirk

“No Kill I” (escrito pela criatura para Kirk e Spock) era o nome de uma banda de punk rock com temática de Star Trek.



Divirtam-se assistindo a estes e outros episódios da série clássica de Jornada nas Estrelas. Vida longa e próspera.

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