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Calmaria, um suspense neo-noir com final inesperado


O filme Calmaria, protagonizado por Matthew McConaughey (“Clube de Compras Dallas” e “Interestelar”) e dirigido pelo roteirista Steven Knight (“Millennium: A Garota na Teia de Aranha”) tem um estilo neo-noir interessante, mas com um suspense problemático.

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O diretor apresenta vários elementos no início para criar o clima que o filme tomará, junto com a apresentação do protagonista, mas o problema é que o diretor deixa tudo pela metade, sempre mostrando traços do protagonista, como suas ambições e obsessões, que são partes importantes de sua personalidade, o que ajuda a construir o ritmo do filme, mas nunca dá um bom argumento na hora de construir o personagem, dando a impressão que o roteiro vai explicar melhor as coisas mais para a frente, mas logo é esquecido e o roteiro apresenta outro elemento que muda totalmente o foco principal da trama.

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Alguns assuntos que foram introduzidos começam a ser esclarecidos, mas a explicação é bem preguiçosa, e só deixa o filme mais confuso e o público mais perdido quanto a de que se trata o filme, principalmente depois que o diretor opta por adicionar um ritmo mais surreal, introduzido em um plot twist no final do segundo ato, e que serviu para explicar a conexão espiritual entre o protagonista e o filho, o que quebra totalmente o rumo que estava sendo seguido. 

O ritmo do filme até certo ponto é bem conduzido pelo diretor, tratando-o igual à temática de pescaria presente na história do protagonista, jogando a informação na tela, esperando o momento certo de fisgar a atenção do publico. O único problema é que o diretor joga muitas informações no ar e demora até o publico se prender à história.

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O filme tem um grande elenco que vai chamar a atenção do público, mas mesmo que esses grandes nomes presentes como Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Diane Lane, Djimon Hounsou e Jason Clarke estejam se empenhando em seus papéis, percebe-se que a direção de atores é bem limitada, fazendo os personagens quase caírem no caricato e no genérico, coisa que se, não fosse os atores, teria acontecido.

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O filme começa a melhorar no terceiro ato, quando é apresentado um novo plot twist que muda completamente o olhar do espectador, respondendo a muitas perguntas que foram feitas ao longo da trajetória do personagem, e que consegue nos deixar surpresos com a conclusão inesperada.

Mesmo como o desfecho surpreendente e as atuações regulares, a direção é fraca, e o roteiro enrola muito, fazendo o público se cansar com a mudança constante e indecisa do filme até chegar no final.


NOTA: 4 iscas de peixe.


Trailer:






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