Pular para o conteúdo principal

O menino que queria ser rei, uma recontagem bem-vinda das lendas Arthurianas

O menino que queria ser rei é uma outra abordagem da bem conhecida história do Rei Arthur, com uma pegada moderna e alguns twists que fazem com que seja bem legal ver esse filme no cinema. 

Você com certeza, no mínimo, já ouviu falar da história do Rei Arthur, de Avalon e da Távola Redonda, não? Seja por meio de livro, filme, minissérie e até mesmo episódios de algumas séries, como recentemente em Legends of Tomorrow, essa é uma história meio que sempre presente em nosso campo do entretenimento e meio que na formação de mentes, certo? Ou seja, na grande maioria das vezes, com a grande exceção de As Brumas de Avalon, livros e minissérie de 2001, a história é contada do ponto de vista dos homens. 

Sim, ainda em O menino que queria ser rei, temos Morgana como o ser malévolo que busca vingança contra o Rei Arthur e a humanidade, mas a pegada é diferente. Por causa de alguns twists e de falas memoráveis de Merlin, excelente tanto com o ator jovem que faz o personagem quanto com o amado veterano, Sir Patrick Stewart, em cujos detalhes não entrarei para não entregar spoilers, vê-se que tudo é meio que uma questão de ponto de vista. E isso dos pontos de vista também é abordado na vida de nosso "jovem que queria ser rei", em relação a todo o mistério sobre seu pai, e em vários detalhes da trama, o que a torna bem atual e digna de ser vista nas telonas - uma verdadeira história que cativa e encanta, como muitos de nossos amados filmes da Sessão da Tarde.  


Passado em um mundo distópico infelizmente não tão impossível assim de chegar, este é um filme passado em um mundo caótico que também mostra que unir forças e alcançar um bom resultado às vezes é bem melhor do que tentar ser um único herói e fazer história sozinho. Um filme que fala de união e reunião, família, verdades e mentiras, que cutuca bem alguns pontos temidos e temíveis por e para nossa sociedade. 


Provavelmente não se tornará um clássico, mas é mais uma recontagem bem-vinda de um clássico da literatura, do cinema e da TV, atualizado para a nossa geração, mais consciente e conscientizada em relação a temas como bullying, empoderamento de minorias e outras questões sociais extremamente importantes e que se busca atualmente colocar em muitos dos filmes e de outras peças de entretenimento criadas visando a atualizar versões antiquadas e ou manchadas pelo viés racista/misógino etc. de suas versões anteriores, como estamos vendo acontecer com muitos contos de fadas, e não só por parte da Disney. E que sejam bem-vindos esses filmes!

4/5 frangos fritos do KFC

Trailer:







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Midsommar - O mal não espera a noite tem um quê de dèjá vu com pontas de originalidade, mas peca por ser longo

Com influências de Corra!, da série Hannibal (principalmente perto do final do longa), com um quê de clima de Anticristo, sem deixar de lado A chave mestra, Colheita Maldita (filme inspirado na obra homônima de Stephen King), O homem de palha, e, como me disse a Ana, que é megafã de Supernatural, inclusive um episódio da série que sacrificava “estrangeiros”  em prol do “bem” da cidade de Burkitsville, no décimo-primeiro episódio da primeira temporada da série, tudo isso também é bem sentido em Midsommar – O mal não espera a noite. Com todas essas referências, senão inspirações, dá para imaginar o desconforto que o filme passa.


Com 147 minutos (171 na versão do diretor), ser longo é um problema no filme. As partes boas são realmente boas e chocantes, o culto e o que parece haver de muito sinistro por trás deles é bem estabelecido, mas os personagens, especialmente os secundários, não são muito aprofundados e, quando começam a “desaparecer”, a tendência é que o telespectador não ligue m…

La Boya, um filme de Fernando Spiner

Projeto Gemini traz a nova tecnologia 3D+, apela ao público gamer e proporciona uma intensa imersão

Dirigido pelo Hollywoodiano vencedor do Oscar®, Ang Lee, e produzido pelos renomados produtores Jerry Bruckheimer, David Ellison, Dana Goldberg e Don Granger, o novo filme de Will Smith, “Projeto Gemini” traz a inovadora tecnologia 3D+, High Frame Rate, em que o filme é gravado em 124fps (os filmes normalmente são gravados em 24 fps), o que nos dá uma visão ultra dimensionada de detalhes e uma sensação de total imersão nas cenas do filme.

No longa de ação, Will Smith vive o papel de um misto de agente/assassino, “Henry Brogan” que, ao decidir se aposentar, é surpreendido sendo perseguido por um agente mais novo de seu próprio bureau. No elenco também estão Mary Elizabeth WinsteadClive Owen e Benedict Wong.


Com a temática científica da possibilidade da clonagem humana para fins bélicos, lembra outras abordagens tais como O Soldado Universal e O Exterminador do Futuro.

Em suas cenas de ação, claramente podemos sentir referências a Missão Impossível com algumas pegadas ao bom estilo John …