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#Oscar2019 - Melissa McCarthy, umas das grandes surpresas do Oscar neste ano


Embora os indicados ao Oscar de 2019 não tenham empolgado muito o pouco público que têm devido aos filmes fracos indicados (como Bohemian Rhapsody), alguns indicados ainda pegaram o público de surpresa, como é o caso da atriz Melissa McCarthy.

Melissa está concorrendo ao prêmio de melhor atriz por sua atuação no filme “Poderia Me Perdoar?”, que, além de ser ótimo, traz Melissa de fato surpreendendo em sua atuação (mesmo depois de seu último filme, o horrível “Crimes em Happytime”). Em “Poderia Me Perdoar?”, Melissa interpreta Lee Israel, uma escritora que está em decadência e, no desespero, começa a falsificar e vender cartas e assinaturas supostamente escritas por grandes nomes da literatura.

Neste filme, Melissa presenteia o público com uma das melhores atuações de sua carreira, ela que está acostumada com o gênero da comédia no estilo pastelão (tendo atuado em filmes como “A Espiã que sabia de menos”, “As bem armadas”, “A chefa” e “Caça-Fantasmas”), e mesmo que ela se empenhe bastante nesse gênero, neste filme ela consegue fazer uma interpretação mais séria e convincente, criando uma personalidade forte e ao mesmo tempo desprezível para a personagem.

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Lee Israel é desagradável, antissocial, sempre fala o que pensa, sem mostrar arrependimento ou remorso, além de nunca dar ouvidos aos  conselhos das pessoas. Quando alguém fala com ela, Lee faz exatamente o oposto, mostrando o desprezo que ela tem em relação à falsidade das outras pessoas, e, mesmo com todos esses traços negativos da personalidade da personagem, ela consegue ser carismática, convencendo o público de seu desespero financeiro e de seu bloqueio criativo que a conduz a fazer o que faz, e de como ela ganhou gosto por isso de forjar as cartas, mesmo sabendo dos riscos.

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Melissa também deixa escapar propositalmente seu lado cômico para tentar descontrair o público de vez em quando, mas, inserida em momentos certos, essa comédia é bem coerente em relação à trama, com um humor mais natural e equilibrado, sem forçar demais para o apelativo, bem diferente do que ela está acostumada a fazer em seus outros filmes.

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Mesmo não estando em sua zona de conforto, ou até mesmo por estar pisando fora dela, Melissa McCarthy nos presenteia com um de seus melhores trabalhos, mostrando seu talento em um gênero mais sério, e mesmo achando que ela não tem a chance de levar o prêmio para casa (definitivamente acho que a Glenn Close vai ganhar esse ano, por sua brilhante atuação em “A Esposa”), ela fez por merecer a indicação ao Oscar de Melhor Atriz. 

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