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Dia Internacional da Mulher: Inferior é o Car*Lh#! - Lugar de mulher é no cinema e onde mais ela quiser!



O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908, nos Estados Unidos. Muitas vertentes discorrem sobre a razão do dia 8 de março ser considerado o Dia Internacional da Mulher. A mais conhecida conta que, em 1911, 130 operárias de uma fábrica têxtil morreram carbonizadas após protestarem por melhores condições de trabalho. Porém, as lutas aconteciam desde o final do século XIX. A primeira celebração, por exemplo, ocorreu em maio de 1908, nos Estados Unidos, em uma manifestação com cerca de 1.500 mulheres. Desde então, a data passou por muitas alterações e só foi oficializada em 1921 como homenagem às mais de 90 mil operárias que protestaram em 8 de março de 1917, no movimento chamado "Pão e Paz", contra o czar Nicolau II e as más condições de trabalho, fome e participação russa na Primeira Guerra Mundial. No entanto, as origens da criação dessa importante data são bem anteriores a esse acontecimento da fábrica, como vocês podem ler aqui

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<<Existem alguns “fatos” sobre as diferenças entre os sexos que nós crescemos sabendo. Homens são fortes, durões, mais inclinados à promiscuidade e melhores ao estacionar carros. Mulheres são mais sensíveis, menos intelectuais, não tão favoráveis ao sexo casual e são melhores cuidando da família. Certo? Errado. Defendidas há séculos por evidências superficiais — e enraizadas em nossa sociedade sexista —, essas visões parecem naturais, imutáveis e até mesmo legítimas, chegando, inclusive, a se perpetuarem em nosso vocabulário. Porém, ao serem examinadas de perto, não se sustentam. Em Inferior é o Carlhø, lançamento da linha Crânio da DarkSide Books, a jornalista britânica Angela Saini convida você a esquecer tudo o que sabe sobre as diferenças entre os sexos e embarcar em uma jornada esclarecedora sobre as mentiras e meias-verdades que a ciência propagou ao longo dos últimos séculos. As primeiras páginas já surpreendem ao resgatar uma troca de cartas ocorrida na era vitoriana entre Caroline Kennard, destaque no movimento feminista em uma cidadezinha de Massachusetts, nos Estados Unidos, e o naturalista inglês Charles Darwin. “Certamente acredito que as mulheres, conquanto, em geral, superiores aos homens [em] qualidades morais, são inferiores em termos intelectuais, e parece-me ser muito difícil, a partir das leis da hereditariedade (se eu as compreendo de forma correta), que elas se tornem intelectualmente iguais ao homem”, escreveu o autor de a Origem das Espécies em uma negação de tudo pelo que o movimento de mulheres lutava à época — e segue lutando até hoje. A srta. Kennard não hesitou ao enviar uma resposta inflamada que dizia: “Deixe que o ‘ambiente' das mulheres seja semelhante ao dos homens, e com as mesmas oportunidades, antes de julgá-las, com justiça, intelectualmente inferiores a eles, por favor”. São pensamentos como o de Darwin que Angela Saini questiona em Inferior é o Carlhø. Jogando luz sobre pesquisas controversas focadas nas diferenças entre os sexos — e não nas similaridades —, resultados de estudos tendenciosos que não incluíram a outra metade da população e até mesmo o machismo impregnado em laboratórios e universidades, ela investiga o mito de que homens e mulheres são fundamentalmente diferentes em sua biologia, mostrando como traçar essa linha nos afeta não apenas individualmente, mas também como sociedade. Com diligência e uma linguagem objetiva, a jornalista apresenta em cada capítulo um recorte na história da ciência que difundiu o mito de que mulheres são inferiores, viajando o planeta para entrevistar cientistas, pesquisadores e especialistas e obter sempre os dois lados da história. A edição brasileira homenageia o trabalho da artista gráfica e ativista Barbara Kruger, e conta também com a introdução da professora de teoria literária e pesquisadora Heloisa Buarque de Hollanda, que publica em breve um livro sobre a quarta onda do movimento feminista. Leitura indicada pelo jornal The Independent e pelo TED Talks, livro do ano do Physics World e destaque na categoria de ciência e tecnologia do Goodreads Choice Awards de 2017, Inferior é o Car#lh* integra a linha Crânio, que publica material minuciosamente selecionado para nos ajudar a questionar o estranho e admirável mundo em que vivemos. Uma obra poderosa que revela uma perspectiva alternativa para a ciência em que mulheres não são excluídas, mas fazem parte desta história — e, sobretudo, ajudam a escrevê-la. Um livro para mulheres e homens que buscam igualdade em nossa sociedade, pois, ou vamos juntos, ou não vamos a lugar nenhum.>>



Se você ainda acha que feminismo, dia "especial" para as mulheres, empoderamento feminino, tudo isso e outras coisas relacionadas é um bando de bobagens politicamente corretas, que tal se eu lhe disser que até não muito tempo, no Brasil, as mulheres eram proibidas de jogar futebol, por lei? Não acredita? Pois cheque isso aqui, em uma fonte bem fidedigna - Mulheres passam 40 anos sem poder jogar futebol no Brasil.


Absurdo, não? Mas é verdade. Não só é verdade, como tem, como vocês podem ler no link acima, impactos negativos até hoje. Também é verdade que se subestima a mulher em vários aspectos, o lance do "sexo frágil", entre outros bobagens absurdas, ainda é um estigma. Ainda, infelizmente, se infiltra nas criações de nossas meninas de ouro do presente e mulheres de ouro do futuro. Infiltra-se como um vírus que corrói, aleija e até mesmo mata.

Sim, o feminicídio não foi um termo criado para se contrapor ao homicídio, como alguns fazem chacota, só para diferenciação de gêneros. Para muitos, matar mulheres apenas por serem mulheres sempre foi e ainda é algo comum. Triste, é verdade. Para se aprofundar sobre o assunto, sugiro a leitura desse livro, profundo, abrangente e gratuito, sobre o assunto: Feminicídio - #InvisibilidadeMata.

Aqui no Bagulhos Sinistros, temos um post recente da Cat sobre como é ser mulher e gamer. Sim, sexismo, machismo, cantadas nojentas, desmerecimento, tudo isso e muito mais, só porque a jogadora é, claro, mulher. Lamentável, não? Infelizmente, essa parte negativa da experiência dela não só acontece com ela. Segundo pesquisa, 100% das mulheres gamers já sofreram algum tipo de abuso, e daí surgiu a campanha #MyGameMyName.

Choca ler isso, não? Imagina então como é para as mulheres que são ALVO disso!
***

Até mesmo quando se fala em assassinos em série, sim, assassinos, no masculino, até nisso, em algo tão negativo e nefasto, se costuma deixar as mulheres de lado. Foi feito um resgate recentemente pela Editora DarkSide no livro Lady Killers: Assassinas em série, já que "Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. As mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam — então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série? Quando as ideias de “sexo frágil” se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas?"

Hoje, especialmente graças ao novo modo de provisão de entretenimento, por streaming, temos, como com o Amazon Prime Video e a Netflix, (que fez questão de dizer que era menina, diga-se de passagem!), por volta de 500 séries criadas/encomendadas por ano. Isso tem aberto mais espaço para a criação por parte das mulheres, aliado a todos os altamente necessários movimentos sociais e políticos e nas redes sociais, sim, aliado também à própria conscientização das mulheres (porque, sim, há muitas mulheres machistas, sim, algumas piores que muitos homens machistas, infelizmente) de que seu lugar é na cozinha, na TV, no cinema, nos campos de futebol, no bar, na engenharia e onde mais ela quiser!



Sendo assim, mulheres como Reese Whitherspoon, por exemplo, que se cansaram de simplesmente aceitar s papéis de mocinhas dóceis que devem fazer de tudo para agradar seu par romântico, começaram a criar e produzir seus próprios filmes e séries com visões bem menos clichês, não misóginas e sem aquelas coisas terrivelmente sexistas, típicas de séries de sucesso, infelizmente, como é o caso de F.R.I.E.N.D.S., que tem um cardápio nada palatável de misoginia, homofobia, transfobia e outras que não vem ao caso no momento explorar, mas que eu já desgostava na época em que foi feito, e não só agora que "os tempos mudaram". Como indiquei ontem, temos séries como Boneca Russa, criada pelo trio de mulheres: Natasha Lyonne, Amy Poehler e Leslye Headland. Reese esteve envolvida em um dos filmes com uma personagem feminina psicopata incrível, Garota Exemplar, entre outras criações maravilhosas, como Big Little Lies, e recentemente a comédia romântica De volta para casa, que, aleluia, foge àquele monte de clichê pré-histórico de comédias românticas, obrigada.

Tem um livro que eu traduzi (e amei traduzir), sobre verdadeiras Mulheres-Maravilhas da vida real, desde espiãs, passando por ciclistas e outras mulheres incríveis e suas histórias, que não merecem ficar esquecidas. Livros como esse são bem-vindos para nos mostrar que não só o futuro é feminino, o passado também era, mas quiseram e fizeram de tudo para parecer que não era bem assim.



Temos a história real de Colette, grande escritora francesa e sua luta e conquista para ser reconhecida pelos livros que ela, e não o marido, escreveu, e todos os avanços que ajudou a trazer para nosso mundo, obrigada, história essa belamente retratada em filme recente, que eu tive o prazer de ver no cinema, mas que já está disponível no Amazon Prime Video.

Mulheres podem ser "fofinhas", letais e também muito sacanas, claro, como nos mostra Melissa McCarthy, em sua interpretação da escritora Lee Israel, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, em que ela encarna a falsificadora desbocada nas telonas.

Mas meu intuito aqui não é ficar postando links para nossos próprios artigos apenas, nem apenas lançar uma ou outra indicação para não deixar o dia passar em branco. Não, minha intenção é estimular que se busque saber cada vez mais sobre tudo que envolve essa questão importantíssima do empoderamento feminino, hoje e sempre, e lembrar que, apesar de muitos retrocessos... lugar de mulher é onde ela quiser e bem entender. E, bem, preciso também reiterar: cores não têm gênero. Meninos e meninas usam as cores que quiserem.



Sendo assim, não posso finalizar sem essa dica: A Federação Sul-Americana de Krav Magá (FSAKM) tem aulas grátis para mulheres em março. Para participar das aulas, é preciso ter mais de 14 anos e obter um convite no site ou na página do Facebook da federação.

Trish em Jessica Jones, que me inspirou a fazer Krav Magá




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