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Tá rindo de quê? Humor e Ditadura


O documentário Tá rindo de quê?, dirigido por Claudio Manuel (Casseta e Planeta), Álvaro Campos e Alê Braga, recolhe inúmeros depoimentos de grandes nomes do humor brasileiro e suas experiências durante a ditadura militar que deu início à censura em varias mídias do entretenimento, e sobre como isso afetou drasticamente a profissão de muitos gênios do humor.

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Nomes como Carlos Alberto de Nobrega, Ary Toledo, Evandro Mesquita, Fafy Siqueira, Daniel Filho, Patricya Travassos, Bruno Mazzeo (entre outros), compartilham o máximo de informações sobre como a censura não só interferiu demais na vida profissional deles, como também apresenta os riscos que eles corriam sempre que entravam em cena, e como muitas vezes eles podiam sair do palco ou dos estúdios algemados ou até torturados por fazerem o público rir da realidade do país.

Além dos depoimentos, os diretores elaboram a montagem colocando charges satíricas da época, as quais ilustravam bem a interferência da ditadura sobre os redatores e roteiristas do meio artístico, dando uma noção mais básica e ilustrativa sobre os acontecimentos ditos pelos entrevistados, além de também mostrar trechos de programas humorísticos da TV, em que vemos sketches dos comediantes provocando a censura, fazendo críticas sobre o assunto por meio de piadas muito bem elaboradas, mostrando em tela o perigo que eles já tinham comentado.

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Os diretores fogem um pouco do assunto principal para se focarem na carreira de Chico Anysio, de como ele contribuiu para o humor, através de depoimentos dos filhos e amigos próximos do humorista, mas, mesmo como esse desvio do assunto, o ritmo do filme se mantém.

Reprodução

Além do humor, outros meios de entretenimento também sofreram com a censura, como a pornochanchada e até as telenovelas, que foram proibidas de mostrar certos conteúdos. Quando os diretores começam a abordar o papel da mulher na comédia, no inicio o filme caminha bem, mostrando que as mulheres só tinham espaço no humor se fossem a “gostosa burra” ou “a feia engraçada”, e de como logo surgiram grandes mulheres nesse ramo que quebraram esse padrão, que é o caso da Dercy Gonçalves com seu humor impulsivo e totalmente incorreto politicamente, que o público amava. Quando o assunto começa a ser aprofundar, os diretores logo se focam em outro assunto, e o anterior acaba não tendo o destaque merecido, sendo que o tema poderia ter sido mais bem explorado.


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Além da visão dos humoristas, eles mesmos contam sobre como a censura no humor afetou de forma negativa o público, e como eles começaram a seguir esses humoristas afetados, mostrando que a maioria dos espectadores não aprovavam essas mudanças vindas do regime militar.

Os entrevistados também comentam sobre o fim da censura e como eles estranharam a volta da liberdade de expressão na TV aberta, abordando novos temas que também merecem grandes destaques.

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Embora muitos temas importantes tenham ficado ficaram de fora e outros foram mais ou pouco abordados, o documentário mostra bem o reflexo do que foi a ditadura no meio artístico, contada muito bem por artistas que sobreviveram àqueles anos sem graça.


NOTA: 8 piadas CENSURADO..

Trailer:

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