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Vingança a Sangue Frio: Mais um filme para aumentar a contagem de corpos para Liam Neeson nas telonas


Em Vingança a Sangue Frio, remake de um filme sueco de 2014, feito pelo próprio Hans Peter Moland, também diretor do original, para variar, após um atentado com um membro de sua família, Liam Neeson busca vingança e, ao longo de sua jornada, ele mata vários envolvidos no crime até encontrar a pessoa responsável pela tragédia, de novo!


A premissa, que é exatamente igual à de outros filmes do ator, ganha um novo “remake “ (por assim dizer), dessa vez, na neve. Mesmo com a premissa repetitiva, o roteiro tenta trazer algo novo à história genérica e padrão do ator Liam Neeson, tentando explorar principalmente o cenário glacial, mas acaba falhando quando tenta apresentá-lo como um obstáculo ou como uma vantagem para o protagonista ou outro personagem, além de utilizar clichês ultrapassados do gênero, como o machista dando em cima de uma garçonete em uma cena descartável para o filme.


O diretor Hans Petter Moland não parece se esforçar muito ao conduzir o filme, as cenas de ação não empolgam, é apenas mais do mesmo. Quando ele tenta causar um clima de desconforto ou tensão, devido ao suspense da cena, ele falha drasticamente na revelação, como, por exemplo, na cena do necrotério que estava prendendo o público, para que tivéssemos as mesmas reações dos personagens, mas depois vemos que as reações deles não condizem com o acontecimento em questão. 

Quando o diretor aborda um gênero mais cômico, ele acerta, na maioria das vezes, como no método repetitivo do protagonista de matar suas vítimas e na opção de mostrar na tela o nome da vítima, mostrando que ele tinha morrido, junto com um símbolo remetendo à religião do morto, que é colocado sem mais nem menos no filme.


Embora esteja no automático, Liam Neeson até se esforça um pouco em seu personagem, diferente do que ele já fez em outros filmes do gênero, ele não é o super-humano indestrutível ou o ex-agente imbatível, ele convence com sua atuação que é um homem simples que trabalha escavando neve, mas que tem uma grande força de vontade de encontrar e se vingar do responsável pela tragédia em sua família, utilizando métodos um tanto desleixado e inesperado devido a idade.

Laura Dern faz uma participação no primeiro ato do filme, mas sua personagem é totalmente descartável, não apresentando nada de relevante para o desenvolvimento do protagonista, e a atriz também não estava nem um pouco entusiasmada ao interpretar a personagem, fazendo o público se questionar por que ela aceitou em fazer o filme.


O vilão do filme vivido por Tom Bateman e o tipo de vilão genérico de filmes do gênero, do traficante que domina a região, e que faz o que faz só pra mostrar o quanto ele e mal.

A partir da metade do segundo ato, o ritmo muda um pouco, quando o diretor começa a destacar mais a rivalidade entre cartéis devido a assuntos vingativos que resultaram de um efeito dominó das ações vingativas do personagem de Neeson. Embora o ritmo se perca um pouco, a ação do roteiro é bem executada, contando duas histórias paralelas com a mesma temática.


O filme pode agradar a fãs do ator que assistem a tudo o que ele faz, e aos fãs não tão exigentes do gênero, mas em geral, só vai achar mais do mesmo, apesar da atuação mediana do ator.

NOTA: 3 cadáveres jogados na neve.

Trailer:




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