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Cópias - De volta à vida, um filme de Jeffrey Nachmanoff


Cópias - De volta à vida, que tem Keanu Reeves no papel principal, nos remete a vários filmes de ficção científicas da década de 1990. Mas, infelizmente, não no bom sentido. Não é nem de longe como Matrix, obviamente, mas também acaba não sendo nem como aqueles filmes ruins-bons, como as séries de filmes Bill & Ted, também como Keanu Reeves, que são referenciadas até hoje como ícones da ficção científica em outras obras - por exemplo, quando Charlie em Supernatural diz que achava que cabines telefônicas só existiam nos filmes de Bill & Ted. Infelizmente, este filme não chega nem perto do ruinzinho, ainda que promissor, Johnny Mnemonic. 

No entanto, a premissa de Cópias - De volta à vida é boa. É toda a execução que é péssima. As atuações, algumas, senão todas, decisões absurdas (como roubar todas as baterias de carros da vizinhança, continuar dirigindo em uma estrada depois de uma quase colisão, entre outros absurdos), buracos no roteiro, tudo isso condenou o filme. Confesso que fiquei vendo até o final esperando que melhorasse, esperando que os clones se revoltassem, que o filme acabasse se mostrando de terror em vez de sci-fi, mas nada disso aconteceu. nada redimiu o filme. 


A ideia de transferir mentes para clones de pessoas mortas poderia ter dado certo, poderia ter sido uma boa nova abordagem do tema Frankensteiniano, mas, enquanto os clones no filme Nós causaram um tremendo de um terror mesmo, isso não acontece em Cópias - De volta à vida. Na verdade, talvez em uma série esses conceitos pudessem ter sido bem explorados e bem trabalhados. Não nesse filme. De cujo orçamento uns 90% deve ter ido para Keanu Reeves, com efeitos e tecnologia que deixam alguns dos episódios com piores efeitos/tecnologia do que Doctor Who. Eu amo DW, mas convenhamos que os “efeitos especiais” eram meio que sofríveis, ainda mais lá por volta de 2005…) 


No entanto, estamos em pleno 2019 e nada justifica fazer um filme como Cópias - De volta à vida, que nem retrô é como Stranger Things, nem mesmo guilty pleasure é, como Supernatural, nem thrash... é só ruim. Uma boa ideia mal executada, o que resulta em um produto ruim. Inesquecivelmente ruim, talvez. Uma pena. A premissa era promissora. Mas o filme fracassou tanto quanto o primeiro robô com cérebro humano apresentado no filme logo no começo. Triste.

Nota: 1,5 clones que não sabem o que fazem 

Trailer:








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