#dignademaratona - Good Omens - Série que adapta o livro de Neil Gaiman & Terry Pratchett é simplesmente fantástica!


Como começar a falar dessa série, Good Omens, que é minha nova queridinha e que pena que é curta e que bom que é curta sem enrolação e fechadinha e tudo o mais e que é simplesmente incrível!?

Vou começar falando dos demônios, claro ;)

Ah, esses demõnios Crowley, os mais queridos! Sim, temos Crowley em Supernatural e em Good Omens e, sim, o Crowley de Supernatural foi inspirado no Crowley de Good Omens, confirmado pelo próprio Eric Kripke, e eu simplesmente adorei que o amado Doutor David Tennant fazendo  o papel do Crowley em Good Omens. Apenas perfeito. E Mark Sheppard fez um incrível Crowley em Supernatural e… ambos participaram de Doctor Who! E é claro que Aí eu simplesmente até entendo, depois de ver Good Omens, porque eu acabei até curtindo mais Supernatural quando começou a se levar menos a sério. Good Omens tem aquele tom de comédia mesclada com críticas sociais, políticas, ambientais, tudo isso sem deixar a história pesada. Embora eu até goste da adaptação de Deuses Americanos (pelo menos do que vi na primeira temporada), Good Omens alcançou o status de perfeição para mim. 



Impossível não nos lembrarmos de Stranger Things com as crianças e suas bicicletas e, na verdade, o grupo de três meninos e uma menina - é óbvio que a história original de Good Omens, do adorado livro de Neil Gaiman e Terry Pratchett que foi lançado em 1o de maio de 1990. No entanto, como a série foi feita agora, é impossível não notar referências a séries e filmes atuais. Sim, eu sei que há referências a Monty Pyton, mas como eu não sou nem um pouco fã, essas eu deixo para os fãs. 




Ainda, para quem é fã de Supernatural - que se inspirou em várias obras de Gaiman, entre elas, obviamente Good Omens, mas também Sandman e, obviamente que sobretudo do Castiel é uma super referência a Constantine, né? - foi bem divertido ver os “mesmos” personagens tão diferentes. Dagon, Beelzebub… E versões incríveis desses personagens, tão diferentes, tão criativos... E como o céu de Good Omens lembra a versão de Supernatural e como os anjos conseguem ser uns petulantes pés-no-saco, gente, socorro! 



O gosto apurado, o amor pela gastronomia que Aziraphale tem... As músicas do Queen sempre encaixadas com perfeição, com as letras perfeitamente adequadas a cada momento. Apenas um dos inúmeros pontos altos dessa (mimi)série. Aziraphale falando “bebop” para Velvet Underground… Awesome! É claro que temos uma belíssima canção de Tori Amos. Sim, praticamente Good Omens na TV é um deleite para os fãs. 

O bromance entre Aziraphale e Crowley, o momento em que eles admitem que são sim, amigos… todas as passagens em que um ou outro admite e/ou mostra sua intervenção na história humana, mas também aqueles momentos em que Crowley diz que não tem culpa de uma coisa ou outra, que isso foi totalmente uma criação humana… 



Eu adorei a forma como resolveram as coisas no final e o Apocalipse (obviamente) foi evitado, sem resolver tudo às pressas, uma história toda fechadinha, emocionante, que faz com que a gente adore os personagens, torça por eles, até por alguns que parecem meio odiosos a princípio… aquele momento que nos remete até mesmo a American Gods e os deuses da tecnologia… A química entre os personagens principais, o momento em que Anathema diz que a maior parte dos livros sobre bruxas diz que elas faziam tudo nuas porque eram escritos por homens… 

É claro que temos vários nomes estranhos dos personagens (para quem não conhece a obra original podem soar ainda mais estranhos), e há um trocadilho aqui e outro ali nesses nomes, até mesmo a brincadeira com o som e o significado implícito do nome do menino, Adam - Adam Young soa um pouco como “A Damien”. 

E como muitos do elenco já estiveram em Doctor Who (inclusive Michael Sheen, que fez a voz de The House, o vilão do episódio escrito por Gaiman, The Doctor's Wife. Os easter eggs, são legião, eles são muitos! Livros de Terry Pratchett na loja de Aziraphale, O soldado lendo um livro do Neil Gaiman... e qual seria? :P


E, gente, se eu já tinha achado o máximo, lá em 1999 quando Deus era Alanis Morrisette, amei demais também que Deus em Good Omens (é ela quem narra a história) seja Frances McDormand! Amo essas versões “subversivas” que tratam a mitologia cristã e expõem seus pontos falhos, mas é mais legal ainda que o próprio Gaiman já vem e avisa:

“Uma das coisas que eu decidi escrever, quando literalmente estava na página um, foi que pensei: Bem, poderia ser Adão e Eva no Jardim do Éden, e eles não serão brancos. Então, nos primeiros cinco minutos, você terá de lidar com a voz de Deus e ela é uma mulher e ela é Frances McDormand, e você terá que lidar com Adão e Eva que não são brancos. Esses são seus primeiros cinco minutos. Você pode parar de ver agora. Provavelmente ficará muito mais ofendido pelas coisas posteriormente, como um Anticristo de 11 anos de idade que na verdade é uma boa criança… Mas, veja, aquilo estava lá para você: Você teve um aviso de cinco minutos  — [Good Omens] de fato começa com a palavra ‘WARNING’ (que quer dizer aviso e obviamente brinca com a palavra WAR, que quer dizer guerra. 
Todos os Easter Eggs na abertura podem ser conferidos aqui (em inglês)
E o Neil ainda fala para a galera que shipa Crowley e Aziraphale fazer slash fan-fiction! :P  E o Michael Sheen (também incrível em seu papel) se inspirou no universo da fanfic do livro para dar vida a seu adorável Aziraphale! São mesmo uns lindos! <3 


Minhas expectativas depois de ter visto o episódio piloto lá em dezembro de 2018 - desesperador, certo? Sim, legal demais a oportunidade, mas desesperador por ter de esperar tudo isso para ver a série inteira - e elas foram atingidas e ultrapassadas. Se eu gostaria de ver mais dessa galerinha linda, especialmente dos queridos Crowley e Aziraphale? Claro! Neil Gaiman disse que isso pode até acontecer, mas, convenhamos, a série teve um desfecho brilhante. Talvez um spin-off, tipo, As aventuras e desventuras de Aziraphale e Crowley, algo assim, seria incrível, mas não é totalmente imprescindível. Se Good Omens (que parece estar tendo uma ótima aceitação, especialmente por parte dos fãs do livro - e geralmente a decepção ou insatisfação tende a acontecer com frequência, Good Omens acerta praticamente em tudo o que se propõe e é um deleite para ser visto e revisto.  Como eu disse antes, American Gods é ok e tal, mas Good Omens já está num status de quase-perfeição para mim - só porque 100% de perfeição é algo que não existe. 

Nota: 5 "inefáveis" banhos em água benta ;) 

Delicie-se: Disponível desde 31/05/2019 no Amazon Prime Video. 

Trailer:
&
Behind the scenes:






Comentários