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Meu top 5 vilões dos games de todos os tempos


Quem joga sabe que, mais do que um gráfico bonito ou uma jogabilidade ok, a história dos jogos é o que realmente prende nossa atenção e nos faz repetir os mesmos jogos diversas vezes. E o que sustenta mais uma história do que um bom antagonista? Muitos dos vilões ou anti-heróis são a base de um bom jogo e uma história que nos prende e nos faz voltar constantemente a jogos de dez anos atrás.

Hoje venho trazer para vocês minha principal lista de vilões de jogos de todos os tempos. Esses vilões fizeram parte da minha infância e me fizeram amar jogos até hoje. Espero que gostem!


1.      GANONDORF (THE LEGEND OF ZELDA)

“Eu sou Ganondorf, o rei dos demônios. Não menospreze esse título.”


Ganondorf foi, com certeza, o vilão primordial da minha infância. Meu primeiro videogame foi um Nintendo 64 e, o primeiro jogo, The Legend of Zelda: Ocarina of time. Zelda sempre foi uma franquia de sucesso da Nintendo e Ocarina of time foi o divisor de águas que, além de trazer gráficos mais avançados e uma jogabilidade diferente, criou três diferentes linhas do tempo para a sequência.
Toda vez em que Hyrule corre perigo e o demônio selado, Ganon, está prestes a ascender, o herói do tempo reencarna junto da protetora de Hyrule, a deusa Hylia, na forma dos jovens Link e Zelda, para proteger a Terra e derrotar mais uma vez o demônio selado.
            Em Ocarina of time, Ganondorf, o rei dos Gerudo, se apresenta ao rei como um servo. Mas a princesa Zelda teve visões sobre esse homem misterioso que quebraria o equilíbrio como o conhecem e traria caos para Hyrule. Ela confidencia isso ao jovem Kokiri, Link, e este parte em uma jornada para encontrar as joias que abririam o Templo do Tempo e o Reino Sagrado, onde a Triforce, artefato sagrado deixado pelas deusas que criaram Hyrule (Jin, Farore e Nayru) repousa e seria usado para restaurar a balança. Porém, Ganondorf consegue acesso ao artefato quando Link abre o templo e ele se divide em três (segundo a lenda, uma pessoa de bom coração que toque a Triforce terá seu desejo atendido, mas, se tocado por uma pessoa má, ela se dividirá em três para proteger o equilíbrio), deixando a Triforce da coragem para Link, a da sabedoria para Zelda e apenas a do poder para Ganondorf.
            Ganondorf é certamente a melhor personificação de Ganon, a mais ambiciosa e a mais bem construída, tanto que foi um vilão que se repetiu muito na franquia, e até mesmo fez parte do jogo “Smash bros”. A construção de sua história, sua ambição para dominar Hyrule e a mudança de cenário quando atinge seu objetivo são perturbadoras e extremamente bem construídas, tornando esse antagonista meu top 1 em vilões de jogos.

2.      WILIAM BIRKIN – RESIDENT EVIL

“Vocês acham que eu não sabia que viriam? Este é o trabalho da minha vida! Não vou entrega-lo a ninguém!”


William Birkin nasceu em 1962, quase predestinado a se tornar um grande pesquisador e cientista. Desde cedo demonstrou ser um prodígio de grande intelecto, o que o fez ser aceito na Umbrella Corp ainda na adolescência.

Junto de Albert Wesker, William se tornou assistente do Dr. James Marcus, que havia acabado de descobrir o T-Vírus. Quando o centro de treinamento é fechado, Wesker e Birkin são transferidos com cargos de chefia e Birkin é encarregado da pesquisa do T-Vírus para a criação de B.O.W.s (armas biológicas).

Resident Evil 2 se passa no cenário onde as pesquisas de Birkin precisariam ser tiradas dele e levadas para outra sede da Umbrella. Birkin é baleado junto de sua equipe, mas o que não esperavam é que ele havia injetado o T-Vírus em seu corpo, o que causou uma terrível mutação, fazendo com que ganhasse grande força e perdesse a razão. Em meio a sua fúria irracional, Birkin derruba parte de sua pesquisa, que é consumida por ratos que se tornam zumbis. É assim que, em pouco tempo, Raccoon City é tomada por zumbis.

William foi um dos pilares da construção do jogo e do fortalecimento do T-vírus. Foi um grande pesquisador e antagonista irracional de um dos maiores jogos da série, que ganhou um Remake incrível esse ano. Por isso, esse cientista que nos levou a anos de jogos de Survival Horror é meu segundo lugar nessa lista.

Citando novamente o que eu falei sobre história: eu joguei Resident Evil 2 por mais de oito anos (levem em conta que, juntando todos os cenários, o jogo não deve ter nem 10h e eu joguei repetidamente para conseguir missão especial, tirar rank S e, como eu, várias pessoas que conheço repetiram isso todos os dias por anos esse jogo de 1h30).


3.      AATROX, A ESPADA DARKIN – LEAGUE OF LEGENDS
“Retalhe a coragem deles.”



League of Legends é um jogo muito conhecido e de muito sucesso competitivo atualmente. É um MOBA 5x5 baseado em completar a missão de destruir o Nexus inimigo em time. Mais ainda do que a jogabilidade divertida, a competitividade das filas ranqueadas e as skins e os conceitos novos, o jogo tem um universo incrivelmente bem construído, onde cada campeão interage como parte essencial de suas respectivas regiões e até mesmo com outros heróis.

É claro que eu não podia deixar de citar Aatrox, a espada Darkin, nessa lista. Ora visto como demônio, ora como Deus, muitos contam histórias sobre a espada Darkin, mas poucos conhecem a verdade. Aatrox, ora um comandante justo de Shurima que respondia aos chamados de seus superiores sem hesitar, recebeu o nome desdenhoso de Darkin, deixando de ser um ideal de justiça e lealdade para se tornar um deus demônio, conhecido apenas por sua enorme sede de sangue e guerras.

Temendo uma rebelião e a sobrevivência da humanidade, o Aspecto do Crepúsculo deu aos mortais o conhecimento para aprisionar esses seres e o recém-nascido Aspecto da Guerra. Enganado pelos mortais, Aatrox teve sua essência aprisionada à sua espada. Essa ligação prendeu sua consciência, fazendo com que não pudesse morrer e ficasse eternamente preso à escuridão. Durante séculos, Aatrox luta contra essa prisão e, quando algum mortal é tolo o bastante para empunhar sua espada, apossa-se de um novo corpo, que apenas zomba do esplendor de sua forma original.

Após séculos de luta e o entendimento de que nunca se livraria de sua prisão, Aatrox busca um novo objetivo: o apocalipse. Talvez, levando a humanidade a uma guerra em que absolutamente tudo deixe de existir, sua existência também cesse.

4.      MONIKA – DOKI DOKI LITERATURE CLUB
“Às vezes, sinto como se eu e você fôssemos as únicas pessoas de verdade aqui”.



Eu sempre vou encontrar uma brecha em qualquer lugar para falar sobre Doki Doki Literature Club, deal with it! :P

A Monika é, com certeza, um dos antagonistas mais bem trabalhados em jogos, se não o mais. É incrível como aperfeiçoaram a ideia desse jogo com tão pouco, e temos alguns spoilers aqui.

Monika, além de ser a líder do clube de literatura, é a programadora do jogo! Cada vez que você se aproxima de outra garota, Monika modifica o jogo e faz com que ela se mate ou que sua existência cesse. Todas as personagens têm problemas e distúrbios mentais muito profundos e esse é o modo de Monika afastá-lo das outras e fazer com que o jogador chegue a ela.

Conforme você se aproxima de outras garotas, o jogo recomeça cada vez mais bizarro, com bugs, erros de programação, erros de texto e distorções de tela, e Monika não desistirá até que vocês dois acabem na sala que existe além do jogo, conversando eternamente sobre diversos assuntos interessantes propostos por ela.

Monika com certeza merece estar na lista. Ela impõe sofrimento sobre todos os seus amigos e sobre o próprio universo em que ela existe apenas para alcançar seu objetivo e ser amada. Ela acaba com o equilíbrio de sua própria existência para atingir seu objetivo, que é você, o jogador.

Já falei mais sobre esse jogo aqui.

5.      WIDOWMAKER – OVERWATCH
“Um tiro, uma morte”.



Widowmaker, previamente conhecida como Amélie Lacroix, é uma assassina da Talon, organização inimiga da Overwatch.

Acredita-se que Amélie era a esposa do Gérard Lacroix, um agente da Overwatch que liderava missões contra a organização terrorista Talon. Após inúmeras tentativas sem sucesso de eliminar Gérard, a Talon decidiu atacá-lo de outra maneira. A organização sequestrou sua esposa, Amélie, sujeitando-a a uma intensa reprogramação neural. Eles destruíram sua vontade, reprogramaram seus pensamentos e eliminaram sua personalidade. Após isso, Amélie foi encontrada aparentemente bem pela Overwatch e devolvida ao seu lar.

Duas semanas depois, Amélie assassinou Gérard.

Tendo cumprido sua missão, ela retornou a Talon e foi transformada em uma arma viva. Ela recebeu um extenso treinamento em artes ocultas e sua pele adquiriu um tom azulado devido à alteração de sua fisiologia e à diminuição de seus batimentos cardíacos. Amélie não existia mais.

Agora, Widowmaker é a assassina mais letal da Talon.

Aqui termina essa lista de vilões! Se pensarmos bem, não existe realmente um vilão, como mostrado na animação “Detona Ralph” (da qual a Ana já falou aqui). Mesmo os vilões têm grandes motivações ou decepções e sofrimentos que os fazem pensar que o que buscam é o certo. 

Sem um grande vilão, não existe herói, nem história e muito menos justiça.

Qual seu vilão favorito no mundo dos games? Espero que tenham gostado dessa lista!

Leia também: Moral distorcida ou falta de moral: do que são feitos os vilões?

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