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X-Men Fênix Negra - Épico canto do cisne da franquia nos cinemas!

O canto do cisne da Fênix está chegando aos cinemas e simplesmente entrega um desfecho fantástico para quase duas décadas de X-Men no cinema, no capítulo final da saga, Fênix Negra.

Pelo que vi até agora, a crítica está meio que detonando o filme. Não me interessa, vou nadar contra a maré, sim! Eu adorei e ponto final. É minha opinião.

Fênix Negra foi um belo, ainda que imperfeito, furioso e agridoce fim para uma franquia cheia de altos e baixos, mas que fez história nos cinemas.

Não vou julgar os méritos do filme em comparação com o MCU nem com qualquer outra franquia de filmes de super-heróis, mas devo dizer que adorei o filme. 

A princípio eu tinha torcido um pouco o nariz para a escolha da atriz em X-Men: Apocalipse, porém, os problemas desse terceiro filme do soft reboot da saga eram outros, e não ela. Tendo amado X-Men Primeira Classe, eu gostaria que o último filme da saga fosse marcante, épico até. E, para mim, foi. Sophie Turner está excelente como Jean/Fênix e, pelo que andei lendo, ela estudou muito sobre doenças mentis e deu uma carga emocional bem legal a sua personagem. 

Eu amo o Wolverine, mas eles realmente precisavam mostrar que conseguem fazer uma boa história sem ele. E conseguiram. Se você ainda se pergunta se deveria ver um filme de uma saga que terá um reboot, eu tenho de lembrá-lo de que a Warner anunciou o reboot de Batman quando o último filme da maravilhosa trilogia de Nolan ainda estava nos cinemas… É bom ver um final de história, ainda mais quando a gente curte os personagens, se importa com eles, mesmo que não amemos, precisamos de uma conclusão. E a conclusão dessa saga foi linda. Emocionou. Xavier e Magneto. Mística, Fera e Magneto. Sim, eu adorei a jornada da Raven nesses quatro filmes. eu também amei ver como “Paz nunca foi uma opção”, frase do Magneto em XMFC, se torna verdadeira quando os humanos se sentem ameaçados por um mutante que seja. Vem o questionamento, ou mais a certeza: a paz é frágil. O medo é constante. Apesar do final agridoce e dos vilões meio genéricos, o grande foco está nos mutantes em si. Na união ou no afastamento deles, na fama subindo à cabeça (Xavier) e o poder subindo à cabeça (Jean).  A Fênix não é a "vilã", os vilões, na verdade, nesse filme, são mais conflitos internos do que o clássico "O inferno são os outros" de Sartre.


Os quadrinhos são outros 500: Desde XMFC, faz muito sentido pela evolução da persoangem ela ser a líder da turma.

É o primeiro filme com uma personagem feminina central mais do que poderosa na saga dos X-Men, e, infelizmente, é também o último. Mas não culpemos a franquia. O mundo ainda “teme” as mulheres como protagonistas nas telonas - é só nos lembrarmos das tentativas de boicote ao filme Capitã Marvel e os ataques dos haters. O Professor Xavier vira praticamente um coadjuvante em um filme que, de fato, explora bem a personagem de Jean Grey. Eles não se prenderam novamente no carisma de Evan Peters como Mercúrio e não repetiram o que tinha sido bem legal no primeiro filme e repetitivo depois. 

As atuações estão ótimas e há um momento específico entre a Fênix e Xavier que é tão perturbador que muitos filmes de terror deveriam aprender com aquilo. Há momentos bem intensos no filme que cumpre muito bem o papel de encerramento da saga.



Há fragilidades no roteiro? Sim, não há como negar. Jennifer Lawrence e Michael Fassbender não estão totalmente nas peles de seus personagens como em filmes anteriores, especialmente Primeira Classe? Sim. Não quero entrar no campo minado dos spoilers, mas obviamente que com tantos personagens, acabando não tendo um bom encerramento para vários deles, mas a ideia é de que a vida continua, certo? Afinal, o que é uma história senão recortes do que se passa/passou com aqueles personagens em determinados momentos no tempo? 



Nota: 4 centelhas de chamas internas atiçadas pelo vento... 



Trailer:


Veja aqui também uma ótima crítica que segue mais ou menos a mesma linha que eu - Não sou a única ;)

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