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Desencavei: Gigantes de aço - 8 anos depois, ainda vale a pena ver e rever!

Revi recentemente no canal Space, e resolvi desencavar essa crítica desse filme que funciona, diverte e emociona, ainda oito anos depois de ter ido aos cinemas!

Quando ouvi falar desse filme, Gigantes de Aço, e vi as primeiras fotos dele, o que mais me chamou a atenção foi o robozinho, Atom (que parece “vivo” e… bem, eu acabo mesmo me encantando com os personagens não humanos dos filmes, rs, e não foi diferente com esse robô fofo e com carinha de carente XD). Em segundo lugar, eu queria conferir a atuação do Dakota Goyo, o ator mirim que fez Thor quando era criança, em um dos filmes de que mais gostei em 2011.

[editado]: Em primeiro lugar, pelo que andei pesquisando na Internet, vai ter continuação, prevista para 2014. Eu já deveria ter desconfiado disso no finalzinho, pois fica meio em aberto. Meio como no final de Karatê Kid ― o original, claro ― em que já dá pra gente notar que vai ter mais história pra contar. Bem, essa crítica foi escrita na época, então, infelizmente esse filme foi fracasso nas bilheterias e só conquistou o público mesmo quando chegou em Home Video. =/ Veja o que Evangeline Lilly tem a dizer sobre isso aqui.


A história se passa em um futuro próximo, em que o boxe com seres humanos deu lugar a lutas de boxe entre robôs. Charlie Kenton (Hugh Jackman) é um ex-boxeador que vive em um caminhão e tem aquele ímã para atrair confusão… incrível. Além disso, ele parece totalmente insensível e obcecado com o lance dos robôs, chegando ao ponto de vender, literalmente, a guarda do filho para a tia dele, casada com um velho rico, para poder comprar um robô para colocá-lo para lutar.

O diretor mandou construir versões em animatronics dos robôs lutadores para que a interação com os atores não ficasse tão forçada. Foram montados 24 robôs, inclusive versões dos robôs principais Atom, Noisy Boy e Ambush. Cada robô, de acordo com a produtora responsável pelos efeitos especiais, continha mais de 350 peças móveis individuais e o peso final de cada um era de mais de 115 quilos. Cada articulação de cada membro continha cabos de controle que permitiam aos operadores controlar os robôs para tornar a captura do movimento o mais realista possível. Bem melhor do que um CGI direto, não? Atom, o robô de Max, tem tanto carisma! Às vezes ele se sobressai mais do que os atores em si, e esse é um ponto forte do filme.


As mensagens do filme em si ficam claras logo de cara: é um filme “família” (algo muito típico dos filmes da Dreamworks, mas que, ao contrário de vários filmes da produtora, em que isso fica irritante, em Gigantes de Aço, não é tão forçado assim e não parece aquela coisa cheia de lição de moral entendiante e irritante) e, sim, mostra como sentimentos se desenvolvem entre pai e filho que ficaram separados, com a convivência (mesmo que forçada, nesse caso, pois Charlie acaba passando uma temporada com o filho antes de devolvê-lo a seus “compradores”) entre pai e filho ― mas não tem aquele tipo de mensagem forçada, e isso acaba deixando o filme relativamente leve, gostoso de se ver e rever, e, como eu já disse, os robôs são um show à parte.



Algumas das fórmulas usadas no mix e que funcionaram relativamente bem na trama são a relação pupilo – mestre, ensino – superação, campeonato – rixa fora do campeonato que vemos em Karatê Kid e sem contar as brigas fora do ringue (filmes clássicos de boxe também entram nessa). Essencialmente, é um filme à la Sessão da Tarde, nada cheio de situações extremamente mirabolantes e sem grandes reviravoltas de roteiro, um filme fofo, cheio de ação, tanto na parte dos humanos quanto na dos robôs.

Melhor cena: Com certeza a homenagem, mesmo que simples a Rocky, com ele usando um moletom e o crescendo da trilha sonora de fundo enquanto ele treina, mas, como podem ver na foto acima, as referências não param por aí
O carisma do ator mirim é ótimo, e as coisas ficam ainda mais legais quando ele contracena com o robô, Atom ― adorei quando eles dizem que as pessoas aceitam bem crianças dançando em público hehehe É bem por aí, vai colocar um adulto para fazer isso... hehe :P

Falando em carisma, há alguns momentos emocionantes, e a gente consegue se envolver com os personagens ― o que pra mim é fundamental: se não consigo odiar, amar, nem sequer me importar com personagem algum de um filme, de uma série ou de um livro, algo está bem errado. Já desisti de filmes, séries e livros por causa disso, sem dó.


Uma das falas mais interessantes do filme:
“― 1.200 milhas por um beijo.
― Valeu a pena. Valeu muito a pena!” 
Podem me chamar de nostálgica, mas em uma época cheia de remakes e superproduções e certezas de blockbusters, ver um filme à la Sessão da Tarde, mesmo sendo produzido por um estúdio de renome, com atores também de renome, em pleno 2011, foi algo que me deixou bem contente. 
Que venham mais filmes assim!

Ps.: Embora o filme seja tecnicamente inspirado no conto chamado “Steel” (1956) de Richard Matheson (mestre do Stephen King, autor de Hell House e Eu sou a Lenda), pouco da fórmula original ficou na adaptação. ;-)

Trailer:

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