Homem-Aranha: Longe de Casa: O peso de um legado equilibrado com a leveza do personagem principal fazem desse filme uma sequência perfeita para Vingadores: Ultimato




O Homem de Ferro deixou um legado. Isso é fato, não há como negar. Depois de Vingadores: Ultimato, Homem-Aranha: Longe de casa tem a dura missão de entreter, com nosso super-herói amigo da vizinhança, preencher lacunas e prosseguir com a história não somente deixada pelo legado de Tony Stark, como pelo legado da própria Marvel Studios nesses vinte anos de uma série de filmes no cinema que fizeram história. 


Eu revi recentemente alguns desses filmes. Dói no coração, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para o futuro que agora já é passado, ver e rever a primeira “treta” entre o Capitão América e Tony Stark, ainda mais agora que sabemos muito bem do que ele era capaz para salvar o mundo. Dói também rever o Peter virando cinzas nos braços de Tony em Vingadores: Guerra Infinita. E aí temos esse novo filme do Homem-Aranha, que vem para trazer vários sorrisos bobos aos nossos lábios, mas que já começa tocando no ponto fraco de muitos: Tony Stark. Sim, eu já comecei o filme chorando, não nego. 

Há momentos extremamente cômicos, mas não achei as piadas exageradas, como em Thor: Ragnarok, na verdade, essa “encarnação” do Homem-Aranha é supercondizente com o personagem, não só nos quadrinhos, como no desenho que eu amo, Ultimate Spider-Man. Depois do maravilhoso (e vencedor de Oscar) Homem-Aranha no Aranhaverso, finalmente temos mais um retrato digno do Aranha nos cinemas. 

Tom Holland é tão perfeito para o papel do Homem-Aranha quanto Robert Downey Jr. nasceu para encarnar Tony Stark nos cinemas. Convenhamos, eu juro que não entendo a obsessão dos fãs de Tobey McGuire. Ele começou a trilogia com 26 anos e terminou-a com 31, e em momento algum tinha cara de adolescente. Nem vou entrar no foco das demais críticas ao ator ou à trilogia em si, mas, Tom Holland apareceu pela primeira vez no MCU em Guerra Civil, então com 20 anos, e, bem, até mesmo ainda hoje, ele continua com cara de adolescente. Ele convence os espectadores que acabam se comovendo com as responsabilidades que ele “tem que” assumir, pois… ele é apenas uma criança! 



É um filme sobre crescer. Um filme sobre escolhas, algumas difíceis, mas quem disse que crescer é fácil? É um filme sobre ser enganado e usado e iludido, e sobre reviravoltas. E não saiam da sala antes das cenas pós-créditos, elas não são “bobas” (sim, eu me lembro e ainda revi recentemente a segunda cena pós-crédito do primeiro filme solo do Aranha e passei uma raivinha, rs, mas é a vida), na verdade, a primeira delas pode ser meio que considerada o “verdadeiro” fim do filme, e a segunda é importante também. 

M.J. ganha beeeem mais espaço neste filme e sua personagem (ainda bem...) não fica limitada a "apenas" o par romântico de Peter - e o jeitinho socialmente "estranho" dela é incrível! <3)

Happy Hogan acabou ganhando um destaque bem legal e eu simplesmente amei sua inserção como uma costura perfeita em importantes momentos do filme. Mysterio é muito bem explorado, embora tenha aquele quê de “ele está explicando demais as coisas” meio que típico de vilão de quadrinhos, mas ele é bem mais do que isso e obviamente não se limita a isso, e o filme explora bem essas questões. 



Desde os momentos românticos cheios de fofura, passando pelos belíssimos cenários da Europa, com muitos desafios, muitas ameaças, momentos divertidos, tristes e hilários, as teias deste filme acertam em cheio o alvo e acabam conquistando os corações daqueles que estão preparados para assistir a esse filme como ele se propõe a ser: uma comédia, com momentos leves, emocionais, ótimas atuações e efeitos especiais deslumbrantes, dignos de Doutor Estranho. Ah, sim, ainda há uma belíssima sequência com "alguém" lá da trilogia original de Sam Raimi - e essa, sim, foi uma adição incrível ao filme! <3



Nota: 5 macacos-noturnos ;)



Trailer:


Se você já viu o filme, clique aqui para ver uma matéria sobre os Easter Eggs ;) Se não viu, cuidado, pois você sabe: a internet é sombria e cheia de spoilers :P

Ps.: Na hora dessa cena,  durante o filme, eu fiz basicamente a mesma coisa que Peter... Quase sincronizado...






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