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Crítica do filme Os dois filhos de Joseph


A história que conta a relação entre um pai e seus dois filhos, no filme Os dois filhos de Joseph, é contada de forma simples, sem grandes acontecimentos ou reviravoltas empolgantes, embora isso não seja necessariamente ruim para a narrativa. No modo como o diretor Félix Moati conduz o filme, mesmo que ele seja direto e claro no que quer contar, apresenta um pouco de falta de ousadia para deixar o ritmo um pouco mais dinâmico e despertar um pouco de empolgação no público em acompanhar a trajetória desses personagens.

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Mesmo com o ritmo quase maçante, a história de Ivan (Mathieu Capella) consegue manter a atenção do espectador. O modo como o roteiro mostra como o seu pai, Joseph, e seu irmão mais velho, Joachim, são as maiores fontes de inspiração para ele, mas que após a morte de seu tio, ele os vai conhecendo mais a fundo, e acaba criando uma divergência emocional interna em relação a seus sentimentos e pensamentos a respeito de sua família. Ivan também se mostra ser um garoto religioso. O diretor consegue ser discreto e claro ao mostrar a fé do personagem, mas quando ele decide mostrar a visão da família de Ivan sobre a sua fé, o roteiro deixa meio vago se eles são a favor ou contra ela. 

O conflito que envolve Joachim (Vincent Lacoste) também fica bem estabelecido, com ele se mostrando um homem mulherengo que fica atraído por qualquer mulher que esbarra com ele, até o roteiro mostrar um pouco do personagem que tenta esconder seus traumas, mostrando que essa sua atitude é um jeito dele de lidar com esse trauma do seu passado, mas, novamente, o roteiro deixa tudo isso muito vago, e mesmo na cena em que Joachim se abre e fala sobre isso, não é deixado totalmente clara a origem de seu impulso para com as mulheres.

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Joseph (Benoît Poelvoorde) está em um tipo de crise após a morte de seu irmão, se distanciando de sua profissão e se dedicando mais à carreira de escritor, e, ao mesmo tempo em que ele tenta se aproximar de seus filhos, suas decisões acabam preocupando Joachim e distanciando Ivan, mas quando o roteiro coloca em tela o que ele realmente sente em relação ao que se passou com ele, a direção consegue deixar tudo bem claro não só para o público que está assistindo ao filme, como também para seus filhos, de forma expositiva, sim, mas sem ser forçada.

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A fotografia é bem escura. Na maioria das cenas é usada apenas a luz ambiente do local, principalmente em cenários internos, passando para o espectador a sensação deprimente e tensa entre os três protagonistas.

Embora o filme possa ter uma boa história sobre uma relação saudável, com vários altos e baixos entre um pai e seus filhos, o roteiro raramente se aprofunda em alguns assuntos, e quando consegue, a direção quase não chega a manter a atenção do público.

NOTA: 5 conflitos entre pai e filho. (5/10)

Trailer:


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