Pular para o conteúdo principal

5 motivos para ver Yesterday, um filme fofo de Danny Boyle

O novo filme de Danny Boyle, Yesterday, é um daqueles filmes que fazem com que a gente (bem, quem pelo menos tem coração, rs, mesmo que às vezes meio gélido como o meu, rs) saia da sala de cinema com um largo sorriso no rosto. 

Danny Boyle é responsável por vários filmes que eu simplesmente amo. E tem até uma surpresinha com um ator que já esteve em um dos filmes dele, Extermínio, como um personagem, digamos, fundamental na trama, mas que não parece logo de cara. Trainspotting, Extermínio, Cova Rasa (de um humor macabro e incrível que vi e revi faz tempo, mas do qual ainda mem lembro até de algumas cenas icônicas). Ele chegou a abrir mão da direção de Alien, a Ressurreição, para dirigir a comédia romântica Por uma vida menos ordinária (uma comédia romântica que amo, por sinal, ou seja, não é a primeira vez em que Danny se envereda nos campos das comédias românticas). E Yesterday é isso (e muito mais): uma bela comédia romântica. 



Mas chega de introduções e vamos aos motivos:

1. Claro que o que expus acima já conta, se você curte o trabalho do diretor, provavelmente vai querer conferir esse trabalho dele também. Mas as coisas ficam ainda mais legais quanto ele aborda o E se...? Confesso que amo histórias alternativas. E se o Titanic não tivesse afundado, o que aconteceria, é um dos meus episódios prediletos de Supernatural. E é partindo dessa mesma premissa, que não é nova, mas que é revitalizada por Boyle no filme, e se os Beatles não existissem?, que se desenrola a trama. A partir de um evento, digamos, sobrenatural, não só os Beatles não existem nessa realidade alternativa, como não existem outras coisas icônicas da nossa cultura/de itens de consumo, que não vou citar aqui para não estragar a diversão. Então, se você, como eu, curte uma história de E se...?, esse filme é uma ótima pedida. 

2. Gostar dos Beatles. Pus em segundo lugar, mas é meio óbvia. Músicas dos Beatles serão tocadas do início ao fim, então, nem precisa ser fã, mas se você não curte o som, seus ouvidos vão doer e você não vai apreciar o conjunto da obra. Confesso que agora as músicas não saem da minha cabeça, rsrsrsrs



3. Os twists são bons. No trailer parece que ele vai ser desmascarado, mas tem uma surpresa ali. Além disso, fama, sucesso, amigos, família, tudo isso é muito bem trabalhado e questionado nas entrelinhas no filme, sem deixar pontas soltas. Sim, é um filme feliz. É um filme que você pode ver sozinho, com a família, com amigos, e pode até emendar indo a um karaokê. 

4. Tem o Ed Sheeran, do qual nem sou muito fã, mas o personagem dele se encaixa bem na trama e tem várias situações engraçcadas com ele. Hey Dude foi tenso, rsrsrsrs, mas isso acaba virando também piada no filme. E falando em piadas: não são forçadas, elas fluem, são orgânicas na trama e as horas de filme passam sem que você sinta que não acaba mais.

5. O final do filme é extremamente feliz e satisfatório para todos os envolvidos. O conjunto é tão perfeitinho que posso dizer que, assim como Um casal improvável, revitaliza o gênero de um jeito que é mais do que bem-vindo, sem clichês machistas, mas não com a abordagem mais socio-política-cultural do filme com a Charlize Theron, é diferente, e isso é bom. Porque chega de mais do mesmo, não?

Veredito final: 5 canções famosas dos Beatles cantadas levemente errado porque... a memória, né? ;)


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Midsommar - O mal não espera a noite tem um quê de dèjá vu com pontas de originalidade, mas peca por ser longo

Com influências de Corra!, da série Hannibal (principalmente perto do final do longa), com um quê de clima de Anticristo, sem deixar de lado A chave mestra, Colheita Maldita (filme inspirado na obra homônima de Stephen King), O homem de palha, e, como me disse a Ana, que é megafã de Supernatural, inclusive um episódio da série que sacrificava “estrangeiros”  em prol do “bem” da cidade de Burkitsville, no décimo-primeiro episódio da primeira temporada da série, tudo isso também é bem sentido em Midsommar – O mal não espera a noite. Com todas essas referências, senão inspirações, dá para imaginar o desconforto que o filme passa.


Com 147 minutos (171 na versão do diretor), ser longo é um problema no filme. As partes boas são realmente boas e chocantes, o culto e o que parece haver de muito sinistro por trás deles é bem estabelecido, mas os personagens, especialmente os secundários, não são muito aprofundados e, quando começam a “desaparecer”, a tendência é que o telespectador não ligue m…

O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio, uma bela repaginada em uma franquia querida

Neste ano vimos o retorno de várias franquias queridas (bem, ao menos queridas para os fãs delas, claro) muitos anos depois do último filme delas, como Rambo, Zumbilândia e Os 3 Infernais, mesmo depois daquele final épico. Então temos agora O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio. Porém, enquanto  os outros são continuações diretas, mesmo que muitos anos depois, do último filme lançado, este novo longa  de O Exterminador do Futuro é uma sequência direta de O Exterminador do Futuro 2 - O julgamento final, e veio para provar um de vários fatos que fazem dessa franquia um sucesso: a presença de Linda Hamilton. 
Repaginando a história, o filme já começa com cenas digitalmente refeitas para conectar o segundo da franquia a este. E é simplesmente incrível nessa reconstrução, pois a gente fica se perguntando se eram cenas que não foram para o filme de 1991 afinal, mas com o avanço da tecnologia (ai, ai, ai, rs), não notamos isso até que alguém nos conte a real. 

E temos um trio girl powe…

Mario Kart Tour: o que esperar do clássico para mobile?

Com certeza os amantes de Nintendo já souberam da novidade para celular! A Nintendo, diferente de outras desenvolvedoras, muito dificilmente libera um de seus jogos para outra plataforma. Mas como uma boa mãe sempre olha por seus filhos, ela nos deu esse pequeno presente que é o Mario Kart tour!
Em Mario Kart, Mario e seus amigos disputam emocionantes corridas de Kart em paisagens inspiradas em cenários clássicos da franquia. A versão original possuía apenas karts, mas agora temos também motocicletas e algumas telas necessitam de paraquedas para maior interação. Não é apenas um jogo de corrida, mas intensamente competitivo, com caixas surpresa espalhadas pela tela que te dão itens exclusivos para ganhar vantagem, derrubar os inimigos e destruir amizades. Cada circuito possui quatro telas e a pontuação é somada ao longo delas.


Essa versão desse clássico da Nintendo é um tour pelas telas mais queridas e famosas das outras versões (principalmente os clássicos, como Mario Kart 64 e o novo M…