Histórias assustadoras para contar no escuro tem tudo para ser um futuro clássico do terror juvenil

Sabe aquele filme que tem praticamente todas as tropes (ou clichês) de filmes do gênero e, não, apesar de, ou também por causa de tudo isso, acaba sendo uma bela joia lapidadinha? É esse o caso de Histórias assustadoras para contar no escuro, que tem tudo para ser um futuro clássico do terror.  


Por que Histórias assustadoras para contar no escuro pode vir a se tornar um futuro clássico do terror...?

Com uma sequência digna de ter saído dos piores (no sentido de melhor, em termos de terror) momentos de filmes/histórias fantasmas/mitologia de espíritos vingativos orientais, como no cartaz acima, mesclando esse terror oriental com a cor vermelha, com uma cinematografia alucinante, em uma espécie de sala de espelhos, essa “criatura” terrível e que parece um oni conjurado de uma imaginação perversamente (no bom sentido também) cruel, e esse quê de cena digna de ter saído de O iluminado, que nos remete a ele, mas que não o copia… com o clichê dos adolescentes “perdedores”, dos bullies, dos policiais racistas, xenofóbicos e sexistas… 

Com uma premissa clássica: uma história de assombração contada e ambientada no Halloween, com direito a casa mal-assombrada e tudo… Talvez, o ponto mais “fraco” do filme seja que tudo aquilo que é pincelado no subtexto - a mensagem anti-guerra, a eleição de Nixon, o bullying e suas sequelas, entre outros, acabam não sendo aprofundados, o que talvez vejamos em uma possível sequência. Ainda assim, embora não seja perfeito, o filme funciona muito bem naquilo a que se propõe, sem deixar de lado a tendência de filmes com uma cara/estética oitentista - ainda que Histórias assustadoras para contar no escuro se passe em 1968. 


Com uma fotografia que alterna entre a saturação à la década de 1970 e a paleta mais escura, outro algo típico de filmes de terror, como até foi comentado em um dos (vários episódios meta de Supernatural), a produção é bem feitinha, Com um quê bem infanto-juvenil, ainda que bem mais leve do que It - a coisa, por exemplo, não é tão leve quanto histórias mais estilo Goosebumps. Ou seja, praticamente ticando vários dos pontos "obrigatórios" em um filme do gênero da cartilha do terror.

Co-escrito e produzido por Guilermo Del Toro, é com esse terror saudosista que Histórias assustadoras para contar no escuro nos entrega uma ótima trama de terror que, com base em tropes comuns ao gênero, ainda que com censura baixa, ou seja, um filme de terror para adolescentes e até mesmo família, não decepciona e nos mantém entretidos do inicio ao fim. 

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Nota: 4 histórias contando sua morte da qual vocês não conseguem fugir... e meia, quando você resolve o mistério e consegue fugir vivo da Escape Room ;)


Trailer:



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