Pular para o conteúdo principal

Mostra Horror Noire no CCSP - 8 a 17 de agosto - A representação negra nos filmes de terror


Oi, pessoal, lá venho eu com mais uma dica de terror para vocês. Teremos, como já falei aqui, a mostra Queer Terror, e também a mostra Horror Noire, e não é muito legal a representatividade LGBT e Negra serem homenageadas? Eu acho incrível. E incrivelmente necessário. 

A mostra Horror Noire é uma reflexão do horror como ferramenta criativa para que o negro ocupe as telas do cinema e o que há por trás delas. De 8 a 17 de agosto, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) sediará a mostra Horror Noire, em parceria com a Darkside Books, que está lançando o livro Horror Noire, da Dra. robin R. Means Coleman. 

A mostra exibirá clássicos como A noite dos mortos-vivos e O mistério de Candyman, além de obras do Blaxpoitation, como Blacula, o vampiro negro, além dos sucessos mais recentes do gênero, como Corra! e Nós, ambos de Jordan Peele. 

Aproveitem e leiam o ótimo texto do Bruno Roque sobre Nós, que saiu recentemente em um DVD recheadinho de extras, clicando aqui. E leia aqui, no blog da DarkSide, o próprio Jordan Peele falando sobre Nós e seus próximos projetos, que incluem o remake de Candyman, cujo livro foi lançado aqui no Brasil recentemente também em uma edição lindíssima pela DarkSide Books. 



A mostra contará com o lançamento do livro Horror Noire, da Dra. Robin R. Means Coleman, publicado no Brasil pela DarkSide Books. O livro traz com uma ampla e profunda pesquisa sobre o papel e importância dos atores e cineastas negros no avanço da representatividade no terror. O documentário Horror Noire, produzido pelo streaming de terror Shudder, é inspirado na obra de Coleman e traz entrevistas com personalidades do cinema e da TV, como o diretor Jordan Peele. Para a autora, o horror abre espaço como ferramenta criativa para o negro ocupar tanto a tela quanto o que há por trás das câmeras.

No dia 10 de agosto, após a exibição do documentário, haverá um bate-papo com o crítico Heitor Augusto, a pesquisadora Kênia Freitas e a escritora Cecília Floresta, que colaborou com a edição brasileira de Horror Noire e, em seguida, haverá uma sessão do terror Nós, dirigido por Peele, com Lupita Nyong’o Winston Duke no elenco. Lançado neste ano e aclamado pela crítica, Nós revela a performance arrepiante de Nyong’o enquanto nos prende à uma trama sombria que começa durante uma viagem de verão. 

A DarkSide Books estará presente no evento com a venda de livros do catálogo, incluindo a edição brasileira de Horror Noire e Candyman com um brinde exclusivo. Os demais livros da Caveira terão preço especial com 10% de desconto e a venda acontecerá na entrada do auditório, todos os dias de evento, com pagamento em cartão ou dinheiro. 
A mostra Horror Noire acontece no Centro Cultural de São Paulo entre os dias 8 a 17 de agosto, e a entrada é gratuita – os ingressos devem ser retirados individualmente para cada filme na bilheteria do local. Confirme sua presença no evento clicando aqui.
Confira a programação abaixo, de acordo com o CCSP:
— 08/08
16h00 – O Mistério de Candyman
18h00 – Assalto à 13º DP
20h00 – A Noite dos Mortos-vivos
— 09/08
16h00 – Tales From The Hood
18h00 – Bones – O Anjo das Trevas
20h00 – Bracula, O Vampiro Negro
— 10/08
15h15 – Horror Noire: A História do Horror Negro
17h00 – Debate com Heitor Augusto, Kênia Freitas e Cecília Floresta
20h00 – Nós
— 11/08
15h00 – O Nó do Diabo
18h00 – O Mistério de Candyman
20h00 – Corra!
— 15/08
16h00 – Horror Noire: A História do Horror Negro
18h00 – Corra!
20h00 – Nós
— 16/08
15h00 – O Nó do Diabo
18h00 – Bones – O Anjo das Trevas 
20h00 – A Noite dos Mortos-vivos
— 17/08
16h00 – Assalto à 13º DP
18h00 – Bracula, O Vampiro Negro
20h00 – O Despertar dos Mortos 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Midsommar - O mal não espera a noite tem um quê de dèjá vu com pontas de originalidade, mas peca por ser longo

Com influências de Corra!, da série Hannibal (principalmente perto do final do longa), com um quê de clima de Anticristo, sem deixar de lado A chave mestra, Colheita Maldita (filme inspirado na obra homônima de Stephen King), O homem de palha, e, como me disse a Ana, que é megafã de Supernatural, inclusive um episódio da série que sacrificava “estrangeiros”  em prol do “bem” da cidade de Burkitsville, no décimo-primeiro episódio da primeira temporada da série, tudo isso também é bem sentido em Midsommar – O mal não espera a noite. Com todas essas referências, senão inspirações, dá para imaginar o desconforto que o filme passa.


Com 147 minutos (171 na versão do diretor), ser longo é um problema no filme. As partes boas são realmente boas e chocantes, o culto e o que parece haver de muito sinistro por trás deles é bem estabelecido, mas os personagens, especialmente os secundários, não são muito aprofundados e, quando começam a “desaparecer”, a tendência é que o telespectador não ligue m…

O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio, uma bela repaginada em uma franquia querida

Neste ano vimos o retorno de várias franquias queridas (bem, ao menos queridas para os fãs delas, claro) muitos anos depois do último filme delas, como Rambo, Zumbilândia e Os 3 Infernais, mesmo depois daquele final épico. Então temos agora O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio. Porém, enquanto  os outros são continuações diretas, mesmo que muitos anos depois, do último filme lançado, este novo longa  de O Exterminador do Futuro é uma sequência direta de O Exterminador do Futuro 2 - O julgamento final, e veio para provar um de vários fatos que fazem dessa franquia um sucesso: a presença de Linda Hamilton. 
Repaginando a história, o filme já começa com cenas digitalmente refeitas para conectar o segundo da franquia a este. E é simplesmente incrível nessa reconstrução, pois a gente fica se perguntando se eram cenas que não foram para o filme de 1991 afinal, mas com o avanço da tecnologia (ai, ai, ai, rs), não notamos isso até que alguém nos conte a real. 

E temos um trio girl powe…

Mario Kart Tour: o que esperar do clássico para mobile?

Com certeza os amantes de Nintendo já souberam da novidade para celular! A Nintendo, diferente de outras desenvolvedoras, muito dificilmente libera um de seus jogos para outra plataforma. Mas como uma boa mãe sempre olha por seus filhos, ela nos deu esse pequeno presente que é o Mario Kart tour!
Em Mario Kart, Mario e seus amigos disputam emocionantes corridas de Kart em paisagens inspiradas em cenários clássicos da franquia. A versão original possuía apenas karts, mas agora temos também motocicletas e algumas telas necessitam de paraquedas para maior interação. Não é apenas um jogo de corrida, mas intensamente competitivo, com caixas surpresa espalhadas pela tela que te dão itens exclusivos para ganhar vantagem, derrubar os inimigos e destruir amizades. Cada circuito possui quatro telas e a pontuação é somada ao longo delas.


Essa versão desse clássico da Nintendo é um tour pelas telas mais queridas e famosas das outras versões (principalmente os clássicos, como Mario Kart 64 e o novo M…