Pular para o conteúdo principal

Um amor impossível, um filme de Catherine Corsini


O primeiro ato de Um amor impossível, um filme de Catherine Corsini, nos mostra inicialmente uma história de amor comum, bem feita por parte da direção, e aparentemente feliz e saudável, apresentando bem os personagens e a visão de vida de cada um deles, além da diferença de classe social que, mesmo sendo totalmente distintas, nunca interferiu no relacionamento do casal, que mesmo sendo bem construída, é um pouco desinteressante, já que é mais do mesmo, mas não demora muito para a diretora estabelecer o início da principal divergência e motivo da maioria das brigas do casal, quando Philippe (Niels Schneider) nega a paternidade de sua filha com Rachel (Virginie Efira). A partir desse conflito, a diretora trabalha bem o desenvolvimento dos personagens junto com sua trajetória dentro da história, desenvolvendo e explorando várias situações e diversos acontecimentos que fazem com o casal não se separe permanentemente, mesmo depois de várias discussões verbalmente violentas.

Resultado de imagem para um amor impossível filme 2019

Em alguns momentos, o roteiro apresenta algumas situações imperdoáveis vindas de Philippe, causando grandes discussões entre o casal, e, na cena seguinte, os dois voltam a se relacionar de forma pacifica, ignorando a existência da briga na cena anterior. A escolha de narrar a história do ponto de vista da filha do casal, Chantal (interpretada por Jehnny Beth na versão adulta), deixa a história do casal bem equilibrada, não favorecendo o lado de nenhum dos dois, mesmo com Philippe não tendo um bom caráter. A cada vez em que ele reaparece na vida de Rachel, ele tem várias atitudes revoltantes e desprezíveis, e o roteiro mostra como Chantal desejava um relacionamento com o pai ausente, mesmo sabendo desde criança que ele não era uma boa pessoa para sua mãe, mas que também tinha suas qualidades, mesmo que poucas.

Resultado de imagem para um amor impossível filme 2019

Quando o roteiro entrega algumas informações mais expositivas, a diretora consegue encaixá-las de forma coerente e orgânica na narrativa. Há momentos em parece que a diretora vai usar Chantal para representar a reação do público quanto ao comportamento de Rachel e de Philippe dentro do filme, para também mostrar a sensatez da personagem em relação a esse comportamento, mas, no final, ela reage de forma totalmente diferente do esperado, o que irrita um pouco, devido à situação.

Resultado de imagem para um amor impossível filme 2019

O terceiro ato faz bem resolver todos os conflitos e desentendimentos que Chantal teve com sua mãe devido a sua visão de família, mas acaba se alongando um pouco, repetindo a reconciliação que foi bem mostrada na cena anterior, dessa vez deixando tudo mais claro em diálogos de grandes desabafos.

NOTA: 8 decepções amorosas e meia.

Trailer:








Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Midsommar - O mal não espera a noite tem um quê de dèjá vu com pontas de originalidade, mas peca por ser longo

Com influências de Corra!, da série Hannibal (principalmente perto do final do longa), com um quê de clima de Anticristo, sem deixar de lado A chave mestra, Colheita Maldita (filme inspirado na obra homônima de Stephen King), O homem de palha, e, como me disse a Ana, que é megafã de Supernatural, inclusive um episódio da série que sacrificava “estrangeiros”  em prol do “bem” da cidade de Burkitsville, no décimo-primeiro episódio da primeira temporada da série, tudo isso também é bem sentido em Midsommar – O mal não espera a noite. Com todas essas referências, senão inspirações, dá para imaginar o desconforto que o filme passa.


Com 147 minutos (171 na versão do diretor), ser longo é um problema no filme. As partes boas são realmente boas e chocantes, o culto e o que parece haver de muito sinistro por trás deles é bem estabelecido, mas os personagens, especialmente os secundários, não são muito aprofundados e, quando começam a “desaparecer”, a tendência é que o telespectador não ligue m…

La Boya, um filme de Fernando Spiner

Projeto Gemini traz a nova tecnologia 3D+, apela ao público gamer e proporciona uma intensa imersão

Dirigido pelo Hollywoodiano vencedor do Oscar®, Ang Lee, e produzido pelos renomados produtores Jerry Bruckheimer, David Ellison, Dana Goldberg e Don Granger, o novo filme de Will Smith, “Projeto Gemini” traz a inovadora tecnologia 3D+, High Frame Rate, em que o filme é gravado em 124fps (os filmes normalmente são gravados em 24 fps), o que nos dá uma visão ultra dimensionada de detalhes e uma sensação de total imersão nas cenas do filme.

No longa de ação, Will Smith vive o papel de um misto de agente/assassino, “Henry Brogan” que, ao decidir se aposentar, é surpreendido sendo perseguido por um agente mais novo de seu próprio bureau. No elenco também estão Mary Elizabeth WinsteadClive Owen e Benedict Wong.


Com a temática científica da possibilidade da clonagem humana para fins bélicos, lembra outras abordagens tais como O Soldado Universal e O Exterminador do Futuro.

Em suas cenas de ação, claramente podemos sentir referências a Missão Impossível com algumas pegadas ao bom estilo John …