Pular para o conteúdo principal

A mágica da arrumação: O minimalismo de Marie Kondo ensinando a criar um lar


Com certeza Marie Kondo não é uma mulher que precisa de introdução. A personal organizer japonesa ficou mundialmente famosa com o lançamento de seu livro best-seller, A mágica da arrumação, em 2011, permanecendo por incríveis 143 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times. Marie vendeu mais de 2 milhões de exemplares pelo mundo falando de um assunto do qual todos pensamos saber muito a respeito, mas de que, na verdade, não sabemos nada: a arrumação e organização de nossa casa.

Desde a infância, Marie afirma que procura a melhor maneira para acabar com a bagunça e acumulação que torna nossos lares um cemitério de itens que não nos dão prazer, mas dos quais não conseguimos nos desfazer por diversos motivos. Após várias abordagens, Marie encontrou um tipo de minimalismo que funciona em perfeita harmonia com seu esquema de organização, fazendo com que tudo o que temos em casa seja visto e energizado, tornando a casa mais confortável e, seguindo a premissa do método Konmari, mantendo a casa cheia de poucas coisas que realmente amamos.

Marie Kondo fala sobre a arrumação como um trabalho árduo e diferente do que vivenciamos todos os dias. Segundo ela, somos ensinados a manter a casa arrumada e organizada por pessoas que não tiverem com quem aprender o mesmo e não possuem um método muito efetivo. É possível fazer com que a bagunça não volte? Por que parece que nossa casa nunca se mantém organizada? Seguindo o método Konmari, é possível ter uma casa cheia de coisas que você ame e sem bagunça alguma, com fácil manutenção e pouco gasto! O método se baseia em tarefas simples, como: 

Faça tudo de uma vez: não adianta organizar um pouco a cada dia para não se sobrecarregar. A bagunça sempre volta e você reporá o que foi descartado com novas versões desnecessárias do mesmo. É melhor ter muito trabalho e fazer tudo de uma vez! 

Organize por categoria, não por cômodo: não percebemos que, muitas vezes, temos os hábitos de guardar as mesmas coisas em diferentes lugares da casa. Por isso, é mais fácil organizar por categoria, reunindo todos os nossos livros, ou todas as nossas roupas e os organizando de uma vez.

Guarde os objetos porque gosta deles: segure seus objetos pessoais e pense se ainda te fazem feliz ou se eles têm serventia. Se não, agradeça pelo uso e tempo desfrutado e os descarte sem peso na consciência. Isso também irá energizar suas roupas e objetos pessoais para que se tornem ainda mais agradáveis. 

Tente manter tudo à vista: assim, nenhum item será esquecido e você verá coisas agradáveis em qualquer lugar de sua casa.

Com essas e muitas outras dicas, Marie nos ensina a nos desfazer de coisas que carregam nosso lar de negatividade e criar um ambiente harmonioso.

Além de ser uma ótima leitura, é incrível como a visão minimalista de Marie Kondo sobre a arrumação pode ser usada em outros aspectos de nossa vida. Não apenas para ter controle sobre o que mantemos em casa, mas percebendo que essa harmonia também libera espaço em nossas mentes, reduzindo estresse, ansiedade e criando uma zona segura. Precisamos recuperar o entendimento de que as coisas que amamos facilitam nossa vida e, se desnecessárias ou problemáticas, não faz sentido tê-las. Com isso, podemos gastar menos tempo com obrigações e usá-lo para o que realmente nos dá prazer!





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Midsommar - O mal não espera a noite tem um quê de dèjá vu com pontas de originalidade, mas peca por ser longo

Com influências de Corra!, da série Hannibal (principalmente perto do final do longa), com um quê de clima de Anticristo, sem deixar de lado A chave mestra, Colheita Maldita (filme inspirado na obra homônima de Stephen King), O homem de palha, e, como me disse a Ana, que é megafã de Supernatural, inclusive um episódio da série que sacrificava “estrangeiros”  em prol do “bem” da cidade de Burkitsville, no décimo-primeiro episódio da primeira temporada da série, tudo isso também é bem sentido em Midsommar – O mal não espera a noite. Com todas essas referências, senão inspirações, dá para imaginar o desconforto que o filme passa.


Com 147 minutos (171 na versão do diretor), ser longo é um problema no filme. As partes boas são realmente boas e chocantes, o culto e o que parece haver de muito sinistro por trás deles é bem estabelecido, mas os personagens, especialmente os secundários, não são muito aprofundados e, quando começam a “desaparecer”, a tendência é que o telespectador não ligue m…

La Boya, um filme de Fernando Spiner

Projeto Gemini traz a nova tecnologia 3D+, apela ao público gamer e proporciona uma intensa imersão

Dirigido pelo Hollywoodiano vencedor do Oscar®, Ang Lee, e produzido pelos renomados produtores Jerry Bruckheimer, David Ellison, Dana Goldberg e Don Granger, o novo filme de Will Smith, “Projeto Gemini” traz a inovadora tecnologia 3D+, High Frame Rate, em que o filme é gravado em 124fps (os filmes normalmente são gravados em 24 fps), o que nos dá uma visão ultra dimensionada de detalhes e uma sensação de total imersão nas cenas do filme.

No longa de ação, Will Smith vive o papel de um misto de agente/assassino, “Henry Brogan” que, ao decidir se aposentar, é surpreendido sendo perseguido por um agente mais novo de seu próprio bureau. No elenco também estão Mary Elizabeth WinsteadClive Owen e Benedict Wong.


Com a temática científica da possibilidade da clonagem humana para fins bélicos, lembra outras abordagens tais como O Soldado Universal e O Exterminador do Futuro.

Em suas cenas de ação, claramente podemos sentir referências a Missão Impossível com algumas pegadas ao bom estilo John …