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Eu te amo, agora morra: o caso de Michelle Carter - Palavras podem matar?



“É possível fazer alguém cometer suicídio através de mensagens de texto?” É com essa frase que a diretora Erin Lee Carr trabalha em cima de um caso que deu muita repercussão em 2014 no estado de Massachusett, EUA, quando Michelle Carter incentivou diversas vezes o namorado, Conrad Henri Roy III, a cometer suicídio, e, em 13 de julho do mesmo ano, ele chegou a se matar devido a essa insistência.

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Na primeira parte desse documentário, a diretora mostra um pouco sobre quem foi Conrad, por meio de depoimentos de familiares próximos, e de vídeos que ele mesmo fez muito tempo antes de sua morte, onde vemos que ele passava por uma depressão por alguns contratempos que ocorreram em sua família, mas que nunca insinuavam uma vontade desesperada de atentar contra sua própria vida.

Logo em seguida, a diretora já apresenta o início do relacionamento amoroso entre Conrad e Michelle, mostrando que eles tinham mais um contato virtual do que físico, já que é falado que os dois se encontraram pessoalmente 3 vezes.

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Quando a investigação é iniciada, todas as mensagens que eles trocaram durante o tempo em que passaram juntos vêm a público, revelando esse desejo insano de Michelle de fazer Conrad cometer suicídio, mandado mensagens de sugestões para que ele fizesse isso, de diversas formas, o que ajuda o espectador a enxergá-la como uma garota perturbada que deve ser temida.

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Quando a diretora começa a mostrar um pouco da vida de Michelle, se percebesse que ela, desde antes da acusação, já era bem perturbada, além de ser manipuladora com algumas amigas, aparentemente para chamar atenção. A justificativa de Michelle de ter feito o que fez é bem controversa ao dizer que ela ajuda as pessoas e que só quer o melhor para elas, mostrando também de como os cidadãos reagiram a tudo isso, junto com o sensacionalismo que fizeram em cima do caso, o que é um pouco desnecessário, já que todas as cenas do julgamento envolvendo esses depoimentos e a apresentação das mensagens de texto como prova já fazem com que o público imagine como todos reagiam ao ouvir o nome Michelle Carter.



Em um determinado trecho sobre a situação mental de Michelle, há uma comparação com as caças às bruxas, que é bem forçada e um pouco distorcida em relação ao que de fato aconteceu nessa época.

Imagem relacionadaAs cenas dentro do julgamento são bem enquadradas, posicionando a câmera no lugar do júri, passando a sensação ao telespectador de se colocar dentre do ambiente, fazendo com que todos que assistem de fora tirem suas próprias conclusões sobre as atitudes da ré, e se ela merece mesmo ser condenada, já que tecnicamente ela nem estava presente quando Conrad tirou a própria vida.



A primeira parte do caso de Michelle Carter foi ao ar na HBO dia 3 de setembro, às 22h, a segunda parte será focada na defesa do caso e no veredito final.

Trailer:




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