Pular para o conteúdo principal

Marianne: a bruxa da Netflix que não vai te deixar dormir!




Na última sexta-feira, 13 de setembro, a Netflix aproveitou a data para mimar seus fãs de terror com a série francesa Marianne. Desde então, vi várias críticas positivas à série, desde sua história e construção até posts de pessoas que se sentiram perturbadas e com medo após assisti-la (vejo como uma crítica positiva, afinal, é uma série de terror!).



A protagonista da série, Emma (interpretada por Victorie Du Bois) é atormentada por pesadelos desde sua adolescência e apenas consegue ter paz quando começa a escrever sobre o motivo de seu tormento: um espírito com o qual sempre sonhava, uma mulher chamada Marianne. Com isso, Emma se torna uma autora best-seller de terror, rica e mundialmente famosa, mas escrever textos perturbadores sempre refletem uma mente sem paz. Por esse motivo, Emma decide finalizar seu contrato e dar um fim a sua série com Marianne, matando a personagem principal de seu livro.

As coisas se complicam ainda mais quando Emma é visitada por uma antiga amiga de sua cidade natal, Caroline. Ela alega que os livros de Emma destruíram sua vida e fizeram com que sua mãe se tornasse psicótica, fazendo algo horrível com seu pai, criando símbolos estranhos e marcas até mesmo na filha enquanto dormia. Antes de ser levada pelos seguranças, Caroline entrega uma maldição de bruxa para Emma (os famosos saquinhos de bruxa [hex bags] presentes em tantas séries, como Supernatural) e insiste para que retorne a Elden. Emma fica assustada e disposta a não dar ouvidos, até que o destino trágico de Caroline a obriga a confirmar a segurança de seus familiares e antigos amigos na cidade que ela deixou para trás.



A Netflix investiu consideravelmente no tema bruxaria nos últimos tempos e é muito interessante ver como, em cada série, as bruxas são retratadas de maneira diferente. Em “sempre bruxa”, a protagonista é uma humana com uma missão que supostamente a levará à felicidade, é humana, mas pode lançar feitiços com itens específicos. Em Sabrina, as bruxas fazem um pacto com Satã e se tornam seres sobrenaturais, humanas, mas com vidas muito mais longas do que o normal, não envelhecendo, podendo controlar o clima e, em alguns casos, a morte. Ao lado desses aspectos, Marianne é a bruxa retratada pela inquisição. Uma mulher que possuía um contrato com o demônio e se autodenominava a mensageira, sem grandes poderes em vida, mas cujo espírito corrompido pôde cumprir seu desejo de vingança contra a cidade.



A série não teve uma grande agitação no começo, mas os relatos de vários fãs perturbados (inclusive eu) mostram a boa construção do enredo, sendo não apenas um jumpscare, mas um terror muito bem construído que te deixa tenso do começo ao fim.

Recomendo bastante a série e espero que se assustem muito com Marianne!

Um highlight para a atriz que interpreta a mãe de Caroline, cujas expressões trouxeram um clima tenso e aterrorizante aos primeiros episódios da série!





Trailer:

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Midsommar - O mal não espera a noite tem um quê de dèjá vu com pontas de originalidade, mas peca por ser longo

Com influências de Corra!, da série Hannibal (principalmente perto do final do longa), com um quê de clima de Anticristo, sem deixar de lado A chave mestra, Colheita Maldita (filme inspirado na obra homônima de Stephen King), O homem de palha, e, como me disse a Ana, que é megafã de Supernatural, inclusive um episódio da série que sacrificava “estrangeiros”  em prol do “bem” da cidade de Burkitsville, no décimo-primeiro episódio da primeira temporada da série, tudo isso também é bem sentido em Midsommar – O mal não espera a noite. Com todas essas referências, senão inspirações, dá para imaginar o desconforto que o filme passa.


Com 147 minutos (171 na versão do diretor), ser longo é um problema no filme. As partes boas são realmente boas e chocantes, o culto e o que parece haver de muito sinistro por trás deles é bem estabelecido, mas os personagens, especialmente os secundários, não são muito aprofundados e, quando começam a “desaparecer”, a tendência é que o telespectador não ligue m…

La Boya, um filme de Fernando Spiner

Projeto Gemini traz a nova tecnologia 3D+, apela ao público gamer e proporciona uma intensa imersão

Dirigido pelo Hollywoodiano vencedor do Oscar®, Ang Lee, e produzido pelos renomados produtores Jerry Bruckheimer, David Ellison, Dana Goldberg e Don Granger, o novo filme de Will Smith, “Projeto Gemini” traz a inovadora tecnologia 3D+, High Frame Rate, em que o filme é gravado em 124fps (os filmes normalmente são gravados em 24 fps), o que nos dá uma visão ultra dimensionada de detalhes e uma sensação de total imersão nas cenas do filme.

No longa de ação, Will Smith vive o papel de um misto de agente/assassino, “Henry Brogan” que, ao decidir se aposentar, é surpreendido sendo perseguido por um agente mais novo de seu próprio bureau. No elenco também estão Mary Elizabeth WinsteadClive Owen e Benedict Wong.


Com a temática científica da possibilidade da clonagem humana para fins bélicos, lembra outras abordagens tais como O Soldado Universal e O Exterminador do Futuro.

Em suas cenas de ação, claramente podemos sentir referências a Missão Impossível com algumas pegadas ao bom estilo John …