Midsommar - O mal não espera a noite tem um quê de dèjá vu com pontas de originalidade, mas peca por ser longo


Com influências de Corra!, da série Hannibal (principalmente perto do final do longa), com um quê de clima de Anticristo, sem deixar de lado A chave mestra, Colheita Maldita (filme inspirado na obra homônima de Stephen King), O homem de palha, e, como me disse a Ana, que é megafã de Supernatural, inclusive um episódio da série que sacrificava “estrangeiros”  em prol do “bem” da cidade de Burkitsville, no décimo-primeiro episódio da primeira temporada da série, tudo isso também é bem sentido em Midsommar – O mal não espera a noite. Com todas essas referências, senão inspirações, dá para imaginar o desconforto que o filme passa.



Com 147 minutos (171 na versão do diretor), ser longo é um problema no filme. As partes boas são realmente boas e chocantes, o culto e o que parece haver de muito sinistro por trás deles é bem estabelecido, mas os personagens, especialmente os secundários, não são muito aprofundados e, quando começam a “desaparecer”, a tendência é que o telespectador não ligue muito para eles.



Como praticamente todo culto retratado no cinema e/ou na TV, Midsommar não foge de alguns clichês, o que se torna problemático apenas quando não acontece muita coisa em cena, tempo este que poderia ter sido usado para aprofundar-se nos personagens.

Não creio que o nome Christian (que quer dizer cristão em português) tenha sido escolhido à toa para o par romântico de Dani (Florence Pugh, que está ótima em mais um papel). E acabei me lembrando agora também de vários elementos cultistas na série O mundo sombrio de Sabrina



Com uma beleza cinematográfica visualmente incrível, pela escolha de cores, por escolher filmar durante o dia, o que tem a ver com o Midsommar (o Solstício de Verão), ainda assim, este não seria um filme que eu veria  de novo. A Ana vai citar/falar sobre mais algumas coisas no artigo que ela fará sobre o que há de real por trás do longa (trocadilho proposital).

Talvez valha pela curiosidade, ou se você é fã do diretor, mas, apesar de eu ter citado Anticristo como possível influência/referência, nem de longe Midsommar tem o impacto do filme de Lars Von Trier, esrte sim, que pode deixar os telespectadores traumatizados/marcados para todo o sempre.


Nota: coroas de flores de verão e meio cadáver profanado (2,5/5)



Veja aqui apenas alguns casos de crimes reais cometidos por seitas ocultistas. 


Trailer:
  



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