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A Luz no fim do mundo, um filme pós-apocalíptico em um mundo quase sem mulheres



O filme A Luz no Fim do mundo, cujo título original  é " Light of my Life",  estrelado  e dirigido por Casey Affleck, em sua primeira vez como diretor, interpreta um pai  viúvo que busca amenizar a situação para com sua  filha Rag (Anna Pniowsky), contando histórias para sua filha dormir e, como todo pai, apresenta uma enorme dificuldade na criação da história, o que traz uma lentidão ao primeiro ato.
Durante a viagem pela floresta, pai e filha vão se deparando com dificuldades e eventuais intromissões de pessoas que dão a entender que querem raptar  a menina. Com os desenvolver da trama, em dado momento descobrimos um holocausto feminino causado por um vírus que aniquila a população de mulheres, e Rag acaba sendo uma das únicas a sobreviver. Por isso, a menina tem os cabelos cortados e é apresentada pelo pai a todos como se fosse um menino.

Nessa parte, lembra um pouco passagens de Bird Box, com temática que nos remete ao foco principal do holocausto, criança, pai, mãe, preocupação em amenizar a situação e treinar para eventualidades...

Affleck não tem interesse em explicar as origens ou circunstâncias da crise, e o longa começa com a menina  já  aos nove anos, depois da catástrofe. Não há explicações científicas para tal catástrofe nem menção a sua origem, o que acaba ficando a cargo da imaginação do espectador. Não há muitas surpresas durante a trama, apenas análises e flashbacks da vida quando a esposa do protagonista ainda era viva.


O que o filme faz bem é nos instigar a analisar o que seria do mundo sem mulheres....no filme a ideia é demonstrada por homens que se tornaram ferozes predadores em busca da caça (mulheres remanescentes),religiosos, solitários, e cada um a sua maneira perdido, sem lastro. Não diria que chega a enaltecer o feminismo, mas dá uma boa chamada ao pensamento.
O foco nos dois atores principais, pai e filha, com extensos diálogos - o que traz certa morosidade ao filme, porém muito bem interpretados - mostra a audácia de Affleck em se arriscar num drama nostálgico e aflitivo em sua primeira direção no cinema.

Nota 3 caixas de fósforos, devido aos extensos diálogos que deixa o filme lento.




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