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O Pintassilgo: um filme sobre a vida, relações humanas e a arte



O Pintassilgo (Goldfinch), inspirado no livro homônimo e ganhador do Putitzer em 2014, de Donna Tarett, aborda com muitos detalhes uma trama em que se traça um paralelo entre o personagem principal e o objeto de alto valor que dá o nome ao longa.


Certamente o diretor evidencia a importância do protagonista e do referido objeto, até a resolução de uma situação que se desenrola, para se chegar ao final da história.
O começo do filme pode até nos enganar, graças ao ritmo lento em seus primeiros 30 minutos, porém, a sucessão das cenas que vêm em seguida, nas quais são expostas bem detalhadamente essa trama, nos mostra algo dinâmico que chega a 2h29m.


O diretor, John Crowley, escolheu atores que têm em sua aparência elementos que nos mostram uma construção de personalidade. O longa acaba se aproveitando disso, de forma a mostrar um falso caminho, o que nós, espectadores geralmente fazemos, imaginando a trilha a ser seguida, ao apreciarmos uma película, pois observamos tudo o que acontece pelo olhar dos atores, e já supomos as cenas, os passos seguintes por esse caminho que nós imaginamos.

 

Em O Pintassilgo, na verdade, segue-se outro. Não é previsível, já que ele tem camadas que não podem ser ignoradas ao vermos o filme. É preciso que haja uma observação peculiar para enxergar ali o que está "oculto", o porque de se contar com tantos detalhes uma trama, a ponto de deixar filme longo, todavia, não menos interessante.

Filmes que têm em seu roteiro obras de arte são sempre bem-vindos, pois é um incentivo para se ir a uma exposição, com uma visão mais ampla, além de despertar e despertar em nós um gosto contemplativo por toda criação que existe há séculos.

Nota:3.8 "carreirinhas"

Trailer:

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