Review: Supernatural 15X01 - De volta e em direção ao futuro (E o mal não espera a noite)

 Supernatural está de volta, ou, "de volta em em direção ao futuro". (No Brasil, a série estreia dia 22 de outubro no Warner Channel). Lá no final da décima-quarta temporada, tivemos a não tão inesperada revelação de que Deus estava manipulando os irmãos Winchester o tempo todo, e, se o título já entregava umas pistas a quem manja de mitologia cristã ou é curioso e vai ver lá no Google, Moriá (Moriah) é, na Bíblia, um lugar, é a montanha onde Abraão ofereceu seu filho Isaque como um sacrifício a Deus (Gênesis 22:2), aquele final fantaszumbiapocalíptico ao som da belíssima God was never on your side, do Motörhead, foi tão incrível, pelo menos para mim, já que me deixou com ressaca de séries por um tempinho. Depois do final meio morno de Game of Thrones, esse final de temporada, sabendo que a próxima seria a última... me deixou quase sem palavras. E essa revisitação dos 14 anos de história que acompanhamos, como é dolorosa...





E foram 15 anos de uma jornada que teve seus momentos cômicos, claro, mas que trouxe muito sofrimento para a família Winchester, seus amigos, entes queridos e membros da família estendida, digamos assim, dos Winchester. Sem Deus ao seu lado e sentindo-se como ratos em um labirinto, Sam and Dean tentam lidar com a situação atual como podem, e com a ajuda que têm, meio que como sempre fizeram.



Em uma continuação direta dessa Season Finale da 14a temporada, temos na Season Première da 15a,  em meio a piadas com as quais já estamos acostumados em SPN (como Cas dizendo que ele não morreria de fome se ficasse preso em uma catacumba), assim como temos uma sequência de terror durante o dia que assusta e dá mais agonia, obviamente para mim, do que Midsommar - O mal não espera a noite. 


O horror de Sam por palhaços, dessa vez, não virou motivo para piadas.É óbvio que, por conveniência de roteiro, Sam entra na casa em que está o palhaço assassino, inspirado em um palhaço serial killer da vida real, John Wayne Gacy, e a Darkside Books lançou até recentemente um livro sobre ele. Porém, apesar de ser conveniente, não há nada engraçado nas interações entre Sammy e o palhaço assassino, e, na verdade, é bem desesperador. Toda a sequência deles tentando se livrar e salvar as pessoas dos fantasmas que voltaram gera uma agonia, pois eles não ganham facilmente, e, mesmo quando a vitória vem, ela é agridoce. Como creio que será toda essa temporada...



E no final, a cena dos irmãos fechando o capô do carro hoje e corta e volta para o passado: ao final do primeiríssimo episódio da primeira temporada, quando tudo começou, terminando com eles dizendo: "Temos trabalho a fazer." Awesome, como diria Dean!

Incorporado em Jack temos ninguém mais ninguém menos do que Belfegor, um dos 7 Príncipes do Inferno,  que se diz ser um demoniozinho qualquer, algo que ele obviamente não é. Cas? Você está assim tão abalado com a morte de Jack que não se tocou disso, é? E não é por acaso nem do nada que ele tem "saídas", digamos assim, para as mazelas que atormentam os Winchester e sua família estendida no momento. Antes de ser demonizado, era uma divindade moabita, Baal-Peor, cultuado no monte Fegor, cujo nome quer dizer "Senhor do Fogo". 

Demônio da Preguiça, das descobertas, do apodrecimento e do ciclo )muito bem escolhido para ajudar a família Winchester neste momento. Era cultuado na antiga Palestina na forma de uma figura alta e barbuda de boca aberta, e no lugar da língua, tinha um gigantesco falo - daí seus comentários para Dean, de que ele é lindo... a cara do Dean, não tem preço! ... e de como as pessoas têm boas aparências hoje em dia.



Com uma excelente aceitação de crítica e público (88/83) no Rotten Tomatoes depois de 14 anos, a jornada de Supernatural, que se iniciou lá em 2005, chegará ao fim. Essa season première ainda contou tanto com uma boa trilha sonora quanto com um bom scoretrack, com sons no maior estilo John Carpenter.

Nota: 4,5 kg de sal grosso

Não é um episódio perfeito, mas depois daquela Season Finale, seria difícil que fosse. Já ansiosa pela segundo episódio, com o "curioso" título "Raising Hell" (que eu traduziria como "Tacando o Puteiro").

"Isso não é apenas uma história. São as nossas vidas." - Dean Winchester













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