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O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio, uma bela repaginada em uma franquia querida


Neste ano vimos o retorno de várias franquias queridas (bem, ao menos queridas para os fãs delas, claro) muitos anos depois do último filme delas, como Rambo, Zumbilândia e Os 3 Infernais, mesmo depois daquele final épico. Então temos agora O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio. Porém, enquanto  os outros são continuações diretas, mesmo que muitos anos depois, do último filme lançado, este novo longa  de O Exterminador do Futuro é uma sequência direta de O Exterminador do Futuro 2 - O julgamento final, e veio para provar um de vários fatos que fazem dessa franquia um sucesso: a presença de Linda Hamilton. 

Repaginando a história, o filme já começa com cenas digitalmente refeitas para conectar o segundo da franquia a este. E é simplesmente incrível nessa reconstrução, pois a gente fica se perguntando se eram cenas que não foram para o filme de 1991 afinal, mas com o avanço da tecnologia (ai, ai, ai, rs), não notamos isso até que alguém nos conte a real. 


E temos um trio girl power excelente, e essa inserção da figura feminina sem ser apenas a progenitora do salvador do mundo cai como uma luva no filme, sendo atual e quebrando o elo de conceitos machistas característicos de filmes e séries dos anos de 1980 e 1990, sem deixar a história artificial, e Arnold envelhecido (não digitalmente, rs) reprisando seu papel, mas com uma quase evolução, como ele mesmo admite, em seu jeito de ser máquina, arrasa na reprise e emociona bastante. 


Reconstruindo a linha do tempo, este que é o sexto filme da franquia, acaba sendo "oficialmente" o terceiro, encerrando bem a trilogia, ao mesmo tempo em que deixa ganchos, e muitos, para uma continuação. Neste que se passa mais de 20 anos depois que Sarah Connor mudou o futuro, temos um belo e promissor novo caminho para estes amados filmes e personagens. Temos uma nova trilha a ser seguida, novos personagens, personagens antigos que evoluíram, e um roteiro relativamente simples, o que não é algo negativo, mas o ponto forte mesmo se dá no desenvolvimento dos personagens, que de forma alguma parecem genéricos (no caso de personagens novos) ou parados no tempo (no caso de personagens antigos e queridos da franquia). Obviamente não é melhor do que O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final, uma tarefa quase tão impossível nesta franquia do que superar Rejeitados pelo Diabo na franquia de Rob Zombie. 

O Exterminador Rev-9 me lembrou bastante um daqueles vírus de computador quase impossíveis de se apagar do PC, e o ator deu uma carga dramática a ele, com uma ótima atuação, mas obviamente sem a empatia e o carinho que acabamos nutrindo pelo Exterminador de Arnold.


As cenas de ação são cheias de adrenalina e os diálogos são questionadores, engraçados, enfim, bem realistas. E ao confundir Grace, uma humana "melhorada", com uma máquina, temos aí também uma crítica bem interessante. Em vez de dizer que "isso é muito Black Mirror", Black Mirror é muito isso. Então, seja você fã dos dois (clássicos) originais, ou da geração que curte Black Mirror, eu sugiro ver ou rever os dois primeiros filmes e se lançar na aventura de ver esta sequência  no cinema, de preferência em IMAX. 

Nota: 4 implacáveis exterminadores do futuro Rev-9

Trailer:




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