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Star Wars: A Ascensão Skywalker - O fim de uma saga. O fim de uma era.



Havia eras em que eu não fazia a mínima questão de ir a uma pré-estreia. É, nem mesmo Vingadores: Ultimato, que amei, me levou a comprar o ingresso antecipadamente para a pré. Comprei o ingresso de Star Wars: A Ascensão Skywalker com um pouco de medo, confesso. É o fim da saga, e eu simplesmente não gostava nem um pouco do personagem de Kylo Ren. Porém, já devo dizer: até na evolução do personagem dele eles acertaram.



Estou escrevendo essa crítica passada a emoção inicial, sim, eu fiquei com a voz embargada no dia... e, ainda assim, para mim o filme não só atendeu às minhas expectativas como as superou. Atuações excelentes, tanto dos personagens principais quanto secundários, coreografias de lutas incríveis, especialmente da Rey. O surgimento de personagens queridos, vivos ou não, surpresas bem-vindas e bem encaixadas na trama. 



O final me remeteu lá ao primeiro filme de uma saga que, ao menos na época, nem tinha sido planejada para virar saga, e, por isso mesmo, tinha aquela sensação de término, e feliz. Na medida do possível, Star Wars: A ascensão Skywalker terminou com aquele mesmo tom de "felicidade". É um filme que carregava em si uma responsabilidade muito grande, afinal, são mais de 40 anos dessa saga amada por muitos. 

A nostalgia imperou e, sim, temos muitos elementos que podem ser considerados repetidos e/ou formulaicos, mas, ao contrário de O despertar da força, que mais parecia um remake do episódio IV com personagens novos, temos uma evolução dos personagens, temos um poderio visual incrível digno da saga. Sim, é formulaico, e isso não é necessariamente algo ruim. Desde o início, Star Wars segue o passo a passo da jornada do herói de Campbell, além de, claro, começando com Vader, usar o herói trágico, e não apenas vilões, no decorrer da saga. Já falei do que são feitos os vilões e anti-heróis e heróis trágicos aqui.



A Rey foi a personagem que define nossa atualidade: finalmente (alguns d)aqueles que fazem cinema tomaram vergonha na cara e puseram uma mulher incrível em primeiro plano. Não, espera, na verdade, Star Wars já fez isso faz tempo, com a Leia. A princesa que salva a si mesma, que toma as melhores decisões, que não abaixa a cabeça para ninguém. Na verdade, a Rey acaba apenas pegando o sabre e fazendo honra a ele. 

Um dos momentos mais lindos do filme me remeteu a episódios de Doctor Who - A Besta de Baixo, Vincent e o Doutor e a um episódio lindo da série clássica de Star Trek - The Devil in the Dark. Momento emocionante, belo, fascinante, lindo. 



A produção é um deleite visual, humanos, alienígenas, robôs, todos têm seu tempinho em tela e muito bem usados. Adultos cínicos demais talvez achem mil defeitos no filme. Aqueles que se deixarem levar pela nostalgia, pela emoção, pelo encanto que o filme traz consigo (repetindo, carregando este imenso fardo de ser o último da saga), têm tudo não só para não se decepcionarem, mas também para amarem. 


Nota: 5 "gemidos"  do Chewbacca


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