#momentotelecine: Boa noite, mamãe é o terror psicológico à moda antiga que faltava em nossas listas!






Esse filme, Boa noite, mamãe", está na minha lista de “must watch” há um bom tempo, mas acabou se perdendo em meio a tantos outros e, por sorte, o reencontrei na lista de terror do Telecine Play! Imaginem minha felicidade em finalmente poder escrever uma resenha positiva sobre um filme de terror que não seja remake!

Pelo trailer, não é difícil notar que o filme é assustador mesmo sem jumpscares. O longa possui uma atmosfera sombria, que te deixa tenso durante todo o tempo, tentando descobrir o que realmente está acontecendo.



Lukas e Elias podem finalmente se reunir à sua mãe após ela ficar fora por algum período devido a uma cirurgia. Ela tem o rosto todo enfaixado, como uma múmia, toma remédios, não sai de casa e não gosta de expor à luz do sol. Além disso, a nova regra é que os filhos não façam barulho, pois ela precisa descansar. É estranho o modo como a mãe trata os filhos, principalmente Lukas, por quem ela desenvolveu uma forte antipatia, agindo como se o garoto não existisse e fazendo com que ambos fiquem muito perturbados por esse comportamento, o qual, aliado a diferenças cosméticas, faz com que os gêmeos se convençam de que aquela não é sua mãe, e sim uma impostora, mas como provar isso quando apenas os três vivem naquela casa isolada da civilização e nenhum adulto está por perto ou acredita neles?



O filme é focado apenas nos três personagens (com outras aparições esporádicas) e é incrível como cada um desenvolve bem seu papel em nos enganar sobre o que realmente está acontecendo. Ficamos tanto tempo junto com as crianças e sua busca por descobrir o que realmente aconteceu com sua mãe e o porquê de ela agir de maneira tão estranha, que nos desviamos da real trama do filme que, para muitos, é perceptível desde o começo, mas vai surpreender alguns conforme o isolamento deixa os personagens mais instáveis e perturbados.

Ao assistir a este filme, devemos considerar o real tema dele: miscommunication, ou, em português, a falha na comunicação. Muitos dos conflitos existentes na trama poderiam ter sido evitados se a família se comunicasse melhor como um todo, mas ninguém realmente sabe o que está acontecendo no mundo pessoal de cada membro. Tudo de que temos conhecimento é que houve um grande acidente e que os pais se divorciaram, mas não recebemos mais detalhes, nem sobre o passado dos personagens, nem sobre a cirurgia da mãe, nem sobre o pai, que parece fugir à sua responsabilidade como genitor ao se ausentar de sua responsabilidade como marido.



O filme possui cenas bem emocionantes e, em dado momento, fica difícil distinguir o que realmente está acontecendo do que é imaginado. Esse filme me lembrou muito um dos melhores roteiros do gênero que já assisti, O amigo oculto. É incrível o que podemos usar de nossas vidas cotidianas para adaptar um filme de terror sem nem ao menos imaginar!

Esse filme recebe três bandagens cirúrgicas (3 de 5) pelo roteiro fantástico, mas ainda acredito que um comportamento mais engajado teria tornado o filme ainda mais perturbador por parte dos atores!



E você, o que acha aterrorizante quando há ausência do sobrenatural?


Trailer:


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