#rastreandodistopias: Distopia: Origens e Evolução





Se a literatura apropriou-se de um termo político, i.e., distopia, para designar um gênero literário, devemos nos lembrar de que a Utopia surgiu na literatura, termo cunhado por Sir Thomas More para seu livro, de 1516, intitulado “Utopia”, em que ele descreve uma ilha fictícia no Oceano Atlântico, termo que foi depois usado para designar comunidades que tentam criar uma sociedade ideal, perfeita (e, por isso, acontece de quem vive em uma distopia não saber disso, se tudo para tal indivíduo “parece” perfeito) e também na literatura, claro, em livros utópicos escritos após o de More (e antes também, como “A República”, de Platão). Só que More também era político, mas estou me adiantando…

Sendo assim, muito antes do uso político, na verdade, alegado, de que o termo distopia foi usado pela primeira vez em 1868 por Greg Ebber e John Stuart Mill em um discurso no Parlamento Britânico, também não se poderia dizer que, na verdade, nem um lado nem o outro se apropriou de nada e sim que isso é uma “conversa” entre as ciências? As ciências políticas, as ciências literárias, afinal, a vida está em constante evolução e, por que isso não haveria de acontecer com a literatura? Como ocorre com a evolução sociocultural, tecnológica, entre outras; é uma constante, e o próprio termo “distopia” cada vez abrange mais características diferentes, de acordo com a época em que tais obras distópicas são criadas.