#momentotelecine: As vantagens de ser invísivel - e o amadurecimento árduo da adolescência

 

As vantagens de ser invisível é aquele tipo de filme adolescente que você termina de ver e sente que pode conquistar o mundo. Pelo menos é assim que eu me senti quando vi pela primeira vez aos 14 anos, lá em 2012. Assim que os créditos finais subiram intitulei o longa como um dos meus favoritos e carrego isso comigo até hoje.  

Talvez seja pelos personagens reais com os quais eu consegui me identificar de verdade, ou pela trama emocionante, não sei, mas sempre que assisto a esse filme, termino com lágrimas nos olhos e um quentinho no coração.  


Enfim, vamos à sinopse: 

“O ingênuo Charlie tem 15 anos e se sente excluído no novo colégio. Ele terá que lidar com as usuais dores da adolescência, como o primeiro amor, e outras não tão usuais, como o suicídio de seu melhor amigo. Charlie conhece os formandos Sam e Patrick, que o apresentam a um novo mundo.”

  

Verdade seja dita, a trama não parece nada demais. O adolescente excluído que encontra amigos que finalmente o aceitam é mais batido que patricinhas que são maldosas, mas o amadurecimento dos personagens e a forma como cada um deles é desenvolvida é tão real que você sente como se os conhecesse mesmo.  



Além disso, olha esse elenco! Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller, preciso dizer mais alguma coisa? E pode ficar tranquilo, os atores se entregaram tanto aos personagens, que eu consegui me desvincular facilmente da imagem do Percy Jackson e da Hermione que marcaram a carreira dos dois.

  

Voltando a história dos personagens, Charlie (Logan Lerman) é um menino, como antes mencionado, ingênuo, que depois de eventos bem traumáticos, só quer se encaixar, encontrar amigos e curtir um pouco, é o tipo de pessoa que você vai querer guardar em um potinho e proteger. Sam (Emma Watson) é, para dizer o mínimo, cativante. Charlie se apaixona por ela na primeira vez em que se encontram, fica nítido no olhar dele. Ela aparenta ser toda dona de si, mas no fundo tem sim uma insegurança que a faz escolher pessoas erradas com quem se relacionar, e o Patrick (Ezra Miller) é o alívio cômico mais maravilhoso de todos, o tipo de amigo que sempre vai estar ao seu lado. E esse é só o trio principal, mas a verdade é que todos os personagens conseguem mostrar personalidades diferentes, e cada um te cativa de uma forma. Até aqueles que têm apenas alguns minutos na tela.  



O filme aborda questões como depressão, ansiedade, suicídio, abuso, entre outros, então também fica meu alerta de gatilho. Mas eles conseguiram retratar todos esses assuntos com muita delicadeza, tomando cuidado para que quando esses temas fossem abordados, não ficasse algo romantizado ou banal.

 

E fica minha menção honrosa à trilha sonora! As músicas são simplesmente perfeitas! A cena do túnel ao som de Heroes, de David Bowie, é mágica, e nunca mais consegui desvincular um do outro.  

 

O filme é uma adaptação do livro do mesmo nome, e ter o autor (Stephen Chbosky) como diretor foi a base para o sucesso. Porque quem conhece mais a obra do que o próprio autor, não é mesmo?! E se vale a indicação, o livro é igualmente maravilhoso.  

 

Nota 5 de 5, é claro! 


Disponível no TelecinePlay, Netflix e Prime Video

 



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