Monster Hunter - cadê os gamers de plantão?

 

Para quem estava sentindo falta da Milla Jovovich, de Residente Evil, Monster Hunter veio como um presente! Recheado de ação, criaturas gigantescas e bons atores. Mas vamos por partes:

Sinopse: Paralelo ao nosso mundo, existe outro: um mundo de poderosos e perigosos monstros que controlam seus territórios com ferocidade mortal. Quando a Tenente Artemis (Milla Jovovich) e seu esquadrão de elite são transportados através de um portal que liga os dois mundos, eles vão ser confrontados com a experiência mais chocante de suas vidas. Em sua desesperada tentativa de voltar para casa, a corajosa tenente encontra um caçador misterioso (Tony Jaa), cujas habilidades únicas permitiram com que ele sobrevivesse nessa terra hostil. Enfrentando incansáveis e aterrorizantes ataques dos monstros, os dois guerreiros se unem para lutar contra eles e encontrar um meio de voltarem para casa. Baseado no fenômeno global dos videogames, MONSTER HUNTER. 

Desde o início do filme somos bombardeados com cenas de ação intensas, com bastantes efeitos especiais, cenas de luta, perseguição, criaturas do mal ou habitantes hostis do novo mundo. E acredite quando eu digo que a Tenente Artemis não tem um minuto de sossego, até quando as coisas parecem um pouco mais calmas, não estão. São cenas de prender a respiração e se encolher na cadeira, mas da metade do filme para o final, ficou um pouco cansativo e saturado. Você sente como se estivesse assistindo alguém a jogar um video game, o ritmo de sempre um novo desafio pela frente acompanha o filme todo, algo que traz realmente o sentimento de jogo, mas acho que os roteiristas pesaram a mão.

A atuação foi algo que eu nem consegui pensar em reclamar, Milla Jovovich está mais do que de parabéns, as cenas de luta foram feitas incrivelmente, cheias de tensão, e as vezes com um toque de alívio cômico vindo de Hunter, o caçador da terra estranha que ela conhece. Ele foi um personagem que me intrigou boa parte do longa, sempre misterioso e com um comportamento um tanto duvidoso, sempre colocando o espectador em dúvida se ele trairia ou não Artemis. Fiquei mais na dúvida do que Bentinho em relação a Capitu. 

E temos a ilustre presença de Nanda Costa, atriz brasileiríssima, que interpretou um dos nativos do mundo paralelo, assim que eu a vi fiquei super feliz, é muito bom ver atores brasileiros ganhando espaço no cinema internacional, o orgulho da até um quentinho no coração.

A montagem do filme é outra coisa que merece destaque, as cores terrosas, mas ao mesmo tempo bem presentes, a sequencia de cenas e os efeitos, são algo que te levam para dentro da tela e então você está em perigo junto com personagens. A equipe de edição foi realmente incrível também.

Agora as coisas que não me agradaram muito, como eu já disse o excesso de cenas de ação deixou o filme cansativo, na minha opinião, assim como você pode achar genial, mas me pareceu um artifício para encher linguiça. Como se faltasse história para contar, então colocaram mais cenas, ou foi usado mais tempo do que o necessário. Porém, mais para o final do filme, os coisas aconteceram de uma vez, atropelando informações e jogando tudo de uma vez para o público. Os dez últimos minutos foram uma loucura, com tudo acontecendo ao mesmo tempo e eu nem sabia para onde olhar. E tem também o final super em aberto que deixa uma margem gigantesca para sequencias futuras. Não que fosse necessário...

Talvez eu tenha pensado nisso por não ter jogado Monster Hunter, ou por não estar acostumada com esse estilo de filme baseado em jogos. Mas se você curte, fica ai a indicação!

Monster Hunter estreou dia 25 de fevereiro, e está em cartaz nos cinemas.





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