#onAmazonPrimeVideo - 5 coisas que eu aprendi (ou relembrei) com #LittleFiresEverywhere

 


Eu vou direto à lista, mas antes, uma consideração: Curti o desenvolvimento da trama, das personagens, a abordagem socioeconômica e tudo o mais, mas achei que o final deixou a desejar. Tudo bem um final em aberto, mas é que... ficou em aberto demais. Faltou um senso de conclusão que talvez tenha no livro, pelo que andei lendo na internet, o que não é lá muito legal, pois, ao meu ver, uma adaptação deveria ter sua história encerrada em si, e não necessariamente ter que nos levar a outra mídia e faltou um senso de conclusão no final. Com isso dito, vamos à lista:

1) O biscoito "chinês" da sorte não tem origem chinesa, mas sim, japonesa. É, por mais que eu saiba bastante coisa sobre o Japão e algumas coisas da Ásia de modo geral, essa me pegou de surpresa. Seu nome é tsujiura senbei, em japonês, e a sobremesa é até pouco conhecida na China. Leia mais sobre o assunto aqui, caso queira se aprofundar na origem dessa delícia (que acabei de comer, por sinal, e que me inspirou a fazer esse post).

 

2) Essa eu não exatamente "aprendi", eu relembrei. Eu fazia montagens, colagens, fotografia, arte mista, cheguei até fazer curso quando estava no antigo colegial desse tipo de aula e curso de fotografia... e fiquei parada por um (longo) tempo. Little Fires Everywhere me levou a renovar o valor por esse tipo de arte e a voltar a fazê-la :)


3) Também para relembrar: O privilégio estará sempre lá. O preconceito, mesmo que subliminar, também. Ok, disso eu também já sabia, mas valeu reforçar. Não é que sua vida é boa por você ser branco(a), sem deficiências, privilégio não se trata disso. Por exemplo, se você acha que sofre sexismo e machismo por ser uma mulher branca (o que de fato deve ser muito verdade), imagine o quão pior é a situação para uma mulher negra e deficiente, só para citar um exemplo. Mas nada, veja bem, nada justifica um ódio inato de minorias por alguém que tenha sim privilégios e não tenha feito também nada contra a pessoa. Nada justifica esse ódio.


4) Relações entre pais e filhos é difícil. Porque relações são difíceis em si, mas não adianta, cada um tem sua história e literalmente se colocar no lugar do outro é impossível, então devemos ter um pouco de empatia - o que falta em muitos dos personagens da série, tanto pais quanto filhos, além do senso de vida real em busca de um sonho que, se realizado, acabará, como uma bola de neve, levando a outro e outro sonho, como um círculo vicioso. 

Eis aqui um artigo, em inglês, sobre Privilégio branco e maternidade.


5) A Amazon tem muitas séries "depressivas", sejam as originais ou as compradas por eles, como Little Fires Everywhere, Hunters e Sons of Anarchy. Isso não quer dizer que elas não sejam importantes nem que não devam ser vistas e debatidas e assimiladas e absorvidas, mas agora eu volto para o meu momento Disney+ com Falcão e o Soldado Invernal (tudo bem, não é o suprassumo da felicidade, mas é um alívio diante de tantos dramas históricos e existenciais presentes nas séries que citei acima, tem a vibe dos filmes dos Avengers e é minha vibe do momento, mas dá pra ver que não fujo de séries e filmes mais pesados, né?).


Nota para Little Fires Everywhere? 3 biscoitos da sorte inteiros e um partido, especialmente por causa do final. [3,5 de 5]

Trailer:



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