Crô em Família - Ou: Já não basta de estereótipos LGBTs ruins no cinema nacional?



Após um término, Crô que acaba ficando carente e vulnerável, recebe a visita inesperada de pessoas alegando que são sua família e, mesmo desconfiado, ele decide deixar que se aproximem dele, mesmo que eles tenham segundas intenções em relação a Crô.

O novo filme do personagem Crô, da novela Fina Estampa, que mais tarde ganhou seu primeiro filme solo lançado em 2013, volta novamente em um filme que funciona separado do último e da própria novela que deu origem ao personagem, ignorando totalmente a existência dos acontecimentos passados das duas histórias.

O roteiro é bem fraco e sem conteúdo, ele tenta abordar temas sobre família, amizade, e até sobre o movimento LGBT, e de como já é uma coisa absolutamente normal hoje em dia, mas que acaba sendo abordado de maneira apelativa.

Cininha de Paula aborda o tema familiar, e muito confuso e sem cabimento, em vários momentos o protagonista desconfia da situação, e em vários momentos do filme, é apresentada uma solução para essa desconfiança, mas o personagem sempre descarta essa solução, com o único propósito de alongar o filme para ter uma duração mínima de 1 hora.

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Quando a diretora aborda o tema de LGBT, fica totalmente caricato, cheio de piadas exageradas, vindo sempre de personagens gays, sendo que eles podem falar isso, mas que também as mesmas piadas poderiam ser politicamente incorretas se fossem ditas por uma pessoa heterossexual.


Personagens LGBTs de outras séries, novelas ou mesmo artistas famosos como Ferdinando (Vai que Cola), seu Peru (Escolinha do Professor Raimundo), David Brasil e Pabllo Vittar fazem participações rápidas no filme, que só estão lá somente para atrair mais o publico, e não apresentam nenhuma função para o desenvolvimento da trama.

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Marcelo Serrado está se divertindo mais uma vez com um dos seus personagens mais famosos, ele é o melhor personagem do filme, com seu jeito escandaloso, mas sempre mostrando elegância.

Arlete Salles está bem, mas limitada devido à falta de conteúdo do roteiro. Tonico Pereira está muito mal aproveitado no filme. Rosi Campos é a melhor personagem coadjuvante, interpretando a empregada do Crô, que também representa a figura materna do personagem.

Crô em família pode até divertir, é cheio de participações gratuitas, mas é desnecessário e exagerado, um filme para o público ver com o cérebro desligado.

NOTA: 3 ternos de grife “chiquérrimos”! (3/10)


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