Papillon, de Michael Noer. Remake do clássico de 1973 é profundo na análise humana


Já está nos cinemas a nova versão do filme Papillon. Dessa vez, a obra biográfica de Henri Charrière ganha as telas pela visão de Michael Noer, com a pressão de ser um remake do sucesso de Franklin J. Schaffner, 1973. A trama conta a história real de Henri Charrière, conhecido como Papillon (Charlie Hunnam), arrombador de cofres francês, que foi preso injustamente em 1935 por uma falsa acusação de assassinato, e junto com seu amigo, Loui Dega (Rami Malek), planejam uma fuga da temida prisão francesa na Ilha do Diabo, Guiana Francesa.

A produção mostra a vida do cárcere, que, mesmo que retrate a realidade dos anos de 1930, é muito pertinente nos dias de hoje. Algo que me agrada muito no filme é o fato de mostrar a humanidade dos detentos, para mim pelo menos ficou muito evidente que os comportamentos de cada um dos personagens presos era uma expressão da situação que o ambiente desperta.
A situação em que o protagonista vai para solitária, após sua primeira tentativa de fuga, é muito bem explorada. Brilhantemente é demonstrada a situação de solidão e o quanto isso pode interferir na sanidade de qualquer pessoa. Não só nesse momento, mas em diversas situações, o filme explora os limites da mente humana. Nesse ponto, a produção mostra de uma boa maneira a humanidade presente mesmo em detentos, e quebra a forma julgadora como a sociedade olha para esses criminosos.

A história é muito bem explorada, de um jeito bem hollywoodiano, sim, mas consegue transpor críticas e análises da psique humana de uma maneira excelente.


nota - 3 anos na solitária  (3/5)

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