Crítica do filme Capitã Marvel


Após 10 anos, a Marvel Studios lança seu primeiro filme protagonizado por uma super-heroína. Embora o filme tenha o selo de garantia Marvel, não chegou a me empolgar tanto quanto prometia.

A história e o estilo conseguem prender bem o público, despertando nosso interesse pela trajetória da protagonista, mas um dos grandes problemas é o ritmo um pouco travado, que mesmo dinâmico, construindo bem o clima, não me impressionou, deixando-o repetitivo como outros filmes de origem que já foram feitos.


Os efeitos visuais estão muito bem feitos, com destaque para a técnica de rejuvenescimento facial usada no Nick Fury (Samuel L. Jackson), em que se pode notar o realismo e os detalhes bem convincentes em planos mais fechados sobre o personagem.

As cenas de lutas em ambientes fechados são bem mais dinâmicas e fáceis de se acompanhar, diferentemente das que ocorrem em cenários abertos e externos, que são um pouco cansativas de ver.


O filme tem um bom roteiro, introduzindo bem os conflitos internos da protagonista e apresentando vestígios sobre seu passado ao longo da história, despertando o interesse e a curiosidade dela e do público também. As cenas de flashbacks são bem introduzidas na história ao contar de uma vez a origem de Carol Danvers no momento em que ela começa a se recordar de seu passado.


As piadas no estilo típico da Marvel estão bem bobas e fracas, em comparação com aquelas de outros filmes do universo, e poucas delas realmente funcionaram para mim, com destaque para as piadas sobre a tecnologia dos anos 90 e todas aquelas relacionadas à gata, que consegue roubar a cena praticamente sempre que aparece.


Brie Larson não está ruim em sua personagem, mas também não está dando o melhor de si. Conhecendo  o talento da atriz (que ganhou o Oscar de melhor atriz por sua brilhante atuação em O Quarto de Jack), ela parece que está no piloto automático, fazendo apenas o que a direção de ator a conduz a fazer, o que faz com que ela não mostre todo o seu potencial. A cena em que Carol usa o traje clássico da Capitã Marvel pela primeira vez é bem preguiçosa e sem criatividade, o que acabou não me empolgando. 

Samuel L. Jackson volta mais uma vez a interpretar o agente Nick Fury, dessa vez mais jovem e sem tanta experiência, mais divertido, o que o torna o alívio cômico do filme e, mesmo que isso funcione, o personagem não condiz com que já tinha sido apresentado nos filmes anteriores e no que ele haveria de se tornar.


Ben Mendelsohn, mesmo sendo um coadjuvante, tem bastante presença, ele tem uma boa motivação, e ao revelar o que pretende fazer, causa desconfiança no público, e mesmo com a maquiagem pesada, ele é bem expressivo.

Em vários momentos, os diretores introduzem elementos para lembrar o público de que o filme se passa nos anos 90, o que quebra um pouco o ritmo. Os melhores momentos de nostalgia são aqueles em que são introduzidos personagens antigos do Universo Cinematográfico da Marvel, principalmente quando são personagens carismáticos que agradam o público.


O plot twist, mesmo um pouco previsível, funciona bem, causando um impacto positivo no espectador, e mesmo repetindo o mesmo erro das cenas de confronto em lugares abertos e as atitudes clichês e previsíveis de alguns personagens, a batalha final mostra bem todo o potencial e poder da capitã Marvel e do que ela é capaz de fazer. O desfecho consegue amarrar bem o filme com o restante do Universo Marvel, mesmo com algumas explicações e revelações bobas, mas engraçadas.

Capitã Marvel não chega a ser a Mulher Maravilha da Marvel Studios, também não é um filme revolucionário, mas é divertido, e mesmo com a direção razoável, consegue prender o público com o roteiro bem dinâmico.

O filme contém duas cenas pós créditos.

NOTA: 6 skrulls infiltrados na Terra e meio.

Trailer:


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